Passado
mais de um século, a imunoterapia — extremamente desacreditada pelos
pares de Coley — foi considerada a grande aposta do combate ao câncer
pela revista Science, uma das mais importantes publicações científicas
do mundo. É claro que hoje ninguém injeta bactérias nos pacientes. Com
um conceito renovado, o tratamento, que chegou ao Brasil há dois meses,
acorda as células de defesa, enganadas pelas cancerosas (veja arte),
permitindo ao sistema imunológico fazer o seu trabalho de forma
apropriada. Uma das áreas mais promissoras é o combate ao câncer de
pulmão de células não pequenas, doença que tem mortalidade maior que os
tumores de mama, próstata e colorretal juntos.“Durante décadas, a intenção da imunoterapia na oncologia era estimular a produção de células-T (de defesa). Agora, o que essas novas classes de moléculas fazem é bloquear os mecanismos que as células cancerosas usam para se esconder”, explica Rogério C. Lilenbaum, chefe do Centro de Câncer em Yale, nos Estados Unidos. Na semana passada, o carioca, um dos maiores especialistas mundiais em câncer de pulmão, esteve no V Congresso Internacional de Oncologia D’Or, no Rio de Janeiro, onde foram discutidos os avanços da imunoterapia
por Robson Pires
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