sexta-feira, 29 de maio de 2015

Schahin quer processar Petrobras por rescisão de contratos de sondas Empresa alega que decisão vai afetar mais de mil postos de trabalho. Contrato foi rescindido pela estatal de forma unilateral em 21 de maio.

O Grupo Schahin, uma das companhias investigadas pela Operação Lava Jato, que está em recuperação judicial, informou nesta quinta-feira (28) que irá ingressar imediatamente com ações nos tribunais brasileiros contra decisão da Petrobras de encerrar contratos de afretamento e serviços de cinco navios/plataformas.
"Caso não revertida, tal rescisão irá resultar na perda de mais de mil postos de trabalho e em prejuízo superior a R$ 4 bilhões para os credores e acionistas do Grupo Schahin", afirmou a companhia em nota nesta quinta-feira, destacando que "está confiante de que terá sucesso".
O contrato foi rescindido pela Petrobras unilateralmente em 21 de maio, de acordo com a empresa fornecedora. Procurada pela Reuters, a Petrobras não respondeu imediatamente os pedidos de comentários sobre o tema.
No início de abril, a Schahin comunicou à Petrobras sobre a necessidade de parar temporariamente cinco de suas seis embarcações sob contrato, para evitar potenciais problemas operacionais decorrentes de falta de liquidez principalmente devido a ação de execução por parte de um credor.
As sondas embarcações paralisadas foram os navios-sonda Cerrado, Sertão e Lancer e as plataformas semi-submersíveis Amazônia e Pantanal, destacou a Schahin. De acordo com a fornecedora, a paralisação estava amparada por contratos fechados com a petroleira, que permitiam uma pausa das operações por até 60 dias.
"Pouco tempo depois, a situação de liquidez do Grupo Schahin melhorou em razão de um acordo consensual firmado com o referido credor, o qual arrendava as plataformas Pantanal e Amazônia para o Grupo", afirmou a empresa em nota.
O acordo, segundo a nota da Schahin, permitiu a redução de sua respectiva dívida em mais de US$ 1 bilhão, tendo ainda melhorado "significativamente" a capacidade de gerar recursos por parte da Schahin.
Na última semana de abril, o grupo chegou a informar à Petrobras que os seus navios estavam prontos para retornar às operações, entretanto, a petroleira interrompeu o contrato. O Grupo Schahin ressaltou que continua a operar normalmente sua outra embarcação, o navio-plataforma Vitória.



 Do G1, em São Paulo

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