O governo da Eritreia fechou todos os centros de saúde administrados por uma igreja por se recusar a entregar a propriedade dos centros ao Estado
Mais do que apenas tentar barrar o evangelho na Eritreia, o governo do país também está prejudicando a população ao fechar os centros de saúde da igreja
Autoridades do governo da Eritreia pediram aos administradores do centro de saúde que assinassem um documento aprovando a entrega da propriedade ao Estado. Quando a maioria dos administradores se recusou a assinar, os agentes de segurança removeram o pessoal dos centros de saúde e os fecharam.
Embora o governo ainda tenha que dar uma razão para esta decisão, é evidente a crescente perseguição aos cristãos no país. Vale lembrar que, muitas vezes, a Eritreia é tida como a “Coreia do Norte” da África. Trinta cristãos foram presos no país no início deste mês. Eles são membros de uma igreja pentecostal, uma denominação não registrada e, portanto, ilegal. Por isso, foram presos em três diferentes encontros em Asmara. Além disso, outros 141 cristãos foram presosem maio de 2019.
A polícia invade regularmente as casas dos cristãos de denominações não registradas. Os cristãos presos geralmente só são libertados sob a condição de renunciarem a sua fé. Centenas de membros de igrejas permanecem na prisão, com alguns mantidos em cativeiro por mais de uma década.
Uma possível razão para este aumento da perseguição, em especial aos centros de saúde da igreja na Eritreia, funciona como uma retaliação a um apelo público por reformas governamentais dos líderes cristãos da Eritreia. Após o recente acordo de paz com a Etiópia, os bispos co-assinaram uma carta de 30 páginas dizendo que a nação deveria se unir e se curar.
A Eritreia é o 7º país na Lista Mundial da Perseguição 2019. Mas, graças às suas orações e apoio, e através de parcerias estratégicas com parceiros locais no país, a Portas Abertas fortalece os crentes oferecendo assistência prática aos cristãos perseguidos. A sua ajuda chega de inúmeras maneiras aos cristãos: distribuição de alimentos, medicamentos e livros – itens raros na Eritreia, onde um pão custa aproximadamente sete dólares. Saiba mais sobre o projeto, e envolva-se com esta causa.
Pedidos de oração
Peça sabedoria para os líderes da igreja enquanto eles discutem e interagem com as autoridades do país.
Clame pela graça do Senhor a todos aqueles que podem ser afetados pela interrupção dos serviços tão necessários dos centros de saúde da igreja.
Peça por força e resiliência para os cristãos eritreus que permanecem na prisão e suas famílias.
O relator da reforma da Previdência, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) Foto: Jorge William / Agência O Globo
O relator da reforma da Previdência , deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), adiantou que não vai suavizar as regras de aposentadoria para policiais federais e professores. Ele também afirmou que não vai propor uma regra mais vantajosa para o cálculo do benefício, que será com base na média de de todas as contribuições feitas pelos trabalhadores para o regime previdenciário e não apenas sobre os maiores valores. Moreira apresentará o texto final da proposta - na forma de complemento ao voto à primeira versão do seu parecer - na comissão especial que discute a matéria, nesta quinta-feira.
- Todo o esforço que foi feito já no substitutivo foi no sentido de adequar de forma com que os professores pudessem se manter. Ou seja, nós melhoramos a posição dos professores com relação à PEC (Proposta de Emenda Constitucional, enviada pelo governo). Foi um avanço. Os policiais também estão bem posicionados. Acho muito difícil mais esforços do os que já foram feitos - afirmou o relator, após o encerramento das discussões sobre o relatório substitutivo da reforma na comissão especial que analisa a matéria.
Moreira destacou também que a estrutura da reforma será mantida no texto final. Ele citou idade mínima, regras de transição, pensão, acúmulo de pensão e aposentadoria e regra de cálculo.
- Essa estrutura se mantém - disse o relator, acrescentando que pretende fazer apenas ajustes no texto, mantendo a economia projetada com a reforma na casa dos R$ 900 bilhões em 10 anos.
Moreira, contudo, ainda aguarda um acordo entre o presidente da Câmara dos Deputados, governadores e lideres do partidos do centrão para incluir os estados e municípios no relatório. Se isso não for possível na comissão, destacou, poderá ser feito na forma de destaque, quando a reforma for votada no plenário da Câmara dos Deputados.
O presidente da comissão especial, Marcelo Ramos (PR-AM), disse, porém, que a ideia é incluir os entes na proposta ainda na comissão:
- Será feito um esforço para que o relatório já tenha incluído estados e municípios.
Os debates na comissão se encerram nesta quarta-feira, depois de quatro sessões de discussões. Ao todo, 127 parlamentares se manifestarem sobre a reforma da Previdência. O presidente da comissão fez um acordo de procedimentos para evitar uma obstrução exagerada por parte da oposição, como leitura de ata e requerimento de inversão de pauta na fase de discussão.
Ele admite que será difícil um novo acordo na fase de votação - o que deve prorrogar os trabalhos para a próxima semana. Depois da leitura do voto do relator, será preciso votar os requerimentos apresentados pela oposição para adiar a votação por até cinco sessões. Caso um deles seja aprovado, a tramitação na comissão só seria concluída no dia 09 de julho - próximo ao recesso parlamentar que começa no dia 18. O plano do governo é votar a reforma no plenário da Câmara antes disso.
O vice-presidente, Hamilton Mourão, afirmou na tarde de hoje que o sargento da Aeronáutica preso nessa terça-feira (25) no Aeroporto de Sevilha, na Espanha, sob acusação transportar 39 quilos de cocaína, voltaria para o Brasil no avião do presidente Jair Bolsonaro, de acordo com informações do ‘O Globo’.
“Quando tem essas viagens, vai uma tripulação que fica no meio do caminho, então, quando o presidente voltasse agora do Japão, essa tripulação iria embarcar no avião dele. Então seria Sevilha — Brasil”, disse Mourão.
Ainda para o vice-presidente, o sargento fez papel de ‘mula’ [termo utilizado para descrever quem transporta droga em tráfico]. “É óbvio que pela quantidade de droga que o cara estava levando, Ele não comprou na esquina e levou. Ele estava trabalhando como mula e uma mula qualificada, vamos colocar assim”, afirmou ele.
Segundo ‘O Globo’, em março deste ano o militar também fez uma viagem como comissário do escalão avançado da presidência da República. Ele também viajou com Bolsonaro quando o presidente foi a São Paulo, em fevereiro, para realizar exames médicos.
Jair Bolsonaro não fez gesto obsceno para filme sobre impeachment de Dilma Rousseff Foto: ReproduçãoCircula nas redes sociais uma foto de Jair Bolsonaro fazendo um gesto obsceno para o filme Democracia em Vertigem, que retrata o processo de impeachment de Dilma Rousseff. Afinal, trata-se de uma montagem ou a foto é verdadeira?A imagem é falsa! E foi manipulada digitalmente para dar a impressão de um gesto obsceno. Embora o documentário seja verdadeiro e tenha acabado de ser lançado pela Netflix, o presidente Jair Bolsonaro não posou ao lado da TV ofendendo a produção.Na foto original, Bolsonaro comemora decisão que aumentou sentença de Lula Foto: ReproduçãoNa foto original, publicada em 24 de janeiro de 2018, o então deputado federal Jair Bolsonaro comemora a decisão que manteve a condenação de Lula e ainda aumentou sua pena de 9 para 12 anos. Por isso, ele posa ao lado da TV e faz o sinal “V” de “vitória” com os dois dedos. A imagem foi publicada pelo próprio Bolsonaro.
O jornalista Glenn Greewald na Câmara dos Deputados Foto: Adriano Machado/Reuters
O jornalista Glenn Greenwald classificou, nesta terça-feira, 25, em audiência na Câmara dos Deputados, como conluio a suposta troca de mensagens entre o ex-juiz Sérgio Moro, hoje ministro da Justiça, e o procurador Deltan Dallagnol em processos da Operação Lava Jato, revelados pelo site The Intercept Brasil.
A presença do jornalista no Congresso transformou-se em palco para a oposição atacar Moro e pedir a liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Parlamentares da base do governo insinuaram que Glenn deveria ser preso por “colaborar” com o suposto hacker.
“Quem deveria ser julgado e sair daqui preso pelo crime teria que ser o jornalista que cometeu um crime com o hacker”, afirmou a deputada federal Katia Sastre (PL-SP).
“Se eu tivesse o mínimo envolvimento nesse crime, eu poderia pegar o voo e ir embora e continuar reportando lá fora. Não faço porque sei que vossa excelência está acusando sem nenhuma prova e que neste País há liberdade de imprensa garantida pela Constituição”, afirmou o jornalista.
A base do governo chegou a tentar esvaziar a audiência, mas mudou de estratégia após o jornalista, durante a sua fala inicial, provocar os governistas afirmando que estava “decepcionado” por não ter “nenhum deputado do partido do presidente” presente para debater.
A audiência ocorre após o site divulgar supostas conversas mantidas em aplicativos de mensagens pelo ex-juiz Sérgio Moro, hoje ministro da Justiça e Segurança Pública, com procuradores da Lava Jato entre 2015 e 2018. Em entrevista ao Estado, na semana passada, o ministro disse não reconhecer a autenticidade das mensagens.
Glenn Greenwald defendeu o sigilo da fonte como um fator inalienável e criticou o comportamento do ministro quando era o juiz dos casos relativos à Lava Jato em Curitiba. O jornalista disse que “é impossível o combate à corrupção com comportamento corrupto” e que, em outros países, o ministro iria sofrer sanções.
“Nos Estados Unidos, é impensável um juiz fazer o que foi feito. Se um juiz fizer uma vez o que Sérgio Moro fez durante cinco anos, vai sofrer muita punição”, afirmou o fundador do The Intercept. O jornalista se queixou ainda no início da sessão da tentativa dos adversários de desqualificar o trabalho dele chamando-o, de forma pejorativa, de estrangeiro.
Um sargento da Aeronáutica da tripulação que assumiria o voo do avião reserva do presidente Jair Bolsonaro foi detido nesta terça-feira, 25, por transportar drogas na bagagem. A prisão ocorreu na escala na Espanha, durante o percurso para o Japão. O episódio, que criou desconforto ao Palácio do Planalto, levou o governo brasileiro a mudar a escala do presidente de Sevilha para Lisboa.
Em seu twitter, Bolsonaro disse ter determinado ao ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, “imediata colaboração com a polícia espanhola, na pronta elucidação dos fatos, cooperando em todas as fases da investigação, bem como instauração de Inquérito Policial-Militar”.
Ainda segundo ele, caso seja comprovado o envolvimento do militar no crime, o sargento será” julgado e condenado na forma da lei”. O fato de Bolsonaro ter se pronunciado sobre o caso preocupou assessores presidenciais, cuja avaliação é de que o presidente levou o problema para “o seu colo”, quando o assunto era tratado longe do Planalto.
O sargento preso embarcou em Brasília, no avião reserva da Presidência, o Embraer 190, do Grupo de Transportes Especiais, da Força Aérea, e que transportava três tripulações de militares para a missão presidencial. A primeira equipe de tripulação, que inclui piloto e copiloto, assumiram o voo de Bolsonaro e sua equipe, em Lisboa, no Airbus 319, chamado de AeroLula, para cumprir o segundo trecho da viagem, até Osaka.
O militar preso, sargento de carreira, não integrava esse grupo. Ele pertence à segunda equipe de tripulação, que presta serviço no avião reserva. O militar preso não trabalha na Presidência da República, mas na FAB, e no avião exerce a função de comissário de bordo.
Segundo o Estado apurou, depois de feitas as inspeções em todas as bagagens em Sevilha e verificado que o problema era localizado, os militares que assumiram o trabalho técnico nos aviões presidencial e reserva, em Lisboa, foram liberados.
Planalto e Defesa não informaram o tipo e a quantidade de droga encontrados na mala do sargento. Em nota, a Defesa e a Força Aérea Brasileira disseram repudiar atos dessa natureza e também que darão prioridade à elucidação do caso e aplicação dos regulamentos cabíveis.
A aposentada Elida Ituarte, que deixou a janela por onde Rocco e os comparsas entraram aberta ‘por causa do calor’ Foto: REUTERS/Mariana Greif
Um dos principais chefes da máfia calabresa ‘Ndrangheta fugiu da prisão em que estava detido desde 2017, no Uruguai. Rocco Morabito, conhecido como “o rei da cocaína de Milão”, escapou com mais três comparsas do Presídio Central em Montevidéu, por um buraco no teto. Ele seria extraditado para a Itália nas próximas semanas.
Segundo o Ministério do Interior do Uruguai, Morabito, de 53 anos, conseguiu abrir um buraco no teto do presídio e, com outros três presos que também aguardavam extradição para o Brasil e a Argentina, entraram em um túnel para tubulação de ar que fica entre o sexto andar e o telhado do presídio, atravessaram por dentro da tubulação através do teto de um supermercado para chegar ao terraço de um prédio geminado ao Presídio Central.
“É desconcertante e algo muito sério que um criminoso como Rocco Morabito, chefe da ‘Ndrangheta’, tenha conseguido escapar de uma prisão no Uruguai, onde estava aguardando a extradição”, declarou o ministro italiano do Interior, Matteo Salvini. “Pedimos explicações imediatas ao governo do Uruguai”, escreveu o ministro italiano em nota divulgada à imprensa. “Vamos caçá-lo onde esteja”.
A aposentada Élida Ituarte, de 80 anos, estava deitada em sua cama, tentando dormir, quando viu a luz da sala acender e ouviu barulhos. Era 23h30 de domingo (horário de Brasília). Trêmula, se levantou e foi até o local. Ali, no quinto andar do edifício geminado ao prédio do Presídio Central de Montevidéu, na capital do Uruguai, três homens encaravam Élida.
“O mais alto disse com uma voz calma, mas impaciente, ‘me dê a chave, me dê a chave’”, relatou Élida para uma emissora de televisão uruguaia. “Perguntei quem eram e como entraram na minha casa, e ele respondeu com sotaque forte, ‘somos do consórcio, chegamos para consertar um cano no prédio’”. Élida diz que havia deixado a janela aberta “por causa do atípico calor que fazia”. No domingo, fez 23 graus durante o dia, e à noite a temperatura chegou a 18 graus.
O homem alto que falava com Élida era Rocco Morabito. Sem saber que eram criminosos, Élida diz ter ficado 15 minutos conversando com ele, enquanto buscava as chaves da porta sem encontrar, por causa do nervosismo. “Eles não me ameaçaram, os outros dois, mais jovens, apenas observavam, e o mais alto, com sotaque francês ou italiano, conversava calmamenet comigo. Quando achei as chaves, entreguei a ele e eles fugiram correndo, tiveram até dificuldade para abrir a porta, e eu os ajudei”, contou à TV uruguaia. Depois que eles saíram, Élida também desceu as escadas e contou o que havia acotnecido ao policial na guarita do presídio.
Morabito, que ficou foragido 23 anos antes de ser preso em Montevidéu, havia sido condenado a 30 anos de prisão na Itália, por tráfico de drogas. Segundo a polícia italiana, Morabito comandava o tráfico em Milão e levou para a Itália toneladas de cocacaína, trazidas da América do Sul. Em 1994, ele tentou importar quase uma tonelada de cocaína, no valor de US$ 7,64 milhões, para a Itália.
Durante pelo menos 15 anos, ele viveu na cidade litorânea de Punta del Este, mas com nome e nacionalidade brasileira. De 2002 a 2017, ele atendia por “Francisco Capeletto”, e se passava por “um empresário brasileiro que vivia da compra e venda de soja”. Enquanto isso, era um dos 5 homens mais procurados por tráfico internacional de drogas na Itália.
Em setembro de 2017, Rocco Morabito foi preso em um hotel de luxo em Montevidéu, para onde havia se mudado após uma briga com a mulher. A polícia uruguaia o encontrou após seis meses de uma investigação iniciada por um deslize de Morabitto. No começo de 2017, ele preencheu a ficha de matrícula de sua filha em um colégio público na cidade de Maldonado, cidade vizinha a Punta Del Este, com seu sobrenome italiano verdadeiro. Foi assim que a polícia do Uruguai descobriu que ele fugia da prisão há mais de duas décadas.
Quem é Rocco Morabito, um dos líderes da ‘Ndrangheta
Com 25 anos, ele começou a se destacar na máfia calabresa, como braço direito de seu tio, um dos líderes da ‘Ndrangheta Domenico Antonio Mollica. Morabito fez parte da organização de 1988 a 1994, segundo a polícia italiana.
Conhecido por ter um estilo mais discreto e que pregava um uso menor da violência entre as famílias, Rocco fez fama por circular entre banqueiros e investidores de Milão e, como conseguia fornecer droga de boa qualidade, ficou conhecido como o ‘rei da cocaína’ da cidade.
Segundo investigadores da época, em pouco mais de 2 meses o mafioso conseguiu faturar em torno de 7,5 milhões de euros (cerca de R$ 32,7 milhões). Durante uma investigação a polícia chegou a fazer uma foto dele em Milão cercado de guarda-costas que carregavam maletas cheias de dinheiro.
No fim de 1994, Morabito se tornou um dos homens mais procurados da Itália. A polícia gravou telefonemas em que ele negociava a compra de quase uma tonelada de cocaína da América do Sul, numa transação de cerca de 8 milhões de euros (pouco menos de R$ 35 milhões).
Ele já havia chamado a atenção da Interpol em anos anteriores, ao organizar o envio de um carregamento de 592 kg de cocaína em 1992 e outro de 630 kg da droga em 1993. Nas duas ocasiões, os entorpecentes foram enviados do Brasil para a Itália.
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), busca um acordo para que as regras propostas na reforma da Previdência em tramitação no Congresso também valham para os servidores estaduais e municipais.
Pela proposta entregue pelo governo Jair Bolsonaro, a reforma da Previdência também atingiria Estados e municípios. No entanto, o relator do texto na comissão especial que discute as mudanças nas regras previdenciárias, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), retirou esse trecho por não ter um acordo na Câmara sobre a permanência dos Estados e municípios na reforma.
Reuniões entre parlamentares, governadores e equipe econômica entre a noite de terça-feira e a manhã de quarta-feira devem definir qual caminho será tomado, sem que se comprometa o número de votos necessários para se aprovar a proposta no plenário da Câmara, em dois turnos, ainda antes do recesso parlamentar que tem início no dia 18 de julho.
Nesta terça-feira, Maia disse que não adianta excluir os governos regionais da reforma porque o “problema volta” para o Congresso e o governo federal. “A gente vê a pressão que os Estados estão fazendo por recursos. Então, não adianta excluir os governadores porque depois o problema volta para o Congresso Nacional, volta para o Executivo federal”, afirmou.
Um possível encaminhamento para um acordo que está sendo estudado pelo relator da proposta é incluir os Estados e municípios no texto, mas condicionar a adoção das regras à aprovação de leis complementares pelas assembleias e câmaras municipais. Essa previsão atenderia ao pedido de lideranças que viam a necessidade de que governadores assumissem uma parcela maior de responsabilidade na reforma.
Parlamentares a favor têm apontado a situação das contas públicas estaduais para defender a inclusão. Deputados contrários afirmam que a reforma pode perder votos se prever normas para servidores estaduais ou municipais.
“Eu entendo a posição de uma parte relevante dos deputados que, de forma majoritária, decidiu nesse momento a retirada dos Estados. Mas, se a gente conseguir um grande acordo com a federação, eu acho que seria um momento histórico para a política brasileira, para os governadores, para os prefeitos, para o Parlamento”, disse Maia.
No inicio da noite desta terça-feira, 25, bandidos fortemente armados tocaram o terror na entrada dos condomínios Cidade dos Bosques, em Nova Parnamirim.
Segundo informações relatadas ao Blog do BG, os bandidos abordaram moradores que chegavam ao condomínio e anunciavam o assalto. Um veiculo tipo Hilux SW4 foi tomado de assalto, além de pertences de outra vítima que chegava em um veículo tipo Ranger.
Após o assalto, os bandidos fugiram em alta velocidade em direção a avenida Maria Lacerda. Até o momento ninguém foi preso.
Os trabalhadores cadastrados no Programa de Integração Social (PIS) têm até sexta-feira (28) para sacar o Abono Salarial do calendário 2018/2019. Os valores vão de R$ 84 até R$ 998, de acordo com a quantidade de dias trabalhados durante o ano-base 2017.
De acordo com a Caixa, os benefícios, que totalizam R$ 16,9 bilhões, foram liberados de forma escalonada para 22,5 milhões de beneficiários, conforme o mês de nascimento, e agora estão disponíveis para os nascidos em qualquer mês. Até maio, o banco pagou R$ 15,6 bilhões a 20,6 milhões trabalhadores.
O valor do benefício pode ser consultado no Aplicativo Caixa Trabalhador, no site do banco ou pelo Atendimento Caixa ao Cidadão, pelo telefone: 0800 726 0207.
Pode a sacar o abono o trabalhador inscrito no PIS ou no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) há pelo menos cinco anos e que tenha trabalhado formalmente por pelo menos 30 dias em 2017 com remuneração mensal média de até dois salários mínimos.
“Os titulares de conta individual na Caixa com cadastro atualizado e movimentação na conta, podem ter recebido crédito automático antecipado. Quem possui o Cartão do Cidadão e senha cadastrada pode se dirigir a uma casa lotérica, a um ponto de atendimento Caixa Aqui ou ir aos terminais de autoatendimento da Caixa para receber o abono”, informou o banco..
Segundo a Caixa, caso o beneficiário não tenha o Cartão do Cidadão ou não tenha recebido automaticamente em conta, ele pode retirar o valor em qualquer agência da Caixa, apresentando o documento oficial de identificação.
O trabalhador em empresa pública, com inscrição no Pasep, recebe o pagamento do abono pelo Banco do Brasil.
Em meio à crise desencadeada pela revelação de trocas de mensagens entre o ministro Sergio Moro (Justiça), quando juiz federal, e Deltan Dallagnol, procurador da Lava Jato em Curitiba, o Senado retoma nesta quarta-feira (26) o projeto que coíbe o abuso de autoridade.
A medida está inserida no projeto que trata de medidas anticorrupção. O texto que será votado nesta manhã na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e à tarde no plenário do Senado ainda passava por ajustes antes da apresentação.
O relator da proposta, senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), ouviu parlamentares e representantes de magistrados e procuradores até a noite desta terça-feira (25) para avaliar sugestões de mudanças.
Pacheco já fez alterações no texto que veio da Câmara em trechos que tratam do abuso de autoridade. O relatório proíbe a criminalização da interpretação de juízes e exige presença de dolo específico, ou seja, é preciso que haja vontade de praticar o abuso de autoridade.
“O parecer prevê um estatuto de abuso de autoridade, cujo texto foi remodelado do que veio da Câmara, para poder fazer as ressalvas para garantir o livre exercício dos magistrados e dos membros do Ministério Público”, disse Pacheco.
“Abuso de autoridade serão aqueles casos muito extremos em que há um excesso evidente do exercício funcional”, afirmou.
O texto também prevê aumento da pena mínima para os crimes contra a administração de dois para quatro anos de prisão, incluindo corrupção e peculato.
Além disso, torna crime hediondo aquele cometido contra a administração quando envolver valor superior a 10 mil salários mínimos e cria dois crimes no Código Eleitoral, referentes a compra de votos e caixa dois em campanha.
O Conselho Nacional de Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União (CNPG) e a Frente Associativa da Magistratura e do Ministério Público da União (Frentas) divulgaram nota para externar “profunda preocupação” com a votação do projeto.
As entidades dizem que era necessário maior debate com a sociedade e que o texto traz “graves efeitos que acarretarão à atuação do Ministério Público e do Poder Judiciário”.
“Ao prever crimes de abuso de autoridade praticados apenas por juízes, promotores de Justiça e procuradores do Ministério Público, sujeitando-os a pena de prisão, e crimes de violação de prerrogativas de advogados, com redação aberta, genérica e passível de interpretações as mais imprecisas possíveis, temas estranhos ao combate à corrupção, o PLC 27/2017 aparenta ter a intenção de inibir a atuação destes agentes públicos”, diz a nota.
A Indigo (sigla para Instituto de Inovação e Governança), fundação mantida com recursos do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro (PSL-RJ), pagou despesas do blogueiro conservador Allan dos Santos, um dos fundadores do site Terça Livre e conhecido por divulgar notícias falsas, segundo reportagem do Uol.
Allan, que sempre afirmou não ser bancado por partido político, foi financiado pela instituição para que participasse da Cúpula Conservadora das Américas, em dezembro de 2018.
A Indigo é presidida por Sérgio de Petribu Bivar, filho do atual presidente nacional do PSL, Luciano Bivar. A fundação mantida com recursos do Fundo Partidário é vinculada ao PSL. Documentos obtidos pelo UOL junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) mostram que a Fundação Indigo pagou passagens de avião e diárias de hotel para que o blogueiro.
Os recibos referentes às despesas de Allan dos Santos constam da prestação de contas do PSL à Justiça Eleitoral. Todos os anos, os partidos e suas fundações precisam prestar contas de como utilizaram os recursos que receberam, seja por meio de doações privadas, ou por meio do Fundo Partidário, composto por recursos públicos.
A Comissão Especial da reforma da Previdência vai tentar encerrar o debate da matéria ainda nesta quarta-feira, 26. Diferentemente do que era esperado na terça-feira, 25, a expectativa nesta quarta-feira é que o voto complementar do relator Samuel Moreira (PSDB-SP) seja lido apenas na quinta-feira, segundo parlamentares ouvidos pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
Ainda faltam mais de 40 inscritos no debate se pronunciarem e a liderança do colegiado não quer “atropelar a discussão”.
A expectativa é que a votação na comissão comece na segunda-feira e termine a tempo de se votar a proposta no plenário da Câmara no dia 3 de julho, próxima quarta-feira, segundo fontes.
O atraso na Comissão Especial é também uma estratégia para se ganhar tempo para ampliar a discussão sobre a participação de Estados e municípios na reforma.
Na terça, governadores do Nordeste estiveram reunidos debatendo a questão. Nesta quarta, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), deve ter conversas informais com outros gestores estaduais. No entanto, predomina no período da manhã, um sentimento de que “esse jogo já está jogado” e que os governadores perderam o timing para pressionar os deputados e conseguir votos para essa inclusão. Porém, o martelo ainda não está batido nesta questão.
A comissão deu início nesta manhã ao quarto dia debate desde que Moreira apresentou seu relatório. A sessão começou com uma hora de atraso.
Depois que todos os deputados inscritos falarem e a discussão for encerrada, o relator deverá apresentar seu voto complementar e será aberto um prazo para apresentação de destaques. Só depois de concluídas essas etapas poderá ser iniciada a votação. Na terça, a comissão ouviu 41 deputados, em uma sessão que durou mais de oito horas.
O senador Acir Gurgacz (PDT-RO), que cumpre pena em regime aberto e dá expediente no Congresso, recebeu autorização da Justiça do Distrito Federal para passar férias em um resort na ilha de Aruba, no Caribe. A viagem está prevista para ocorrer de 17 de julho a 3 de agosto.
A medida, que também recebeu parecer favorável do Ministério Público do DF, tem o poder de suspender temporariamente a execução da pena aplicada ao político durante o período em que ele estiver fora do país.
Em outubro do ano passado, Acir Gurgacz foi condenado a 4 anos e 6 meses de prisão por crimes contra o sistema financeiro. De acordo com a denúncia, o senador teria obtido, mediante fraude, um financiamento junto ao Banco da Amazônia e se apropriado de R$ 525 mil. A reportagem tenta contato com a defesa do político.
Enquanto estiver de férias, Gurgacz pretende se hospedar por 18 dias no Renaissance Aruba Resort & Casino. Uma diária no hotel, no mar do Caribe, custa em média R$ 4 mil, segundo a página do estabelecimento na internet.
De acordo com as regras da Vara de Execuções Penais (VEP), o senador não pode consumir bebidas alcoólicas e está proibido de frequentar “locais de prostituição, jogos, bares e similares”. O estabelecimento, no entanto, comercializa drinks e abriga um cassino.
Em regime aberto (prisão domiciliar), ele também tem que comparecer à Justiça a cada dois meses e não pode ficar fora de casa depois das 22h. A medida não detalha, no entanto, se as regras seriam estendidas para quando o sentenciado estiver fora do país.
O militar preso na Espanha com 39 quilos de cocaína transportados em avião da Força Aérea Brasileira (FAB) é o segundo-sargento Silva Rodrigues. Com 38 anos de idade, ele atuava no Grupo de Transportes Especiais da FAB como comissário de bordo, de acordo com fontes ouvidas pela revista Veja.
O segundo-sargento não tinha cargo na Presidência da República nem estava ligado diretamente com a equipe presidencial de Jair Bolsonaro (PSL), que viajou para o Japão na noite dessa terça-feira (25/06/2019). Em caso de emergência, Silva Rodrigues poderia ser requisitado.
Assessores do Planalto já identificaram, a pedido de Bolsonaro, a falha na segurança que permitiu o embarque da droga. O presidente demonstra estar profundamente irritado com o episódio.
O militar Silva Rodrigues não passou pelo aparelho de raio-X, de uso obrigatório, da Base Aérea da FAB.
Segundo sargento Silva Rodrigues, 38 anos, casado e atuava como comissário de voo da Forca Aerea Brasileira
O segundo-sargento não tinha cargo na Presidência da República nem estava ligado diretamente com a equipe presidencial de Jair Bolsonaro (PSL), que viajou para o Japão na noite dessa terça-feira (25/06/2019). Em caso de emergência, Silva Rodrigues poderia ser requisitado.
A Polícia Civil de Pernambuco apreendeu duas adolescentes de 15 anos que torturaram e mataram uma garota de 14 anos, na Praia de Maria Farinha, na região metropolitana do Recife. As jovens ainda chegaram a gravar as agressões com o celular e publicar nas redes sociais.
De acordo com os policiais, as garotas agrediram a vítima com chutes, socos e golpes a faca. As adolescentes ainda tentaram afogar, no mar, a menina que usava as roupas da Rede Municipal de Ensino do Recife. No vídeo, a blusa da vítima aparece ensanguentada por causa das agressões.
A investigação indica suspeita de que o crime tenha sido causado por ciúmes, já que as duas agressoras namoram e a adolescente morta era ex-namorada da menina que gravou o vídeo.
As adolescentes foram levadas à Delegacia de Maria Farinha, na tarde dessa terça-feira (25), e foram autuadas em flagrante por “ato infracional equiparado a homicídio”, segundo a polícia.