Prestes a ser extraditada ao Brasil, a ex-deputada federal Carla Zambelli deverá cumprir eventual pena na Penitenciária Feminina do Distrito Federal (PFDF), conhecida como Colmeia, caso a execução penal ocorra em território nacional. A unidade prisional é a mesma onde estão detidas Rosana Auri da Silva Cândido e Kacyla Priscyla Santiago Damasceno Pessoa, condenadas por um dos crimes mais chocantes já registrados no país.
Zambelli deixou o Brasil com destino à Itália após ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), e aguarda os trâmites para extradição. A definição sobre o local de cumprimento da pena ainda depende de decisões judiciais, mas a Colmeia surge como destino provável, por concentrar presas condenadas por crimes de grande repercussão.
Segundo as investigações, o menino foi morto enquanto dormia. Após o homicídio, o corpo foi submetido a atos de extrema violência, incluindo mutilação e tentativa de destruição de evidências. Parte dos restos mortais foi descartada em vias públicas, o que levou à rápida mobilização da polícia após a descoberta por um morador da região.
As duas foram presas em flagrante no dia seguinte ao crime, em 1º de junho de 2019, e confessaram a autoria. O caso gerou forte comoção nacional pela brutalidade envolvida.
Em novembro de 2020, Rosana e Kacyla foram condenadas por homicídio qualificado, tortura, ocultação de cadáver, entre outros crimes, recebendo penas superiores a 60 anos de prisão cada. Ambas seguem cumprindo pena na Colmeia.
A possível transferência de Zambelli para a mesma unidade reacende debates sobre o sistema prisional e o cumprimento de penas em casos de grande repercussão pública.
Fonte: Willian Matos, Metrópoles.
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