
Foto: Reila Maria/Agência Câmara
A reunião de líderes partidários na residência oficial da Câmara, que começou às 14h, ainda não terminou. Há pouco, Arthur Lira fez uma pausa para que os líderes consultem as suas bancadas uma vez mais sobre o caso Daniel Silveira.
A situação está embolada. Ainda não há um consenso sobre o que a Câmara fará. O imbróglio é essencialmente jurídico: a maioria dos líderes contesta a legalidade da prisão do bolsonarista.
De toda forma — O Antagonista noticia em primeira em mão –, a votação para que os deputados mantenham ou não a prisão de Silveira foi marcada para amanhã, às 17h. O próprio deputado estará presente para fazer a sua defesa no plenário. Dos 17 partidos representados na reunião, somente quatro se manifestaram pela revogação da prisão: PSL, Pros, Novo e PSC.
Arthur Lira está usando uma postura de mediador no encontro e todos adotam “um tom baixo”, segundo um parlamentar relatou a O Antagonista.
“É unânime, até entre bolsonaristas, a avaliação de que o Daniel criou um grande problema para toda a Câmara. Falam em estupidez, irresponsabilidade e falta de decoro. No Conselho de Ética, ele não vai escapar. A questão agora é resolver o imbróglio jurídico, porque há dúvidas sobre a constitucionalidade da prisão do deputado. Mas a maioria defende que ele continue preso.”
A notícia sobre a audiência de custódia chegou aos deputados durante a reunião, mas ninguém trabalhava com um resultado diferente do que foi: a manutenção da prisão de Daniel Silveira.
O Antagonista
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