O relator do projeto que altera a meta de superávit primário em 2015,
deputado Hugo Leal, disse nesta quarta-feira, 28, que o governo não
descarta um déficit em 2015 maior do que os R$ 51,8 bilhões anunciados
ontem, e que isto está previsto no documento encaminhado pelos
Ministérios da Fazenda e do Planejamento ao Congresso Nacional. Leal
ressaltou que o déficit pode chegar a R$ 103 bilhões se for necessário
colocar em dia as "pedaladas fiscais", que somam cerca de R$ 40 bilhões,
e o leilão das hidrelétricas não ocorrer, do qual são esperados mais R$
11 bilhões. "Não descartamos a possibilidade de o déficit aumentar, o
documento apresentado pelo governo prevê isso", afirmou.
Leal,
que deverá apresentar seu relatório na próxima semana, disse que, ao
invés de apresentar uma meta fechada, tende a propor mudanças
conceituais, prevendo, por exemplo, que receitas poderão ser abatidas da
meta ou os casos em que o déficit pode ser maior. "Acho um risco
apontar um número que não esteja consolidado", completou.
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