O senador Eduardo Girão (Novo-CE), relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, afirmou que o relatório final dos trabalhos inclui a sugestão de medidas judiciais contra o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. Ele é filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo Girão, há indícios considerados relevantes no documento que apontariam possível envolvimento de Lulinha em um esquema investigado pela comissão, relacionado a fraudes e desvios de recursos de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As declarações foram feitas em entrevista à TV BandNews.
O parlamentar também destacou que o relatório menciona a existência de diversas prisões ao longo das investigações, totalizando 14 detenções, além de possíveis conexões envolvendo assessores de agentes públicos.
Entre os pontos citados por Girão estão viagens atribuídas a Lulinha que teriam sido custeadas por Antônio Carlos Camilo Antunes, apontado como figura central no esquema investigado. De acordo com o senador, informações da Polícia Federal indicariam ainda o recebimento de valores mensais pelo empresário, além de despesas com viagens internacionais, incluindo deslocamentos para Portugal e Finlândia.
No âmbito institucional, o Supremo Tribunal Federal decidiu, por maioria de votos, não prorrogar os trabalhos da CPMI, encerrando oficialmente suas atividades. Já o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, teria determinado sigilo sobre registros de visitas do empresário à Casa, conforme mencionado pelo relator.
As conclusões do relatório ainda deverão ser analisadas pelos órgãos competentes, responsáveis por avaliar eventuais desdobramentos jurídicos a partir das investigações.
Fonte: Band.
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