No mês passado, foram 547 ligações atendidas pelo Samu na cidade. Em 2020, foram 73 no mesmo período.
O Profissão Repórter foi até Manaus e vivenciou semanas dramáticas sem leitos de UTI e sem oxigênio em hospitais da cidade.
Por uma noite, a repórter Nathalia Tavolieri acompanhou a peregrinação da equipe de enfermeiros do Samu para encontrar um hospital com leito disponível para pacientes com Covid-19 .
"A gente já chegou a atender ocorrência com quatro horas de espera de atendimento. Isso é surreal", desabafa Gisele Torrente, enfermeira do Samu.
Samu sobrecarregado
No mês passado, foram 547 ligações atendidas pelo Samu; no mesmo período em 2020 foram 73. Em janeiro de 2020, a equipe atendeu 25 casos de pessoas que morreram em casa. Em 2021, o número saltou para 89.
Além da falta de vagas e de oxigênio, o Samu de Manaus sofre com a retenção de macas e outros equipamentos, já que os hospitais não têm como oferecer para os pacientes.
"Para o paciente ficar no serviço, as unidades retém o nosso material, a maca, que é para o paciente ter onde ficar deitado", explica Gisele.
Fonte: G1.glogo.com
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