domingo, 13 de abril de 2025

Inflação e pobreza em queda na Argentina de Milei

A Argentina vive um momento de melhora econômica sob o governo do presidente Javier Milei. A inflação, que estava acima de 200% ao ano, vem caindo drasticamente. Em março de 2025, a taxa anual chegou a 55,9%, a menor desde 2022. O índice mensal caiu para 3,7%, mostrando desaceleração contínua. A queda da inflação é atribuída a medidas fiscais e monetárias firmes.

Fim do congelamento cambial impulsionou mudanças

Ao assumir o governo em dezembro de 2023, Milei desvalorizou o peso argentino em 54%, fixando o câmbio em 800 pesos por dólar. Desde então, o governo mantém uma política de desvalorização de 2% ao mês. Essa ação criou o fenômeno da “inflação em dólares”, onde a moeda americana perde valor relativo. A medida visou recuperar a competitividade da economia. A âncora fiscal foi central para os resultados.

Corte de gastos e fim da emissão de dinheiro

O governo implementou duas âncoras: uma fiscal, com corte drástico de gastos públicos, e outra monetária, ao suspender a emissão de moeda para financiar o Tesouro. As ações ajudaram a frear a demanda e conter os preços. Especialistas afirmam que o desequilíbrio fiscal foi enfrentado com medidas impopulares, mas eficazes. O cenário anterior era de esgotamento da sociedade com a crise.

Inflação ainda alta, mas em queda expressiva

Apesar de ainda elevada, a inflação argentina vem caindo rapidamente. Em 2024, foi de 117,8%, segundo o Indec, uma queda de 94 pontos percentuais. Nos primeiros meses de 2025, as taxas mensais variaram entre 2,2% e 3,7%. A redução contínua tem surpreendido o mercado. Os dados sugerem que a política de Milei está surtindo efeito.

Peso se valoriza e dólar perde força relativa

O peso argentino foi a moeda que mais se valorizou no mundo em 2024, com ganho real de 44,2%. Isso refletiu o controle da inflação e a desaceleração do dólar. Na Argentina, o dólar é usado como unidade de conta pela população. Assim, sua estabilidade influencia diretamente os preços internos. A confiança no peso contribuiu para essa valorização.

Redução da pobreza e da indigência

A pobreza na Argentina caiu de 52,9% para 38,1% da população no fim de 2024. Já a indigência recuou de 18,1% para 8,2% no mesmo período. A inflação menor elevou a renda real dos argentinos. Com mais poder de compra, menos pessoas estão abaixo da linha da pobreza. Especialistas apontam a inflação como principal causa da vulnerabilidade social.

Superávit primário e retomada econômica

Em 13 dos 14 meses de governo, a Argentina registrou superávit primário. Em fevereiro de 2025, o valor foi de US$ 1,1 bilhão, ou 0,5% do PIB. A economia também voltou a crescer, com aumento de 6,5% na atividade em janeiro. O PIB do último trimestre de 2024 subiu 1,4% em relação ao anterior. Esses dados reforçam a recuperação gradual do país.

Novo acordo com o FMI reforça estabilidade

A Argentina fechou um acordo técnico com o FMI para uma nova linha de crédito de US$ 20 bilhões. O fundo elogiou o “impressionante progresso” na estabilização da economia. O acordo visa apoiar a nova fase de reformas e dar sustentação macroeconômica. O governo pretende usar parte dos recursos para reduzir dívidas com o Banco Central. Isso deve ampliar a previsibilidade financeira.

Desafio das reservas internacionais
Apesar dos avanços, a Argentina ainda tem baixo volume de reservas internacionais. Em janeiro de 2025, eram US$ 22,1 bilhões, 9% abaixo do mês anterior. O FMI estima que o país precise de cerca de US$ 47 bilhões em reservas. A escassez compromete a estabilidade cambial a longo prazo. A ausência de dólares torna difícil blindar a economia de choques externos.

Ambiente político desafia Milei

Mesmo com bons resultados econômicos, Milei enfrenta desafios políticos. Greves gerais e oposição sindical mostram que há resistência às reformas. O presidente, considerado impulsivo, gera incertezas com sua postura confrontadora. Analistas reconhecem avanços, mas alertam para riscos políticos. A governabilidade pode ser um entrave para a continuidade dos ajustes.

Surpresa positiva com governo outsider

Economistas classificam o governo Milei como uma “surpresa positiva”. Apesar das dificuldades, o outsider conseguiu estabilizar uma economia em colapso. As medidas, muitas vezes duras, resultaram em redução da inflação e da pobreza. O equilíbrio fiscal foi uma decisão política corajosa, segundo especialistas. A expectativa agora é de continuidade e consolidação das mudanças.

Futuro ainda incerto, mas promissor

Embora os indicadores melhorem, a Argentina ainda enfrenta problemas estruturais. A pobreza continua alta, e as reservas cambiais seguem insuficientes. Milei tem apoio popular, mas enfrenta desafios sociais e políticos. A trajetória da economia dependerá da manutenção das reformas e da confiança dos investidores. A Argentina começa a sair do caos, mas o caminho ainda é longo.


FONTE: METRÓPOLES

Crise na CBF revela histórico de autoritarismo e descontentamento popular

A atual crise na Confederação Brasileira de Futebol (CBF) expõe mais do que resultados ruins em campo. A saída de Dorival Júnior e a polêmica reeleição de Ednaldo Rodrigues como presidente evidenciam a fragilidade institucional da entidade. O aumento de salários de dirigentes e denúncias sobre uso de recursos para viagens de aliados acentuam a falta de transparência. O futebol, antes apontado como "ópio do povo", agora reflete um incômodo social mais amplo. A paixão deu lugar à desconfiança e ao questionamento popular.

As decisões recentes da CBF remetem a momentos históricos de autoritarismo no Brasil. Em 1970, às vésperas da Copa do Mundo, o técnico João Saldanha foi demitido por suas ligações com o Partido Comunista. A seleção foi usada como instrumento político em plena ditadura militar. A preparação para aquele mundial foi cercada por interferência do regime e tensões internas. A vitória em campo não apagou os rastros da repressão fora dele. O futebol já servia como cortina para crises políticas.

Outro episódio emblemático ocorreu em 1998, após a derrota do Brasil para a França na final da Copa. Surgiram boatos de sabotagem, reforçando o sentimento de desconfiança com os bastidores do futebol. A suspeita era de que interesses comerciais da Nike interferiram na escalação e desempenho da seleção. O clima levou à criação da CPI da Nike, que investigou a relação promíscua entre a CBF e patrocinadores. O caso reforçou a percepção de que o futebol era cada vez mais um negócio, e menos uma expressão popular.

A criação da CBF nos anos 1980 simbolizou a privatização gradual do futebol brasileiro. Desde então, a entidade tem sido comandada por dirigentes eleitos sem oposição. A concentração de poder e a ausência de democracia interna alimentam críticas da sociedade. Mesmo com a evolução das estruturas esportivas, a sensação é de que o futebol se afastou do povo. Os altos preços dos ingressos e a realização de jogos no exterior reforçam essa percepção. O esporte nacional virou produto de mercado.

Historicamente, a seleção brasileira esteve conectada a momentos políticos críticos do país. Em tempos de repressão ou neoliberalismo, crises esportivas coincidiam com instabilidade social. O futebol se tornava uma válvula de escape, mas também de insatisfação. Os torcedores cobravam mais do que gols: queriam representação. As mudanças de técnicos, como agora em 2025, não são apenas técnicas – são políticas.

Na atual gestão de Ednaldo Rodrigues, o autoritarismo aparece de forma mais velada. Há denúncias sobre manipulação de eleições e favorecimento a federações. A imprensa aponta acordos com parlamentares e uso de verbas públicas em benefício pessoal. A entidade, que deveria zelar pelo esporte, virou centro de escândalos. E o torcedor comum assiste tudo à distância, sem voz nas decisões que moldam a seleção.

A distância entre a CBF e a população contrasta com a simbologia da camisa amarelinha. Ainda que mercantilizado, o futebol segue como uma das principais manifestações culturais do Brasil. O descontentamento com a seleção é reflexo de problemas maiores: desigualdade, falta de transparência e abuso de poder. A seleção, que já foi símbolo de orgulho nacional, agora enfrenta desconfiança. E a paixão pelo futebol convive com frustração e protesto.

O futebol brasileiro, ao invés de alienar, revela aspectos profundos da sociedade. A crise na CBF não é apenas um problema esportivo, mas um reflexo da política brasileira. Ela reúne elementos de autoritarismo, privatização e exclusão social. O que antes era apontado como diversão, hoje também é espaço de resistência. E, enquanto não houver mudanças estruturais, o grito das arquibancadas continuará ecoando além dos estádios.


COM INFORMAÇÕES DO INTERCEPT BRASIL

Dudu se defende de processo movido por Leila Pereira após uso da sigla "VTNC"

O atacante Dudu, atualmente no Cruzeiro, está sendo processado pela presidente do Palmeiras, Leila Pereira, por suposta ofensa em uma publicação nas redes sociais. A dirigente alega ter sido “brutalmente agredida” verbalmente após o uso da sigla “VTNC” pelo jogador. Leila entrou com uma ação cível pedindo indenização de R$ 500 mil por danos morais. Segundo ela, a sigla é amplamente reconhecida como expressão ofensiva. A publicação foi feita por Dudu na ocasião de sua saída do clube paulista.

Em sua defesa, Dudu afirma que a sigla “VTNC” não teve intenção ofensiva, mas sim o significado de “Vim Trabalhar no Cruzeiro”. A argumentação consta nos autos do processo e tenta mostrar que o contexto da postagem não indicava ofensa direta. A defesa também nega que Dudu tenha citado nominalmente Leila. Os advogados do jogador alegam que não houve ataque à honra da presidente. Segundo eles, a sigla tem diversas interpretações possíveis.

Dudu sustenta ainda que sua saída do Palmeiras não ocorreu de maneira conflituosa, tampouco causou prejuízo ao clube. De acordo com a defesa, foi a própria diretoria do Palmeiras que tomou a iniciativa de rescindir o contrato. O atacante também afirma ter aberto mão de cerca de R$ 25 milhões em direitos. Esse valor seria superior ao oferecido pelo Cruzeiro no meio de 2024. A defesa usa esse ponto para reforçar a ausência de má-fé por parte do atleta.

O jogador também acusa Leila Pereira de assédio moral e psicológico nos meses que antecederam sua saída do Palmeiras. Ele afirma ter enfrentado a situação em silêncio até então. A defesa de Dudu classifica a postura da presidente como abusiva. Esse aspecto ainda não foi analisado formalmente pela Justiça. No entanto, foi incluído nos argumentos da equipe jurídica do atleta.

A presidente do Palmeiras, por outro lado, reafirma que houve intenção de ofensa e cobra a reparação judicial. Leila solicita, além da indenização de R$ 500 mil, a imposição de multa diária em caso de descumprimento de ordens judiciais. Ela também declarou que, caso vença a ação, o valor será doado. A instituição beneficiada seria uma organização de apoio a mulheres em situação de vulnerabilidade. Leila considera a atitude de Dudu inaceitável para um atleta público.

Além do processo cível, existe uma ação criminal em curso contra Dudu. O caso tramita na 8ª Vara Criminal de Belo Horizonte. Nessa esfera, o jogador é acusado de injúria e difamação, crimes previstos no Código Penal Brasileiro. A ação também tem Leila como parte autora. O caso ainda está em fase inicial de tramitação.

A defesa do atacante tenta evitar que o caso evolua para punições judiciais, alegando ausência de dolo. Segundo os advogados, a postagem não caracteriza crime nem danos morais. A estratégia é demonstrar que não houve menção direta a Leila nem intenção de atingi-la pessoalmente. A equipe jurídica aposta em uma interpretação mais branda do episódio. A controvérsia agora dependerá da avaliação do Judiciário.

O caso reacende o debate sobre liberdade de expressão nas redes sociais de atletas e figuras públicas. Especialistas alertam para os riscos do uso de siglas ambíguas em contextos delicados. A situação também expõe os bastidores tensos entre atletas e dirigentes de clubes. Enquanto isso, o julgamento de Dudu pode se arrastar por meses. O episódio pode ter implicações tanto jurídicas quanto de imagem para os envolvidos.


FONTE:  Jornal Extra

Campeonato Carioca de 2026 será encurtado por causa da Copa do Mundo

O Campeonato Carioca de 2026 terá mudanças no formato e redução de datas devido à realização da Copa do Mundo, que ocorrerá entre junho e julho nos Estados Unidos, Canadá e México. A proposta da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) prevê a supressão de duas das 15 datas tradicionais e a realização das semifinais e da final em jogo único. A medida conta com o apoio dos quatro grandes clubes cariocas, mas ainda será debatida em arbitral com os participantes.

Além do encurtamento do calendário, a Ferj estuda reformular o modelo da competição, com a possibilidade de retorno ao formato de grupos — dois grupos de seis ou quatro de três, como no Campeonato Paulista. A intenção é oferecer mais tempo de preparação para os clubes e tornar o campeonato mais atrativo num ano de calendário apertado. A proposta será levada à assembleia geral para votação entre os clubes filiados.

Para o presidente da Ferj, Rubens Lopes, a reformulação também representa uma oportunidade de resgatar o valor comercial do Estadual. Em 2019, os direitos de transmissão chegaram a R$ 120 milhões, mas despencaram após a pandemia e o fim do acordo com a Globo. Em 2024, com o retorno da emissora, os grandes clubes voltaram a receber cifras na casa dos R$ 60 milhões, embora a fórmula de pontos corridos em turno único tenha prejudicado a atratividade nas primeiras rodadas.

Apesar do otimismo em relação aos ganhos financeiros e logísticos, o futuro dos clubes menores ainda é incerto. A nova estrutura precisa considerar a sustentabilidade dessas equipes, que podem não ser beneficiadas com o novo modelo. A Ferj terá de apresentar propostas concretas para garantir que a reestruturação do Carioca atenda a todos os envolvidos no campeonato.


FONTE:  Jornal Extra


Brice Oligui Nguema vence eleição presidencial no Gabão com ampla maioria

O chefe da junta militar do Gabão, Brice Oligui Nguema, venceu a eleição presidencial com mais de 90% dos votos, segundo resultados provisórios divulgados pelo Ministério do Interior neste domingo. A votação foi a primeira realizada no país desde o golpe de Estado de 2023, que pôs fim à dinastia Bongo, no poder há décadas.

Com 90,35% dos votos apurados, o principal adversário de Nguema, Alain-Claude Bilie by Nze, obteve apenas 3,02% da preferência do eleitorado. Outros seis candidatos participantes da corrida presidencial não conseguiram ultrapassar 1% dos votos válidos, demonstrando a dominância do atual líder militar nas urnas.

A participação popular foi considerada alta, com 70,4% dos eleitores comparecendo às urnas, conforme informou o Ministério do Interior. O processo marca a tentativa do Gabão de retornar à democracia após o golpe de agosto do ano passado, que depôs o então presidente Ali Bongo Ondimba.

Brice Oligui Nguema assumiu o poder prometendo restaurar a ordem democrática e combater a corrupção no país. Com a vitória esmagadora, ele consolida seu domínio político e deve continuar liderando o Gabão em uma nova fase pós-Bongo, sob os olhares atentos da comunidade internacional.


FONTE: FRANCE 24

Ataque aéreo destrói hospital em Gaza e agrava crise humanitária

Um ataque aéreo israelense destruiu parte do Hospital Árabe Al Ahli, o último hospital totalmente funcional na Cidade de Gaza, no domingo. Segundo testemunhas, os setores de terapia intensiva e cirurgia foram atingidos, forçando pacientes e médicos a evacuarem em meio ao caos. Vídeos nas redes sociais mostram chamas e fumaça enquanto pacientes, muitos ainda em leitos, fogem do local.

As Forças de Defesa de Israel (IDF) alegam que o hospital abrigava um "centro de comando e controle do Hamas". Apesar de não haver registros oficiais de vítimas diretas no bombardeio, uma criança morreu durante a evacuação, segundo a Diocese Episcopal de Jerusalém, que administra o hospital. Edifícios vizinhos, como a igreja anglicana de St. Philip, também foram danificados.

O Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, declarou que o hospital foi "completamente destruído", o que causou o deslocamento forçado de pacientes e funcionários. A diocese expressou indignação, classificando o ataque como "horrorizante", especialmente por ocorrer no Domingo de Ramos, início da Semana Santa cristã.

As IDF afirmaram que tomaram medidas para evitar danos colaterais, como o uso de munição precisa e alertas prévios. Um médico relatou que recebeu uma ligação das forças israelenses ordenando a evacuação do hospital em 20 minutos. Imagens mostram que muitos fugiram ainda no escuro, inclusive dezenas de civis que buscavam abrigo no pátio do hospital.

Relatos dramáticos como o de Khalil Bakr, ferido junto com suas três filhas — duas delas com membros amputados —, mostram a gravidade da situação. “Dois minutos nos separaram da morte”, disse ele à BBC. O Al Ahli, que antes da guerra era um pequeno centro médico, tornou-se o último refúgio após a destruição do complexo Al-Shifa e outros hospitais no norte de Gaza.

O governo de Israel afirma que sua campanha visa eliminar o Hamas, após o ataque do grupo em 7 de outubro de 2023, que matou cerca de 1.200 israelenses e resultou no sequestro de 251 pessoas. Em resposta, mais de 50 mil palestinos já morreram na Faixa de Gaza, segundo o Ministério da Saúde local. Desde 18 de março, 1.563 mortes foram registradas com a retomada da ofensiva israelense.

O Ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, David Lammy, condenou os ataques, destacando que as ações israelenses destruíram completamente o acesso à saúde em Gaza. Ele pediu o fim dos bombardeios a instalações médicas. A explosão anterior no mesmo hospital, em outubro de 2023, ainda gera controvérsias entre autoridades palestinas e israelenses.

A crise em Gaza continua se agravando, com os hospitais destruídos e o sistema de saúde colapsado, enquanto civis seguem sendo atingidos pelo conflito. O ataque ao Al Ahli representa mais um duro golpe à já precária infraestrutura humanitária da região.


FONTE: BBC NEWS

EUA recuam em tarifas e isentam iPhones da taxa de 125% contra produtos chineses

Em uma reviravolta inesperada na guerra comercial com a China, os Estados Unidos anunciaram discretamente a isenção de tarifas de 125% sobre smartphones importados, incluindo o iPhone, principal produto de exportação da China para o mercado americano. A medida foi revelada por meio de uma nota da alfândega dos EUA publicada no sábado, evitando grande publicidade. O código tarifário “8517.13.00.00”, que representa smartphones, foi listado como isento, ao lado de componentes eletrônicos como semicondutores e cartões de memória.

Essa mudança contrasta diretamente com declarações recentes do Secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, que havia afirmado que o objetivo das novas tarifas era forçar a Apple a transferir a produção do iPhone da China para os EUA. Sem a isenção, as tarifas teriam afetado diretamente a fabricação em Zhengzhou, elevando os preços dos iPhones para até US$ 2.000, com impacto imediato nas lojas norte-americanas.

Cerca de 80% dos iPhones vendidos nos EUA são produzidos na China. A Apple teria duas alternativas: repassar o custo ao consumidor americano ou distribuir globalmente o impacto da tarifa, o que poderia gerar rejeição internacional. A isenção, portanto, evita um possível colapso nas vendas e protege as margens de lucro da empresa, estimadas entre 40% e 60%.

A figura do CEO da Apple, Tim Cook, surge como peça-chave nesse cenário. Com bom trânsito tanto na Casa Branca quanto no governo chinês, Cook pode desempenhar um papel de mediador na disputa comercial. Sua expertise logística e influência diplomática são vistas como estratégicas na tentativa de manter a estabilidade nas relações entre as duas potências econômicas.

Nos bastidores, a Casa Branca também sinaliza uma mudança de rumo ao substituir o conselheiro comercial Pete Navarro pelo Secretário do Tesouro, Scott Bessent, que agora lidera as negociações para evitar a reinstauração das tarifas após o fim da pausa de 90 dias. Navarro era defensor das tarifas duras e idealizador de uma fórmula que penalizava os países com maior superávit comercial com os EUA.

No entanto, a nova política adota lógica inversa. Isenções foram concedidas justamente para os países com os maiores superávits, como Taiwan (US$ 74 bilhões) e Vietnã (US$ 124 bilhões). A consultoria Capital Economics estima que cerca de um quarto das exportações totais da China já estão isentas da tarifa de 125%, sinalizando uma flexibilização significativa.

Paradoxalmente, aliados dos EUA como o Reino Unido, que possuem déficit comercial com os americanos, foram penalizados. O Reino Unido enfrenta tarifas de 25% sobre carros, seu principal produto de exportação, e medicamentos podem ser os próximos da lista. A política tarifária, que prometia ser inflexível, agora apresenta uma série de exceções que contradizem seus objetivos originais.

Analistas enxergam essa mudança como mais do que um recuo tático. Alguns chamam de "A Arte da Revogação", em referência irônica à postura combativa de Trump no passado. A nova abordagem sugere que, em vez de combater superávits estrangeiros, os EUA estão tentando controlar a reação dos mercados financeiros e conter o aumento nas taxas de juros dos seus próprios títulos. A guerra comercial pode estar longe do fim, mas seu rumo mudou drasticamente.


FONTE: BBC News 

Presidente do Peru evita impeachment por escândalo 'Rolexgate'.

A presidente do Peru, Dina Boluarte, escapou de um processo de impeachment após um comitê do Congresso rejeitar a abertura de investigação por corrupção no escândalo conhecido como “Rolexgate”. O caso envolve a suspeita de que Boluarte tenha recebido relógios de luxo como propina, sem declará-los oficialmente. A decisão protege a presidente de qualquer processo enquanto estiver no cargo.

Apesar de manter a imunidade durante o mandato, Boluarte ainda poderá ser responsabilizada pelas acusações depois que deixar a presidência, prevista para terminar em 2026. A investigação começou após uma reportagem revelar que ela usava relógios Rolex em eventos públicos, o que levou a buscas em sua residência e no palácio do governo. A polícia procurava mais de uma dúzia de relógios de luxo.

A presidente alegou que os relógios são antigos e foram adquiridos com recursos próprios, fruto de seu trabalho desde a juventude. O governo peruano criticou a ação da promotoria, classificando a operação como "desproporcional e inconstitucional", após o pedido da presidente por mais tempo para apresentar documentos ter sido negado.

Além do caso dos relógios, Boluarte também é investigada por uma ausência de duas semanas em 2023, durante a qual passou por uma cirurgia no nariz sem comunicar oficialmente e sem delegar suas funções. O episódio levanta dúvidas sobre sua conduta ética e administrativa, agravando ainda mais sua imagem pública, já desgastada.

Boluarte assumiu o governo após o impeachment de Pedro Castillo, que tentou fechar o Congresso e governar por decreto. Desde então, seu mandato tem sido marcado por forte instabilidade e protestos, com dezenas de mortes em confrontos. As próximas eleições presidenciais e legislativas estão previstas para abril de 2026.


FONTE: Bárbara Tasch  BBC Notícias

Bolsonaro é internado com quadro grave e pode passar por nova cirurgia

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi internado às pressas após apresentar fortes dores e uma distensão abdominal intensa. Segundo ele, o quadro clínico surpreendeu até os médicos, que consideraram a situação a mais grave desde o atentado sofrido por Bolsonaro em 2018, durante a campanha presidencial. O responsável pelo acompanhamento médico, Dr. Claudio Birolini, classificou o episódio como crítico, exigindo atenção e possível intervenção cirúrgica.

Bolsonaro usou as redes sociais para comunicar seu estado de saúde e refletiu sobre o impacto das limitações físicas em sua trajetória. "Às vezes o que nos derruba não é o inimigo de fora, é o nosso próprio corpo", escreveu. Ele destacou que, após anos lidando com dores e desconfortos, acabou se acostumando com o sofrimento, o que pode ter retardado a percepção da gravidade do atual episódio.

Em tom de desabafo, o ex-presidente disse que os momentos difíceis o lembram de que as maiores batalhas nem sempre são travadas no campo político ou público, mas dentro de si mesmo. A experiência, segundo ele, reforçou a importância de cuidar da saúde e de valorizar os pilares que o sustentam: sua família e sua fé em Jesus Cristo.

Apesar do susto, Bolsonaro afirmou estar estável e em recuperação. Ele agradeceu a dedicação da equipe médica e afirmou estar bem assistido. No entanto, adiantou que poderá ser transferido de Brasília para São Paulo para realizar uma nova cirurgia, ainda não confirmada, mas considerada provável.

O ex-presidente também aproveitou a oportunidade para pedir orações e agradeceu o apoio que vem recebendo de apoiadores. “O apoio que tenho recebido faz toda a diferença”, disse. A mensagem buscou manter um tom de esperança e continuidade, mesmo diante das dificuldades de saúde.

Por fim, Bolsonaro reafirmou seu compromisso político e disse que pretende retornar em breve à vida pública. Entre suas prioridades, mencionou a luta pela anistia dos chamados “presos políticos” e o desejo de trabalhar por um Brasil “mais livre e mais próspero”, de acordo com sua visão de país.


FONTE: X DE BOLSONARO

Moro reage a Gilmar e diz que decano do STF tem de explicar relações com CBF.

Durante a 11ª edição da Brazil Conference, realizada em Harvard, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, saiu em defesa de seu colega Alexandre de Moraes, criticado por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. Mendes afirmou que não há razão jurídica para afastar Moraes das investigações que conduz, negando qualquer irregularidade ou suspeição em sua atuação nos inquéritos ligados aos atos antidemocráticos.

Em sua fala, Gilmar Mendes comparou Moraes com o ex-juiz Sérgio Moro, atualmente senador, afirmando que, ao contrário de Moraes, Moro teria agido politicamente ao se aproximar de Bolsonaro ainda antes das eleições de 2018 e aceitar ser seu ministro da Justiça. Segundo o decano do STF, essa postura comprometeria a imparcialidade de Moro, o que não seria o caso de Moraes.

Em resposta, Sérgio Moro rebateu as críticas e partiu para o ataque, questionando as relações de Gilmar Mendes com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O senador sugeriu que o ministro do STF deveria primeiro explicar esses vínculos antes de criticá-lo publicamente, insinuando um possível conflito de interesses envolvendo a atuação de Gilmar em favor da entidade esportiva.

A polêmica envolve a decisão do próprio Gilmar Mendes, que em janeiro de 2023 devolveu Ednaldo Rodrigues à presidência da CBF, após o dirigente ter sido afastado por determinação judicial. Essa medida reacendeu questionamentos sobre o envolvimento do ministro com a confederação, especialmente diante de contratos entre o Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), fundado por Gilmar, e a CBF.

O IDP tem parceria com a entidade esportiva para administrar a CBF Academy, o braço educacional da confederação, o que alimenta especulações sobre possíveis conflitos de interesse. A troca de acusações entre Moro e Gilmar, durante um evento de destaque internacional, evidencia o clima de tensão entre figuras centrais do Judiciário e da política brasileira, reacendendo debates sobre ética, imparcialidade e relações institucionais.


FONTE REVISTA ISTOÉ

André Esteves defende ajuste fiscal para queda da Selic

Durante sua participação na Brazil Conference, o banqueiro André Esteves, presidente do conselho do BTG Pactual, defendeu a necessidade de uma política fiscal mais austera para permitir a queda da taxa de juros no Brasil. Segundo ele, os juros altos impactam negativamente não só a economia em geral, mas também os próprios bancos, ao aumentar a inadimplência, reduzir a atividade no mercado de capitais e afastar investimentos estrangeiros.

Esteves argumentou que há uma falta de coordenação entre a política fiscal e a política monetária, o que dificulta o trabalho do Banco Central em controlar a inflação. Para ele, um ajuste fiscal bem conduzido permitiria a redução da Selic, favorecendo um ambiente econômico mais saudável e propício ao crescimento. Ele acredita que as soluções para os desafios econômicos do Brasil são conhecidas e que, com bom senso, o país pode seguir em direção a um futuro melhor.

O banqueiro também comentou sobre o cenário internacional, mostrando preocupação com a situação dos Estados Unidos em termos econômicos, geopolíticos e morais. No entanto, destacou que o Brasil, por ser um grande exportador de commodities, tende a ser menos impactado por guerras tarifárias. Ele defendeu que o país mantenha boas relações multilaterais, o que considera uma vantagem estratégica.


Com informações do Valor Econômico

domingo, 6 de abril de 2025

primeiro vamos fazer um RESUMO do que você vai ver nessa serie de postagens sobre a vale

 Estas postagens tem como objetivo apresentar uma análise histórica, econômica e social da trajetória da Vale S.A, uma das maiores empresas mineradoras do mundo.

As postagens aborda desde a sua fundação em 1942, passando por momentos de expansão, privatização, internacionalização e as tragédias ambientais que marcaram sua reputação.

O estudo também discute os desafios contemporâneos enfrentados pela companhia no campo da sustentabilidade e da governança.

A metodologia baseia-se em pesquisa bibliográfica e documental. ao final, das 9 postagens serão apresentadas reflexões sobre os caminhos possíveis para uma atuação mais ética, transparente e responsável da companhia.

VAMOS COMEÇA HOJE UMA SERIE DE POSTAGEM SOBRE A VALE CONTANDO UM POUCO DA HISTORIA DESSA EMPRESA QUE É UMA DAS MAIORES DO MUNDO

Veja os citados na pesquisa Exatus para deputado federal no RN

  Faltando pouco mais de cinco meses para a eleição, seis em cada dez eleitores do Rio Grande do Norte ainda não decidiram em quem votar par...