quinta-feira, 25 de junho de 2026

Médico é denunciado pelo MP-PR após acusações de tortura, ameaças e uso irregular de estrutura de hospital no Paraná

 

Um médico servidor público de Itaúna do Sul, no Noroeste do Paraná, foi denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) por uma série de crimes que incluem ameaça, dano emocional contra mulher, perseguição, tortura e peculato. Segundo relatos reunidos durante a investigação, funcionários da unidade de saúde descreveram a rotina de trabalho como um verdadeiro “filme de terror”.

O caso envolve o médico Rodrigo Felipe Amparado, que atua no hospital municipal da cidade. Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público, ele teria utilizado uma área destinada ao centro cirúrgico da unidade para montar uma espécie de apartamento particular para ele e a esposa, que também trabalha como enfermeira.

De acordo com a investigação, as supostas irregularidades teriam ocorrido entre março e maio de 2026, após denúncias apresentadas por servidores ao MP-PR.

Nos depoimentos, o Ministério Público apontou que o médico teria criado um ambiente marcado por “arbitrariedades”, com relatos de supostas ameaças, humilhações, perseguições e vigilância contra uma das vítimas. Um dos funcionários afirmou que conviver com a situação no ambiente de trabalho era semelhante a um “filme de terror”.

Ainda segundo o MP, após a Secretaria Municipal de Saúde iniciar medidas para corrigir possíveis irregularidades apontadas na investigação, o médico teria passado a perseguir a secretária responsável e familiares dela.

O órgão relatou que houve uma suposta ameaça envolvendo familiares da gestora, incluindo alegações de ameaça de violência contra a filha dela e contra o marido, com menção ao uso de arma de fogo.

A investigação também apura denúncias relacionadas a suposta prática de tortura contra criança e adolescente. A esposa do médico, que também é enfermeira, responde por suspeita de omissão diante dos fatos investigados. Detalhes sobre essa parte do processo não foram divulgados porque o caso tramita sob sigilo judicial.

A defesa do casal informou, em nota, que pretende demonstrar possíveis inconsistências na denúncia apresentada pelo Ministério Público e que irá buscar o esclarecimento dos fatos.

Fonte: Itohapataxo

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