Até estranho. A “calmaria” política dos últimos três dias faz até parecer ao brasileiro confinado em casa que tudo está normal no Brasil. Afinal, diferentemente do que acontece diariamente desde março, as pessoas “só” têm de conviver com a pandemia do novo coronavírus, sem os agravantes diários da política nacional.
Na encolha. A razão para o silêncio de Bolsonaro é bem óbvia: evitar complicar a si mesmo e ao filho Flávio no caso Fabricio Queiroz, que ganha novos elementos a cada dia e que no fim de semana parecia uma crise fora de controle dados os arroubos verborrágicos de Frederick Wassef, o agora ex-advogado do senador.
Ligações perigosas. A aparente calmaria, no entanto, não impede que o caso Queiroz-Bolsonaro escale a cada dia. Aliados do presidente acreditam que não tardará a que o Ministério Público do Rio apresente denúncia contra o ex-assessor, e aumenta o temor de que Flávio também seja incluído. A possibilidade de que servidores da Assembleia Legislativa do Rio fechem acordos de delação premiada também é considerada explosiva.
BR Político – Vera Magalhães
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