Um crime que chocou moradores de Bela Vista de Goiás, na região metropolitana de Goiânia, terminou com a condenação da pastora Sueli Alves dos Santos Oliveira por homicídio qualificado. Ela foi acusada de envenenar o próprio marido, José Maria Vieira de Oliveira, de 49 anos, utilizando “chumbinho”, veneno clandestino usado ilegalmente como raticida.
O crime ocorreu em 23 de setembro de 2022. Segundo a investigação da Polícia Civil, o relacionamento do casal era marcado por constantes discussões, agressões e conflitos envolvendo dinheiro e divisão de bens.
Na noite anterior à morte, vizinhos relataram ter ouvido uma intensa briga na residência. Ferido e ensanguentado, José Maria chegou a sair de casa pedindo socorro. Testemunhas afirmaram que ele teria dito: “Sueli vai me matar”. Amigos e familiares também relataram que a vítima demonstrava medo constante da esposa e afirmava sofrer agressões frequentes.
Horas depois, após Sueli retornar de um culto religioso, José Maria passou mal e morreu dentro da residência. Conforme apontou a investigação, a pastora teria tentado simular um suicídio para dificultar o trabalho da polícia.
Durante a perícia, foram encontrados vestígios de chumbinho em copos utilizados pelo casal, na pia da cozinha e até na caixa de gordura da casa. Os investigadores também descobriram que o celular da vítima havia sido resetado, supostamente para apagar provas.
Outro elemento que chamou atenção da polícia foi a existência de um plano funerário contratado meses antes em nome de José Maria, tendo Sueli como beneficiária direta. Além disso, filhos da vítima afirmaram que ela já teria tentado matar um ex-marido em Brasília anos antes.
Apesar de negar participação no crime, Sueli Alves dos Santos Oliveira foi julgada em dezembro de 2024 e condenada a 15 anos de prisão em regime fechado. O Ministério Público sustentou que o assassinato foi premeditado e teve motivação financeira.
Fonte: Demolidor de Mitos
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