A Justiça do Distrito Federal
determinou que o GDF faça a construção e implantação de dois parques em
Águas Claras, como previsto no projeto original da região, que foi
criada há 12 anos. A sentença da Vara do Meio Ambiente acolhe pedido da
Promotoria de Justiça de Meio Ambiente e Patrimônio Cultural (Prodema),
do Ministério Público.
A decisão visa impedir o crescimento desordenado da região. As duas
áreas já estavam previstas desde a criação da região, o governo do DF e a
Terracap devem tirar do papel o Parque Central, que vai ficar perto da
estação Águas Claras do Metrô, e o Parque Sul, ao lado do lote 45 da rua
Jacarandá.
Pela determinação, o DF fica proibido de parcelar a área sugerida para o
Parque Linear, próxima às quadras 200, que atualmente é usada por
linhas de transmissão de energia elétrica. O Instituto Brasília
Ambiental (Ibram) deve elaborar estudos de viabilidade e adequação
ambiental para os parques criados. Caberá ao instituto a gestão das
áreas.
A Terracap informou que ainda não foi notificada oficialmente, por isso não vai se pronunciar. O G1 procurou o Ibram para comentar a decisão, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem.
Sem parcelamentos
Na semana passada, a Justiça emitiu decisão provisória que suspende
novos parcelamentos, alienações de terrenos e licenças ambientais para
novos empreendimentos em Águas Claras. A sentença determina que o Ibram
elabore um "licenciamento ambiental corretivo" para reduzir o impacto do
crescimento desordenado da região. A Procuradoria-Geral do DF afirmou à
TV Globo que iria recorrer da decisão.
A ação civil do MP foi ajuizada em 11 de fevereiro deste ano. O texto
afirma que a implementação de Águas Claras foi feita "de modo caótico" e
que dar continuidade ao processo, "sem infraestrutura e sem os cuidados
necessários em relação ao meio ambiente, seria insistir no erro".
Na decisão, o juiz da Vara de Meio Ambiente Desenvolvimento Urbano e
Fundiário, Carlos Frederico Maroja de Medeiros, diz reconhecer a
urgência do pedido. Segundo ele, a permissão para novas construções na
região antes do licenciamento corretivo pode "afetar o bem-estar de toda
a coletividade e ameaçar a preservação ambiental para as gerações
futuras".
Segundo o MP, a Terracap nunca apresentou as licenças de instalação e
de operação de Águas Claras, documentos obrigatórios para a expansão
urbana. A licença prévia foi concedida com prazo de um ano e nunca foi
renovada, diz o órgão. O G1 não conseguiu contato com a Terracap na noite desta sexta (22) para comentar o caso.
Do G1 DF
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