
Como costumo escrever, desde os 13 anos de idade que estou socado no meio de campanhas políticas. De lá pra cá, já vi de tudo um muito. No entanto, o que vislumbro agora em 2017, ano pré-eleitoral, é atípico, pelo menos aqui no Rio Grande do Norte.
Num passado não distante, mal terminava o pleito, já se tinha em mente os nomes dos prováveis postulantes à chefia do executivo norte-rio-grandense. Existia até o chamado ’governador de férias’. Esses fenômenos sumiram, igual a acetona.
Pois é. . .
Faltando menos de dez meses para a eleição de 2018, ninguém se arvora em dizer quem, de fato, vai disputar o cargo máximo do Estado. Até o momento, não surgiu, pra valer, nenhum salvador da pátria potiguar, que está acéfala.
Com a prisão de ícones da politica estadual, e mais uma carrada de denúncias judiciais feitas a outras figuras carimbadas, está difícil encontrar agulha nesse palheiro.
E tem mais. . .
Quando os candidatos surgirem, e eles haverão, sim, de aparecer, nem que seja nos 45 minutos do segundo tempo, estejam com nódoas ou não, bichados ou não, creio que a campanha será feita, praticamente, via rádio, tv e mídias sociais.
Acho pouco provável que surja alguém com capacidade suficiente para arrebanhar multidões – em passeatas, carreatas e comícios -, como antigamente, pra ouvir ‘prosopopeia flácida para acalentar bovino’; a popular ‘conversa mole para boi dormir’, sem ser comido na vaia.
Os tempos são outros – e o povo está cansado de promessas vãs!
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