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Os brasileiros sacaram suas reservas e passaram a acumular parte de seus recursos durante a pandemia do novo coroanavírus, afirmou a diretora de administração do BC, Carolina de Assis Barros, nesta quarta-feira (29), durante a coletiva realizada para a anunciar a cédula de R$ 200.
“O dinheiro em tempos de incerteza é um sinal de segurança. É instabilidade”, avaliou ao mostrar o salto do meio circulante em território nacional desde o mês de março. Ela explica que o fenômeno do chamado “entesouramento” foi observado em todo o mundo por causa da pandemia.
“Com o aumento da demanda da população por numerário, nós observamos também uma demanda adicional nas casas impressoras em todo o mundo. Elas foram desafiadas a produzir um maior volume financeiro em uma menor quantidade de tempo”, destacou.
Historicamente, o número de moeda em circulação aumenta sempre na primeira e na última semana dos meses. “É quando cédulas e moedas deixam a custódia do Banco Central com mais intensidade e corresponde justamente ao período de pagamento de salários e outros benefícios”, disse Carolina.
Além da formação de reservas, a disponibilização do auxílio emergencial de R$ 600 também é citada como um dos motivadores para o aumento do dinheiro em circulação em território nacional. “Os beneficiários não retornaram esse dinheiro na velocidade em que esperávamos”, contou a diretora de administração do BC.
R7
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