
A direção do Instituto Técnico-Científico de
Perícia (ITEP) do Rio Grande do Norte está em Brasília esta semana,
junto ao deputado federal Fábio Faria, em busca de
garantir o pleno funcionamento do laboratório criminal de DNA do Estado.
A demanda é para a aquisição do principal equipamento da unidade, o
sequenciador de DNA, que custa em média R$ 700 mil. “Sem ele, os exames
não poderão ser concluídos”, ressaltou o diretor geral do ITEP-RN,
Marcos Brandão.
A solicitação foi levada nesta quarta-feira
(12) ao Ministério da Ciência e Tecnologia, e discutida com o chefe de
gabinete do ministro, Carlos Koji Takahashi. “Este trabalho de
identificação criminal é um serviço essencial para o Estado, que vai
agilizar não só a análise de corpos e a elucidação de crimes, como
também irá fomentar a produção científica com os convênios que serão
firmados com universidades locais”, disse Faria. “Ficou claro no
Ministério a urgência e importância desse pedido”, completou.
Atualmente, os exames do RN são realizados no Instituto de Medicina
Legal (IML) de Salvador (BA).
O Itep-RN já tem R$
289 mil assegurados, do próprio instituto, para a implantação do
laboratório de DNA Forense, com os demais equipamentos necessários, na
sede da Delegacia Geral de Polícia (Degepol), em Natal. “Com tudo
funcionando, é importante ressaltar que poderemos elucidar diversos
crimes de violência sexual que hoje estão pendentes no ITEP, como também
trabalhar com a identificação de DNA de criminosos que deixam suas
marcas no local do delito”, afirma Brandão.
por Robson Pires
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