Enquanto algumas prefeituras do interior
do Rio Grande do Norte sofrem com a falta de recursos, ameaçando
inclusive o pagamento da folha salarial dos servidores, outras esbanjam
gastos milionários mesmo reclamando da crise. É o caso da Prefeitura de São Tomé, a 110 km de Natal, que decretou “estado de calamidade financeira” no
ano passado. Entre 2013 e 2016, foram pagos a oito empresas por meio de
licitações o equivalente a R$ 6,5 milhões. Mas, como se não bastasse o
alto custo dos processos, são grandes as suspeitas de que os recursos
estariam sendo desviados do seu verdadeiro destino.
A acusação foi feita por dois vereadores da cidade, Josinaldo Amaro de Lima, o “Gá” (PSDB), e Antenor “Nego” Pereira (PSDB).
A denúncia foi entregue ao Ministério Público Estadual e ao Tribunal de
Contas do Estado. “A cidade vive dias de verdadeiro colapso
administrativo na gestão do prefeito Gutemberg Pereira da Rocha. Falta
de pagamento de servidores em diversas secretarias, greve dos servidores
da educação, epidemia de dengue, estradas intransitáveis, falta de
transporte escolar, mas sobra dinheiro para licitações obscuras e
eleitoreiras”, disse o vereador Gá.
Outro processo licitatório que chamou a
atenção na cidade diz respeito a contratação de veículos para atender a
Prefeitura. Ao todo, foram gastos R$ 1,5 milhão com a locação de
automóveis para servir a São Tomé.
* Robson Pires
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