quarta-feira, 24 de junho de 2015

Energia elétrica deve subir 43,4% em 2015, estima Banco Central Há duas semanas atrás, estimativa do BC era de uma alta de 41%. Gasolina, por sua vez, já teve aumento de 9,3% até maio, diz instituição.

A energia elétrica deve ter um reajuste de 43,4% em 2015 fechado, informou o Banco Central nesta quarta-feira (24) por meio do relatório de inflação do segundo trimestre deste ano. A última previsão do BC para o aumento da energia elétrica neste ano foi feita duas semanas atrás. Naquele momento, o BC previa um aumento menor: de 41% em 2015.
A estimativa de alta no preço da energia elétrica em 2015 reflete do repasse às tarifas do custo de operações de financiamento, contratadas em 2014, da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).

O governo anunciou, no início deste ano, que não pretende mais fazer repasses à CDE – um fundo do setor por meio do qual são realizadas ações públicas – em 2015, antes estimados em R$ 9 bilhões. Com a decisão do governo, as contas de luz dos brasileiros podem sofrer em 2015, ao todo, aumentos ainda superiores aos registrados no ano passado.
Custo de produção maior
O custo de produção de eletricidade no país vem aumentando principalmente desde do final de 2012, com a queda acentuada no armazenamento de água nos reservatórios das principais hidrelétricas do país.
Para poupar água dessas represas, o país vem desde aquela época usando mais termelétricas, que funcionam por meio da queima de combustíveis e, por isso, geram energia mais cara. Isso encarece as contas de luz.
Entretanto, também contribui para o aumento de custos no setor elétrico o plano anunciado pelo governo ao final de 2012 e que levou à redução das contas de luz em 20%.
Para chegar a esse resultado, o governo antecipou a renovação das concessões de geradoras (usinas hidrelétricas) e transmissoras de energia que, por conta disso, precisaram receber indenização por investimentos feitos e que não haviam sido totalmente pagos até então. Essas indenizações ainda estão sendo pagas, justamente via CDE.
Gasolina, gás de cozinha e telefonia fixa
O Banco Central informou ainda que, até maio, o preço da gasolina já avançou 9,3% e que, o preço do gás de bujão subiu 4,3%. Para a telefonia fixa, a autoridade monetária está prevendo um recuo de 3% em todo ano de 2015.
Com a alta da tributação sobre gasolina e fim de repasses para a conta de luz, o Banco Central informou que prevê, para o conjunto de preços administrados (como telefonia, água, energia, combustíveis e tarifas de ônibus, entre outros), um aumento de 13,7% neste ano. Há duas semanas, a previsão era de uma alta de 12,7% para os administrados em 2015.



Alexandro Martello Do G1, em Brasília

MPF apresenta nova denúncia contra o ex-deputado André Vargas Além dele, o irmão Leon e a companheira foram denunciados. Procuradores alegam que apartamento foi comprado para lavar dinheiro.

O deputado André Vargas (PT-PR), ao se defender no plenário no início de abril (Foto: José Cruz/Agência Brasil)O Ministério Público Federal (MPF) denunciou o ex-deputado federal André Vargas, a esposa, Eidilaine Soares e o irmão dele, Leon Vargas à Justiça Federal por lavagem de dinheiro. A investigação faz parte das apurações da Operação Lava Jato que, desde março de 2014, vem buscando indícios de corrupção em contratos envolvendo a Petrobras e outras áreas do serviço público federal.

De acordo com a denúncia, Vargas, a esposa e o irmão compraram um apartamento em Londrina, no norte do Paraná, por cerca de R$ 500 mil. A operação, segundo os procuradores, possui indícios de lavagem de dinheiro, já que o imóvel custaria, na verdade, R$ 980 mil. Conforme as investigações, a família de Vargas adquiriu o imóvel pagando cerca de R$ 320 mil, além de fazer um financiamento para quitar o restante do valor pago ao proprietário.
No entanto, em depoimento, o antigo dono do imóvel afirmou que recebeu os R$ 980 mil de Vargas. A diferença, afirma o MPF, foi paga informalmente, sem constar nos registros de imóveis ou na declaração de imposto de renda. A Procuradoria diz que o negócio foi feito com a ajuda de Leon, que negociou com a imobiliária, e com a anuência da esposa de André Vargas, que deu o nome para a compra do imóvel.
Os procuradores acreditam que a transação aconteceu para que Vargas pudesse esconder parte do dinheiro que teria recebido como propina de uma agência de publicidade que fechou contratos com a Caixa Econômica Federal e com o Ministério da Saúde. O caso também é investigado no âmbito da Lava Jato e fez com que André e Leon Vargas fossem presos em abril deste ano. Além deles, o publicitário Ricardo Hoffmann também foi detido. Dias depois, Leon ganhou a liberdade por decisão judicial. Todos respondem a um processo relativo ao caso.
O G1 tentou contato com a advogada que representa André Vargas, mas o telefone dela estava indisponível até a publicação da reportagem. O advogado Alexandre Augusto Loper, que defende Leon Vargas informou que ainda não teve acesso à denúncia e que, por enquanto, não vai se manifestar a respeito do caso.



Samuel Nunes Do G1 PR

Justiça nega prorrogação de prisão para três investigados na Lava Jato Três presos temporários deixaram a prisão nesta terça-feira (23). Juiz Sergio Moro pediu 24 horas para se manifestar sobre outro pedido.

O juiz federal Sergio Moro negou nesta terça-feira (23) o pedido da Polícia Federal (PF) para prorrogação de três prisões temporárias de investigados da 14ª fase da Operação Lava Jato. Quanto ao pedido da PF para transformar a prisão de Alexandrino Salles em preventiva, Moro pediu prazo de 24 horas para se manifestar, prorrogando a prisão dele por este prazo.

Mais cedo, a PF apresentou representação pedindo a prorrogação da prisão temporária de Flávio Lúcio Magalhães, Antônio Pedro Campello Souza, e Christina Maria da Silva Jorge. Eles deixaram a carceragem da PF na noite desta terça.
Segundo Sergio Moro, as prisões temporárias tinham por objetivo colher os primeiros depoimentos sem dissipação de provas e sem fraudes em versões de fatos por parte dos investigados. "Efetuada a busca e colhidas as primeiras declarações, a medida não mais se faz necessária, ainda que o quadro probatório em relação a elas ainda esteja carente de melhor esclarecimento", diz o juiz.
Ainda conforme Moro, embora haja provas do envolvimento dos investigados em crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, é preciso reservar o recurso da prisão preventiva aos investigados com participação mais relevante na prática dos crimes.
Para garantir a liberdade os três devem: comparecer a todos os atos do processo; não deixar a residência por mais de 30 dias ou mudar de endereço sem autorização da Justiça; não deixar o país, entregando os passaportes em até três dias.
Já com relação a Alexandrino de Salles, ex-diretor da Odebrecht, Moro entendeu que é necessária a manifestação do Ministério Público Federal, além de colher a posição da defesa. "Para tanto, já que se trata do último dia do prazo da temporária, prorrogo a medida por 24 horas, a fim de não esvaziar a eficácia da eventual decretação da preventiva e de viabilizar a manifestação prévia do MPF e da Defesa", justificou o juiz.
Depoimentos
Na representação em que pedia as prorrogações das prisões, a Polícia Federal citou trechos dos depoimentos dos quatro presos, realizados na Superintendência da PF em Curitiba na segunda-feira (22).
Flávio Lúcio Magalhães
Quanto à Flávio Magalhães, apontado nas investigações como operador da Andrade Gutierrez, a PF afirmava que há diversos registros de contatos dele com o doleiro Alberto Youssef. Segundo o doleiro, um dos contatos foi feito em companhia de um executivo da Andrade Gutierrez para internalizar recursos ilícitos, em uma operação de "Caixa 2".
"Inquirido, Flávio disse que única ligação que teria com a empreiteira seria a prestação de serviços de consultoria por meio da empresa RTP Consultoria e Assessoria e Serviços Administrativos", diz trecho da representação. A PF pedia a prorrogação da prisão temporária para que se examinassem os contratos de consultoria entre a RTP e o material apreendido na operação.
Antônio Pedro Campello de Souza
Ex-diretor da Andrade Gutierrez, Antônio Pedro Campello de Souza é apontado como signatário de contratos da empreiteira com empresas do acusado de ser operador do esquema de corrupção Mário Góes. No depoimento à PF, ele afirmou que poderia apresentar documentos sobre a relação de uma empresa de Góes com a Andrade Gutierrez.
A PF pedia a prorrogação da prisão para analisar o material apreendido, e também para oportunizar a apresentaçao da documentação citada pelo investigado.
Christina Maria da Silva Jorge
Christina Maria da Silva Jorge era tida como responsável pela operção da empresa Hayley, além de administradora de um escritório que prestava serviços para empresas do ex-diretor da Petrobras Renato Duque - acusado de receber propina no esquema de corrupção da estatal.
No depoimento, segundo a PF, ela negou conhecer negócios ilícitos entre a Hayley, o escritório e empresas de Duque. Afirmou apenas que se recordava de ter visto Duque uma vez no escritório, mas que presumiu se tratar apenas da constituição de uma empresa de assessoria para ele, e da venda de salas comerciais.  A PF pedia a prorrogação para analisar o material apreendido.
Alexandrino Salles
Por fim, com relação a Alexandrino, o pedido para transformação da prisão dele em preventiva se baseava no depoimento de Paulo Roberto Costa em acareação feita na segunda (22) com o doleiro Alberto Youssef. Costa afirmou que tratou de pagamentos de propina com Alexandrino e com o ex-deputado José Janene - morto em 2010.
Segundo Costa, o pagamento de propina tinha por objetivo acelerar a compra de nafta pela Braskem - braço petroquímico da Odebrecht - além de garantir valores mais baratos comprando o produto da Petrobras, e não do mercado internacional. O valor da propina variava entre U$S 3 e 5 milhões por ano, entre os anos de 2006 e 2012, segundo Paulo Roberto Costa.
A defesa de Alexandrino havia protocolado ainda na segunda um pedido de revogação da prisão, afirmando que o cliente pediu demissão da Odebrecht, e não poderia atrapalhar as investigações. “Em virtude dos fatos envolvendo a minha pessoa e vindos a público na última sexta-feira (19.06.2015), comunico meu afastamento e desligamento da empresa, a fim de que possa me dedicar integralmente à minha defesa no procedimento em que figuro como investigado”, diz a carta de demissão de Alexandrino.
A Braskem emitiu nota sobre o assunto, leia na íntegra:
"A Braskem reafirma que todos os contratos com a Petrobras seguiram os preceitos legais e foram aprovados de forma transparente de acordo com as regras de governança da Companhia. É importante lembrar que os preços praticados pela Petrobras na venda de nafta sempre estiveram atrelados às mais altas referências internacionais de todo o setor, prejudicando a competitividade da indústria petroquímica brasileira".



Fernando Castro Do G1 PR

Câmara derruba recurso e texto dos inibidores de apetite vai ao Senado Texto que libera comercialização de substâncias foi aprovado nas comissões. Em 2011, Anvisa proibiu a venda de 3 medicamentos e restringiu a de outro.

A Câmara dos Deputados derrubou, nesta terça-feira (23), recurso que pedia análise pelo plenário da Casa da proposta que permite a venda, o consumo e a produção dos inibidores de apetite sibutramina, anfepramona, femproporex e mazindol. A liberação já foi aprovada em caráter terminativo pelas comissões, o que permite que a matéria siga direto para análise do Senado.

Caso o recurso fosse aprovado nesta terça, a tramitação do projeto poderia ser atrasada devido à nova apreciacação, havendo inclusive a possibilidade de a proposta ser rejeitada pelos deputados no plenário. Como o recurso foi derrubado, caberá agora aos senadores decidir sobre o projeto.
 Polêmica, a matéria estava emperrada na Câmara aguardando a análise do recurso. Em 2011, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda das substâncias inibidoras de apetite. A sibutramina foi mantida no mercado, mas com uso restrito. Na avaliação da agência, não havia comprovação da eficácia dos medicamentos, além de o risco superar o benefício.

Em 2014, Senado e Câmara aprovaram projeto de decreto legislativo que suspende a resolução da Anvisa. No entanto, a proposta que estava parada na Câmara à espera do recurso votado nesta terça é mais ampla. Inicialmente, o texto impedia que a Anvisa pudesse vetar a comercialização das substância. A matéria acabou sendo modificada e agora autoriza produção, venda e consumo dos inibidores de apetite.

No total, os deputados analisaram nesta terça-feira 66 recursos apresentados contra matérias já aprovadas em caráter conclusivo nas comissões da Casa.

Desse total, 45 recursos foram aprovados e as matérias precisarão agora ser analisadas pelo plenário – a inclusão na pauta de votação depende do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Outros 16 recursos acabaram rejeitados e os textos seguem para análise do Senado – dois deles já vão para a sanção presidencial. Cinco recursos acabaram retirados de pauta.


Fernanda Calgaro Do G1, em Brasília

'Ficamos ilhados por muito tempo', diz reitor da USP sobre uso do Enem Proposta aprovada na terça inclui oferta de 1.499 vagas no Sisu em 2016. Estudantes e funcionários votaram contra pela pouca oferta de cotas raciais.

O reitor da USP, Marco Antonio Zago, defendeu adesão parcial da USP ao Enem (Foto: Ana Carolina Moreno/G1)
A esperada adesão da Universidade de São Paulo (USP) ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), na tarde desta terça-feira (23), foi aprovada por uma grande maioria. Dos 102 membros do Conselho Universitário (CO) presentes na reunião, 91 foram a favor da ideia, 10 votaram contra e houve uma abstensão. O reitor da USP, Marco Antonio Zago, defendeu a proposta e comemorou a vitória. "Hoje é o dia de comemorar. Ficamos ilhados por muitos anos, agora nós começamos a quebrar essa parede", afirmou ele após a decisão. Porém, os representantes dos estudantes e funcionários da USP que votaram contra a resolução criticaram a falta de debate sobre a implantação de cotas raciais na instituição.
De acordo com o documento, no próximo vestibular 1.499 das 11.057 vagas será oferecidas por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do Ministério da Educação. Dos 143 cursos da USP, 85 terão uma parte de suas vagas no processo seletivo que usará apenas a nota do Enem 2015. Embora em 67 dos cursos da USP no Sisu terem vagas reservadas para estudantes que fizeram todo o ensino médio na rede pública (o equivalente a 77,3% das vagas da universidade no sistema), só 14 deles também anunciaram que vão reservar parte das vagas para candidatos autodeclarados pretos, pardos e indígenas.
Essa é a primeira vez que a USP terá cotas específicas no vestibular para a graduação. Até então, a única política de ação afirmativa da instituição era o Inclusp, que dá bônus sobre a nota dos candidatos da Fuvest oriundos da rede pública e/ou pretos, pardos e indígenas. O Inclusp continua valendo para as vagas que ainda serão selecionadas pela Fuvest (86,5% do total).
 'Primeiro passo'
Segundo Zago, a decisão tomada nesta terça configura uma vitória porque é um primeiro passo para a USP em direção a políticas que há anos vinham sendo debatidas sem avanço na instituição (assista no vídeo acima). Uma delas é a adesão ao Enem. A outra é a reserva de vagas para pretos, pardos e indígenas. "Aumenta a oportunidade de estudantes do Brasil inteiro terem a opção de ingressarem na Universidade de São Paulo. E aumenta, ainda que um pouco, a oportunidade dos estudantes de escolas públicas ingressarem na Universidade de São Paulo", afirmou ele em entrevista à imprensa após a reunião.

O reitor disse que as faculdades, institutos e escolas da USP têm autonomia para decidir como pretendem selecionar os estudantes para suas vagas, e que, por ser muito grande, a universidade tem uma diversidade de pensamento e "leva tempo" para convergir em ideias semelhantes. "Este primeiro passo eu acho que é o mais importante, os outros virão nos próximos anos."
No caso das cotas, ele afirma que, "para quem não tinha nenhuma, é bastante [ter 14 cursos com reserva de vagas para pretos, pardos e indígenas]", e que essa situação pode ser "reformada" para as edições seguintes do processo seletivo.
"Na visão daqueles que têm uma expectativa de uma oferta muito mais ampla, ainda é pouco. De tal maneira que é sempre assim na universidade. Foi assim aqui no conselho. Alguns consideraram ainda as medidas insuficientes e outros consideraram bastante avançadas. No meu ponto de vista é o primeiro passo e isso se reforma no ano que vem", afirmou.

Tentativa de desviar foco
As categorias da USP que votaram contra a proposta, porém, consideram que a resolução é uma tentativa de evitar a discussão sobre cotas raciais na instituição, demanda que se intensificou durante o primeiro semestre, quando movimentos negros começaram a participar de aulas da graduação e da pós-graduação da universidade na tentativa de usar o tempo das aulas para o debate sobre racismo e inclusão na USP.
De acordo com Marcela Carbone, estudante de artes cênicas e representante discente no CO, todos os representantes dos estudantes no conselho decidiram votar contra a proposta de adesão ao Enem em protesto contra o debate em relação ao vestibular.
"A grande reivindicação aqui na universidade tanto dos estudantes quanto dos funcionários é pelas cotas raciais. Na nossa opinião, a proposta que estava sendo apresentada hoje é uma tentativa de desviar do assunto, de fazer as instâncias da universidade não discutirem cotas raciais", afirmou ela. Os representantes propuseram, durante a reunião, que a votação fosse adiada para que uma nova reunião fosse feita, na presença de representantes dos movimentos negros da USP. "Aí sim a gente poderia debater aqueles que de fato são especialistas, digamos assim", explicou ela (assista abaixo).
USP Leste inclui mais
A Escola de Artes, Ciências e Humanidades (Each), que fica no campus da USP Leste, é a que mais vai oferecer vagas pelo sistema de cotas raciais. No total, as vagas para pretos, pardos e indígenas serão reservada nos cursos de bacharelado em sistemas de informação, licenciatura em ciências da natureza, educação física e saúde, gerontologia, obstetrícia, bacharelados em têxtil e moda, lazer e turismo e gestão ambiental, gestão em políticas e marketing na USP Leste, saúde pública nas Clínicas, fonoaudiologia em Bauru, psicologia e relações internacionais em São Paulo. Porém, o número exato não foi informado por todas as unidades.
Investimento
Pela primeira vez, a USP terá garantia de que pelo menos 10,5% das vagas da Fuvest serão preenchidas por estudantes que fizeram o ensino médio na rede pública. Segundo o reitor, essa garantia de vagas também será acompanhada de investimentos que a USP vai fazer nos programas de permanência estudantil. Apesar disso, a USP recomendou que as unidades não oferecessem vagas no Sisu nas modalidades de cota específica para estudantes de baixa renda.
O Sisu tem diferentes opções: ampla concorrência e reserva de vagas (para estudantes de escola pública, autodeclarados pretos, pardos e indígenas que cursaram a rede pública, e segundo a renda familiar -candidatos com renda de até 1,5 salário mínimo que tenham cursado escola pública e candidatos na mesma situação, mas autodeclarados pretos, pardos e indígenas).
Zago afirmou aos jornalistas que a decisão de não incluir vagas para estudantes carentes foi uma tentativa de fazer com que "a nova porta de entrada representada pelo Sisu não se afastasse muito nesses aspectos daquilo que já existe no sistema da Fuvest". Questionado se isso não manteria o perfil elitista da instituição, afastando os estudantes mais pobres e sem condições de frequentar escolas particulares ou as públicas de alto padrão, o reitor afirmou que isso é uma possibilidade.
"É possível que sim, mas isto nós temos que comprovar. Não tenho nenhuma dúvida de que haverá progresso no perfil, o que não sou capaz de dizer, de prever, é quanto que essa mudança vai significar", explicou ele, destacando, porém, que o Inclusp tem feito com que "o perfil de renda dos estudantes da USP modificasse com uma melhor distribuição quanto à renda das famílias".
Vestibulandos aprovam decisão
A notícia da adesão da USP ao Sisu empolgou muitos estudantes de cursinhos pré-vestibulares, principalmente aqueles que frequentam escolas públicas. "Achei [a notícia] sensacional, porque, teoricamente, amplia as oportunidades de conseguir entrar na universidade pública", afirmou a estudante Sabrina Santos ao SPTV (assista abaixo).

A decisão do Conselho Universitário só não é unanimidade entre os vestibulandos porque unidades que oferecem alguns dos cursos mais concorridos, como a medicina, o audiovisual e a engenharia, ficaram de fora da adesão ao Enem.

Lucas Rocha quer cursar engenharia elétrica, mas seu curso foi um dos que não aprovaram usar o Enem como vestibular para entrar na USP. "Lamento, porque muita gente quer entrar [na faculdade] e às vezes a pessoa não quer sair de São Paulo, aí ela não tem opção", comentou ele.
Ana Carolina Moreno Do G1, em São Paulo

USP no Enem: entenda como será a disputa de vagas no Sisu e na Fuvest Nova resolução da USP destina 13,5% das vagas à próxima edição do Sisu. Mas Fuvest continua valendo; tire dúvidas sobre a mudança das regras.

A Universidade de São Paulo (USP) vai aceitar a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para 1.499 vagas no vestibular de 2016. Elas vão ser disputadas não pela Fuvest, mas pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Ministério da Educação. A mudança só vale para 13,5% do total de vagas dos cursos de graduação da USP, mas representa uma série de novas regras para quem quiser estudar na melhor e maior instituição pública do Brasil.
Veja abaixo as principais dúvidas e respostas sobre o tema:
Quais cursos aderiram ao Enem?
Dos 143 cursos de graduação da USP, 85 decidiram aderir ao Enem parcialmente, e 58 decidiram manter 100% das vagas no processo seletivo da Fuvest. A Faculdade de Medicina da Capital, por exemplo, se recusou a aderir ao Enem. Já a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto terá 10% das vagas selecionadas pelo Sisu e 90% pela Fuvest. Audiovisual, economia  e engenharia na Escola Politécnica também ficaram de fora. Mas outros cursos concorridos, como direito no Largo São Francisco e relações internacionais, decidiream oferecer vagas pelo Sisu.
Selo Agenda Fuvest (Foto: Editoria de Arte/G1)
Como fica a Fuvest agora?
A Fuvest não desaparece com a decisão da USP de aderir ao Enem. Como a adesão é parcial, e só afeta 13,5% das vagas, a Fuvest continua responsável pela aplicação do vestibular que vai selecionar os candidatos para as demais 86,5% das vagas. A primeira fase da Fuvest 2016 acontece no dia 29 de novembro, e a fundação já está recebendo pedidos de isenção da taxa do vestibular. As inscrições começam no dia 21 de agosto.
Dá para disputar a mesma vaga pelo Sisu e pela Fuvest?
Sim. Como os processos seletivos são diferentes, é possível participar dos dois para aumentar as chances de aprovação. Porém, só é possível ter uma matrícula ativa na USP. Por isso, caso o candidato seja aprovado em duas vagas na USP pelos dois processos seletivos (mesmo que para dois cursos diferentes), ele só poderá fazer uma matrícula. Segundo a assessoria de imprensa da universidade, a Pró-Reitoria de Graduação ainda vai definir os procedimentos específicos para esse e outros casos, mas a vaga da Fuvest deverá ser privilegiada em relação à do Sisu.
Não me inscrevi no Enem 2015. Posso concorrer a vagas na USP pelo Sisu?
Não. A edição do Sisu 2016 para o primeiro semestre só estará aberta aos estudantes que fizerem a edição do Enem 2015, nos dias 24 e 25 de outubro.
Vagas da USP em 2016:

Total: 11.057

Na Fuvest: 9.558

No Enem/Sisu: 1.499
(1.159 para alunos da rede pública e 340 para a ampla concorrência)
Não estudo/estudei todo o ensino médio na rede pública. Posso usar o Sisu para concorrer a vagas na USP?
Sim, mas não para todas elas. No total, 1.499 vagas da USP serão selecionadas pelo Sisu. Porém, além de definir quantas vagas querem destinar ao Sisu, as unidades escolheram também o tipo de concorrência para as vagas. A maioria delas (1.159) foi destinada apenas a estudantes que fizeram os três anos do ensino médio na rede pública, mas 340 vagas serão abertas para a ampla concorrência.
Estudo/estudei no ensino médio em escola particular, mas como bolsista. Tenho direito à cota para candidatos da rede pública?
De acordo com a proposta aprovada pelo CO, não. A tabela de vagas indica que apenas os estudantes que cursaram integralmente o ensino médio na rede pública poderão concorrer às vagas da cota de escola pública que a USP vai oferecer pelo Sisu. A medida não cita os bolsistas da rede particular, inclusive os que têm bolsa integral.

A USP vai ter cota racial no próximo vestibular?
Sim, mas apenas para uma pequena parte das vagas. No próximo processo seletivo, 14 cursos da USP que aderiram ao Sisu vão reservar parte das vagas para estudantes que fizeram o ensino médio na rede pública e que se autodeclaram pretos, pardos ou indígenas: bacharelado em sistemas de informação, licenciatura em ciências da natureza, educação física e saúde, gerontologia, obstetrícia, bacharelados em têxtil e moda, lazer e turismo e gestão ambiental, gestão em políticas e marketing na USP Leste, saúde pública nas Clínicas, fonoaudiologia em Bauru, psicologia e relações internacionais em São Paulo. Porém, o número exato não foi informado por todas as unidades.
A USP vai ter cota para alunos de baixa renda no próximo vestibular?
Não. Pelo Sisu, a USP não vai destinar nenhuma vaga específica para estudantes de baixa renda. Pela Fuvest, ela segue mantendo as mesmas políticas de acesso: isenção na taxa de inscrição para estudantes com renda familiar de até 1,5 salário mínimo, e bônus na nota da Fuvest para estudantes autodeclarados pretos, pardos ou indígenas, e que tenham cursado o ensino médio e/ou o ensino fundamental na rede pública.
A adesão da USP ao Enem vale só para este ano?
Sim e não. O documento aprovado nesta terça deixa claro que a adesão da USP ao Enem é parcial e em caráter "experimental", e os números de vagas valem para o vestibular 2016. Segundo o reitor da USP, Marco Antonio Zago, no ano que vem, o tema voltará a ser discutido antes da definição das regras do vestibular 2017. Isso quer dizer que a USP poderá continuar oferecendo as mesmas vagas no Sisu no ano que vem, ou aumentar ou diminuir o número de vagas, ou até deixar de usar o Enem mais uma vez.



Ana Carolina Moreno Do G1, em São Paulo

Bala perdida atinge mulher de 35 anos em Vila Isabel, Zona Norte do Rio Marido encontrou mulher caída no chão e filha de 4 anos pedindo socorro. Polícia reforçou patrulhamento após tiroteio na noite de terça (23).


Uma mulher de 35 anos foi atingida dentro de casa por uma bala perdida na noite desta terça-feira (23) em Vila Isabel, Zona Norte do Rio de Janeiro, segundo a Polícia Militar (PM).
Aline Souza da Silva, de 35 anos, mora em um prédio em um dos acessos à comunidade e foi ferida na cabeça. O tiro atravessou a janela e atingiu a jovem. Segundo PMs, criminosos de facções rivais trocaram tiros na região.
Ela foi levada ao Hospital do Andaraí, posteriormente transferida para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea. De acordo com os médicos, a paciente passou por uma cirurgia durante a madrugada e não corre risco de morrer.
Os familiares da jovem não quiseram gravar entrevista, mas o marido contou aos funcionários do hospital que, quando chegou em casa do trabalho, nesta terça, ouviu a filha de quatro anos pedindo socorro e viu a mulher caída no chão.
Após o tiroteio, a Polícia Militar reforçou o patrulhamento na região. Até o início da manhã desta quarta (24) ninguém havia sido preso.
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 Do G1 Rio

Homem é morto com tiros de fuzil no Morro Chapéu Mangueira, no Rio Segundo testemunhas, suspeitos atiraram e fugiram pela mata. Comunidade, que tem UPP desde 2009, teve policiamento reforçado.


Um homem morreu após ser baleado com oito tiros de fuzil em um bar no Morro Chapéu Mangueira, no Leme, na Zona Sul do Rio, por volta das 19h desta terça-feira (23). A informação foi confirmada pelo comando da UPP Babilônia/Chapéu Mangueira. Como mostrou o Bom Dia Rio, a comunidade tem uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) desde 2009.
Os policiais socorreram a vítima para o Hospital Municipal Rocha Maia, em Botafogo, na Zona Sul. A vítima identificada como Jeferson Jesus de Souza, de 25 anos, morreu antes de ser transferida para o Hospital Miguel Couto, na Gávea, na Zona Sul.
Policiamento é reforçado no Morro Chapéu Mangueira depois da morte de um homem com tiros de fuzil (Foto: Reprodução TV Globo) 
Policiamento é reforçado na comunidade
l (Foto: Reprodução TV Globo)
Segundo testemunhas, os suspeitos fugiram para uma área de mata logo após efetuarem os disparos.
O policiamento foi reforçado na comunidade por agentes de outras UPPs da região e do 19º BPM (Copacabana) e do Batalhão de Operações Especiais (Bope). Buscas estavam sendo realizadas na manhã desta quarta-feira.
A Divisão de Homicídios (DH) já fez a perícia no local e algumas testemunhas foram levadas à delegacia para prestar depoimento. A DH disse que identificou os suspeitos, mas eles ainda não tinham sido presos até o horário de publicação desta reportagem.
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 Do G1 Rio

Líderes da UE querem acordo sobre Grécia nesta quarta Há desacordo sobre reformas do sistema previdenciário grego. Não houve avanço nas negociações em troca de recursos na terça.

Líderes da União Europeia não vão negociar reformas em troca de financiamento com a Grécia em sua cúpula na quinta-feira (25) e querem que Atenas alcance um acordo com os ministros de Finanças da zona do euro nesta quarta-feira (24), mesmo que as conversas levem a noite toda, disse uma autoridade sênior da UE.
"Os chefes de Estado e governos da zona do euro não esperam negociar", disse a autoridade próxima dos preparativos para a cúpula.

"A expectativa deles é receber o acordo alcançado no Eurogrupo, mesmo que para alcançar esse acordo os ministros de Finanças tenham que trabalhar também na noite de quarta para quinta-feira", completou.
Os credores da Grécia apresentaram novas contrapropostas em uma tentativa de reduzir as diferenças nas negociações sobre um acordo de reformas para destravar ajuda para Atenas, disseram à Reuters nesta quarta-feira fontes próximas às conversas.

A nova oferta foi feita depois de credores terem rejeitado algumas das propostas da Grécia, que incluíam uma série de aumentos de impostos e contribuições mais altas para elevar a receita.

O presidente do grupo de ministros das Finanças da zona do euro, Jeroen Dijsselbloem, disse nesta quarta-feira que a Grécia e seus credores ainda têm muito trabalho a fazer antes de fecharem o acordo sobre financiamento em troca de reformas para Atenas, que permitiria que a Grécia evite o default (suspensão de pagamentos) no dia 30. "Ainda não chegamos lá, ainda há muito trabalho a ser feito", disse Dijsselbloem a repórteres na chegada para uma reunião com os chefes do Banco Central Europeu (BCE), da Comissão Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre a Grécia.
Divergências
A Grécia e seus credores internacionais ainda estão em desacordo sobre reformas do sistema previdenciário grego, imposto sobre valor agregado e tributação sobre empresas, e não houve muito avanço nas negociações de reformas em troca de recursos na terça-feira (23), afirmaram autoridades da UE.
Os chefes da Comissão Europeia, do Eurogrupo, do Fundo Monetário Internacional, do fundo de resgate da zona do euro ESM e do Banco Central Europeu vão se reunir para discutir a Grécia nesta quarta-feira em Bruxelas, antes que o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, se junte a eles uma hora depois.
"As posições antes da reunião com Tsipras ainda são diferentes sobre muitos pontos", disse uma autoridade da UE próxima às conversas, listando aposentadorias, imposto sobre valor agregado e tributação corporativa. "Não houve muito progresso ontem."
O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, criticou a postura de "certos" credores como "estranha" porque eles rejeitaram as propostas apresentadas por Atenas para reduzir o déficit orçamentário, afirmou nesta quarta-feira uma autoridade do governo.
Tsipras deu as declarações antes de viajar a Bruxelas para se reunir com os chefes de três instituições credoras da Grécia --a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional--, disse a autoridade em comunicado.
O comunicado não diz a quais propostas Tsipras estava se referindo, e quais das três instituições ele estava culpando pelo impasse.
"A não aceitação de medidas de compensação nunca aconteceu antes. Nem na Irlanda nem em Portugal. Em nenhum lugar!", disse Tsipras segundo a autoridade. "Essa atitude estranha só pode significar uma de duas coisas: ou eles não querem um acordo ou estão servido a interesses específicos na Grécia."
Limite de crédito
O Banco Central Europeu (BCE) voltou a aumentar nesta quarta-feira, pela quinta vez em oito dias, o limite dos créditos de emergência (ELA) aos bancos gregos, informou uma fonte de Atenas à AFP.
Além disso, o BCE está disposto a intervir a qualquer momento para ajudar os bancos, que registram um fluxo intenso de saques provocado pelo temor a respeito do futuro da Grécia dentro da Eurozona, segundo a mesma fonte, que não revelou a quantia do aumento decidido pela instituição.


 Da Reuters

França convoca embaixadora dos EUA após revelações de espionagem Jane Hartley foi chamada de volta pelo chanceler francês Laurent Fabius. WikiLeaks revelou que EUA espionaram os últimos 3 presidentes franceses.


A embaixadora dos Estados Unidos na França, Jane Hartley, foi convocada nesta quarta-feira (24) pelo chanceler francês Laurent Fabius, após a revelação de que o governo americano espionou os três últimos presidentes franceses, informaram fontes diplomáticas.
A medida foi adotada após uma reunião do Conselho de Defesa nesta quarta, com a presença do presidente François Hollande e de seus principais ministros nas áreas militar e de inteligência.

"A França não tolerará nenhum ato que questione sua segurança", afirmou presidência ao fim da reunião de emergência.
"Os compromissos assumidos pelas autoridades americanas, que se comprometeram no fim de 2013 a não espionar mais os aliados, devem ser recordados e estritamente respeitados", destaca um comunicado da presidência, que condena "atos inaceitáveis".
O Conselho de Defesa foi convocado na terça-feira à noite por Hollande, depois que a imprensa francesa revelou que o governo dos Estados Unidos espionou as conversas de Hollande e de seus antecessores, Nicolas Sarkozy e Jacques Chirac.
A reunião contou com as presenças de Hollande, do primeiro-ministro Manuel Valls, vários ministros e os comandantes militares e da área de inteligência.
A espionagem americana dos últimos três presidentes da França, revelada pelo jornal Liberation e pelo site de notícias Mediapart com base em informações do WikiLeaks, foi condenada por todos os partidos, ligados ao governo ou de oposição.
A Casa Branca afirmou que não espiona as comunicações de Hollande.


 Da France Presse

PM investigará se houve excesso de policial que atirou em adolescentes Tiros foram disparados após longa perseguição por roubo na Zona Sul. Helicóptero da Band acompanhou perseguição; jovens ficaram feridos.

 Homens baleados por PM em perseguição na Zona Sul de SP aguardavam resgate do SAMU  (Foto: Reprodução/TV Globo)
A Corregedoria da Polícia Militar vai investigar se houve excesso por parte do policial que baleou dois adolescentes nesta terça-feira (23) após longa perseguição no Capão Redondo, na Zona Sul de São Paulo.
Helicóptero da TV Bandeirantes acompanhou a perseguição por ruas e avenidas da Zona Sul após os jovens terem roubado uma moto.

As imagens mostram que os dois adolescentes na moto são seguidos de perto por um policial da Rocam-Ronda Ostensiva com apoio de motocicletas da Polícia Militar. Um dos adolescentes joga o capacete em direção ao policial, que reage com disparos. As imagens mostram que a moto parece encostar e fica encoberta pelo telhado da casa. É possível ver que o policial atira pelo menos mais uma vez. O policial, então, desce da moto e vai até os suspeitos que estavam caídos. Ele se agacha e parece pegar uma arma que estava com um dos jovens. Em seguida, é possível ver duas luzes de tiros em direção ao chão.
O dono do bar próximo ao local dos tiros estava servindo os clientes quando ouviu os tiros.
“De repente, o que eu escutei foi os tiros, né? Aí, tinha umas crianças aí, eu falei: Vem gente, é troca de tiro, entra pra dentro, entra pra dentro, né?”, disse o comerciante Pedro Alves Pereira.
Um dos jovens foi levado para o Hospital Campo Limpo. A família reclamou ao Bom Dia São Paulo que não podia visita-lo e não tinha informações sobre o estado de saúde porque ele estava sob custódia da polícia no Pronto-Socorro. O outro rapaz foi ferido com três tiros, um na nádega e dois na perna.
Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria da Segurança Pública, a Polícia Civil, a Polícia Militar e a Corregedoria vão investigar o caso.

 Do G1 São Paulo

Trânsito na Rodovia Presidente Dutra é liberado, diz Polícia Rodoviária Manifestantes impediram a passagem de veículos na altura de Arujá. Mesmo com liberação, congestionamento ainda reflete na rodovia.

Trânsito ficou congestionado por causa de protesto na Dutra (Foto: Carolina Paes/TV Diário)
As pistas da Rodovia Presidente Dutra foram liberadas. Elas estavam fechadas por causa de uma manifestação na manhã desta quarta-feira (24).  A Polícia Rodoviária Federal informou que mesmo com a liberação ainda existem reflexos no trânsito, como congestionamento. De acordo com a polícia, a lentidão ainda terá impacto no KM 208 no bairro de Bonsucesso em Guarulhos.
A manifestação provocou lentidão no trânsito no sentido São Paulo nesta manhã. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, os manifestantes se concentraram no KM 205 no limite entre Guarulhos e Arujá. Ainda de acordo com a Polícia Rodoviária, apenas uma faixa circulou sentido capital.  A polícia informou ainda que o ponto dessa manifestação era o mesmo onde na tarde de domingo (21) houve um protesto. Na ocasião,  os manifestantes reclamavam contra o fechamento do acesso ao bairro Álamo.

A Rodovia Ayrton Senna é uma alternativa para quem deseja sair do Alto Tietê em direção à capital. De acordo com a Ecopistas, concessionária que administra o complexo Ayrton Senna-Carvalho Pinto, o trânsito está normal na rodovia. Existe apenas um ponto de lentidão entre os quilômetros 20 e 14 na altura de Guarulhos.

Motoristas enfrentaram lentidão na Rodovia Dutra no início da manhã (Foto: Carolina Paes/TV Diário)Motoristas enfrentaram lentidão na Rodovia Dutra no início da manhã (Foto: Carolina Paes/TV Diário)
 
 
 
 Do G1 Mogi das Cruzes e Suzano
 
 

Banco Central prevê inflação de 9% em 2015 e possível recessão No relatório de inflação, BC previu estouro da meta de inflação deste ano. Também divulgou estimativa de retração de 1,1% para o PIB em 2015.

O Banco Central admitiu nesta quarta-feira (24) que a inflação deve atingir 9% em 2015 e, com isso, estourar o teto do sistema de metas de inflação. Além disso, o BC também admitiu que a economia brasileira deve "encolher" 1,1% neste ano – a maior contração em 25 anos. Os dados fazem parte do relatório de inflação do segundo trimestre deste ano.
Nos três primeiros meses de 2015, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) teve retração de 0,2% e dados da própria autoridade monetária indicam que o nível de atividade iniciou o segundo trimestre de 2015 em queda. Com isso, não pode ser descartada uma possível recessão técnica na economia brasileira – que se caracteriza por dois trimestres seguidos de recuo do nível da atividade econômica.
A previsão do Banco Central para o PIB de 2015, porém, ainda está melhor que a dos economistas do mercado financeiro, que esperam uma contração de 1,45% no PIB. Se confirmado, será o maior recuo desde 1990. O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, e serve para medir a evolução da economia. Em 2013, a economia cresceu 2,5%.
"O processo de ajuste macroeconômico em curso na economia brasileira – necessário e essencial para a consolidação de fundamentos que favoreçam a convergência da inflação para a meta no final de 2016 – associado a efeitos de eventos não econômicos têm impactado negativamente o dinamismo da atividade no curto prazo", avaliou o Banco Central.
De acordo com o BC, no médio prazo, os impactos das mudanças no ambiente macroeconômico advindas com os ajustes em curso contribuem para a recuperação da confiança de empresas e famílias, com reflexos na evolução do consumo e do investimento. "Esse fator, associado ao maior crescimento global – perspectiva que gradualmente se consolida – tende a conferir maior dinamismo à atividade doméstica", acrescentou.
Inflação em 2015
A previsão do Banco Central para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano subiu de 7,9%, em março, para cerca de 9% no relatório de inflação divulgado nesta quarta-feira. A estimativa do BC está um pouco acima dos 8,97% previstos pelo mercado financeiro para 2015.
No cenário de referência (juros e câmbio estáveis), cuja previsão era de 7,9% em março, a estimativa avançou para 9% em 2015. No cenário de mercado (que considera as previsões dos analistas dos bancos para câmbio e juros nos próximos meses), a estimativa do BC, que estava em 7,9% em março, passou para 9,1% neste mês.
Segundo o Banco Central, a probabilidade de a inflação ficar acima do teto do sistema de metas, em 2015, é de cerca de 99% tanto no cenário de referência quanto no de mercado.
Em maio, a inflação oficial, calculada pelo IPCA, ficou em 0,74%, a maior taxa para o mês desde 2008, quando ficou em 0,79%. Nos últimos 12 meses, o índice atingiu 8,47% – maior taxa para 12 meses desde dezembro de 2003, quando foi de 9,3%.
Segundo economistas, a alta do dólar e dos preços administrados (como telefonia, água, energia, combustíveis e tarifas de ônibus, entre outros) pressiona os preços em 2015. Além disso, a inflação de serviços, impulsionada pelos ganhos reais de salários, ainda tem sido registrada.
"O Comitê [de Política Monetária do Banco Central] reitera os efeitos da ocorrência de um processo de realinhamento entre preços administrados e preços livres. Em outra perspectiva,
o Comitê nota que o real se depreciou nos últimos três anos em relação às moedas de importantes parceiros comerciais do Brasil e, dessa forma, também reitera os efeitos da ocorrência de um processo de realinhamento entre preços domésticos e preços internacionais", informou a autoridade monetária.
Ano de 2016
O Banco Central informou ainda, no relatório de inflação divulgado hoje, que sua estimativa de inflação para o ano de 2016 fechado ficou praticamente estável. No cenário de referência – que considera câmbio e juros estáveis – a previsão recuou de 4,9% em março para 4,8% e, no cenário de mercado, permaneceu estável em 5,1%.
Em 2016, ainda de acordo com o BC, a probabilidade de estouro do teto de 6,5% do sistema de metas de inflação meta é de 11% a 15%.
Sistema de metas brasileiro
Pelo sistema que vigora no Brasil, a meta central tanto para 2014 como para 2015 e 2016 é de 4,5%. Entretanto, há um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Desse modo, o IPCA pode oscilar entre 2,5% e 6,5%, sem que a meta seja formalmente descumprida.
Quando a inflação fica mais alta do que o teto de 6,5% do sistema de metas brasileiro, o presidente do Banco Central precisa escrever uma carta aberta ao ministro da Fazenda explicando as razões que motivaram o "estouro" da meta formal. A última vez em que isso aconteceu foi em 2003, ou seja, há mais de dez anos, e o documento foi assinado pelo então presidente da autoridade monetária, Henrique Meirelles.
O Banco Central tem informado que o objetivo da instituição é trazer a inflação para o centro da meta de 4,5% no ano de 2016. O principal instrumento do BC para conter as pressões inflacionárias é a taxa básica de juros da economia, que avançou de 11% ao ano, em outubro do ano passado, para 13,75% ao ano em junho – o maior patamar em quase nove anos. A expectativa do mercado financeiro é de a taxa termine 2015 em 14,25% ao ano.
Com uma taxa mais alta de juros, o Banco Central tenta controlar o crédito e o consumo, atuando assim para segurar a inflação. Por outro lado, ao tornar o crédito e o investimento mais caros, os juros elevados prejudicam o crescimento da economia.
"A propósito, o Copom avalia que o cenário de convergência da inflação para 4,5% no final de 2016 tem se fortalecido. Para o Comitê, contudo, os avanços alcançados no combate à inflação – a exemplo de sinais benignos vindos de indicadores de expectativas de médio e longo prazo – ainda não se mostram suficientes. Nesse contexto, o Copom reafirma que a política monetária deve manter-se vigilante", informou o Banco Central no relatório de inflação.




Alexandro Martello Do G1, em Brasília

Com Lei de Drogas, presos por tráfico passam de 31 mil para 138 mil no país Tráfico é crime que mais encarcera; aumento foi de 339% desde lei de 2006. Para especialistas, aplicação é falha e teve efeito perverso sobre usuários.

T. é atendida pela Defensoria Pública do Dipo, departamento que concentra os flagrantes na capital paulista. O irmão, preso por tráfico, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva. Ela acabou perdendo a audiência de custódia, que ocorria enquanto (Foto: Rosanne D'Agostino/G1) 
T. é irmã de um jovem de 18 anos preso por tráfico na capital paulista. Ela diz que o irmão é usuário, nunca foi traficante, mas ele teve a prisão em flagrante convertida em preventiva (sem prazo). Ela tenta reverter essa decisão com a ajuda da Defensoria Pública, pois não pode pagar um advogado. (Foto: Rosanne D'Agostino/G1)

 L. foi preso em Nova Friburgo,no Rio de Janeiro, a caminho de um churrasco com sete amigos. Levava 25g de maconha dentro de uma sacola. O grupo alegou que carregava a droga para uso próprio. Foram presos em flagrante por tráfico de entorpecentes. "Injustiça, porque só usava maconha. Não tinha contato com o crime. E se ficasse mais dias por lá [preso], não dá para saber o que ia acontecer. Muita gente ruim", disse ao G1. (Leia a íntegra do relato)
Processos mostram usuários presos como traficantes (Foto: Arte/G1)
M. foi presa em 2012 com 1 grama de maconha. Foi condenada por tráfico a uma pena de 6 anos e nove meses de prisão e pagamento de 680 dias-multa. A decisão foi mantida em segunda instância. Em março, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou seu habeas corpus. Ela só foi solta em abril, após mais de três anos de cárcere, por decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O G1 listou alguns desses casos (veja na tabela) que refletem os milhares de processos semelhantes que têm chegado aos tribunais desde a entrada em vigor da Lei de Drogas, em 2006.
A aplicação falha da lei é apontada como a causa da superlotação dos presídios na última década. Presos por tráfico de drogas já superam os de todos outros crimes no país, segundo dados do Ministério da Justiça.
Um desses processos está no STF e deve ser julgado ainda este ano. O caso é o de um presidiário de Diadema (SP) condenado como usuário de maconha, que quer derrubar essa decisão.
Em razão da grande quantidade de processos parecidos, o STF reconheceu a repercussão geral. A decisão adotada deverá ser a mesma em todos os demais. Se aceito o recurso, na prática, o porte de drogas para consumo próprio deixa de ser crime no Brasil.
Crescimento vertiginoso
Em 2006, quando a Lei 11.343 começou a valer, eram 31.520 presos por tráfico nos presídios brasileiros. Em junho de 2013, esse número passou para 138.366, um aumento de 339%. Nesse mesmo período, só um outro crime aumentou mais dentro das cadeias: tráfico internacional de entorpecentes (446,3%).
Nesta terça (23), o Ministério da Justiça divulgou dados de 2014 sobre o sistema carcerário brasileiro, mas nem todos os estados informaram a estatística sobre os crimes cometidos. O levantamento mostra, no entanto, que proporção dos presos por tráfico se manteve também no ano passado. Eram 25% do total entre os homens e 63% entre as mulheres.
Só em São Paulo, posse e tráfico de drogas motivaram 25,27% das prisões de incluídos no sistema prisional entre 15 de abril e 14 de maio deste ano. Foram 837 novos presos de um total de 3.311 no período de um mês, segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP). Outros 10,72% (355 presos) entraram por outros crimes praticados em função do vício em substância tóxica.
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Número de presos por tráfico aumentou muito mais do que os de outros crimes nas prisões brasileiras (Foto: Arte/G1)
Usuário x traficante
Pela lei, para definir se o preso é um usuário de drogas ou um traficante, o juiz levará em conta a quantidade apreendida, o local, condições em que se desenvolveu a ação, circunstâncias sociais e pessoais, além da existência ou não de antecedentes. Essa mesma interpretação é feita pelo policial, quando prende, e pelo promotor, quando denuncia.

O porte para consumo próprio é crime, mas as penas são advertência, prestação de serviços à comunidade ou medida educativa. O sujeito é detido, assina um termo circunstanciado, e é liberado para responder em liberdade.
A pena para o tráfico vai de 5 a 15 anos. Na lei anterior, ia de 3 a 15 anos. O sujeito é preso em flagrante, que pode ser convertido em uma prisão preventiva (sem prazo). E o juiz não podia conceder liberdade provisória até 2012, quando o STF derrubou essa regra.
A mudança na lei em 2006 tinha o objetivo de abrandar o tratamento penal dado ao usuário, mas, na prática, acabou havendo um efeito reverso, e perverso, segundo especialistas.
Processos recebidos às centenas pelas Defensorias Públicas, o órgão de defesa de quem não tem condições para pagar por um advogado, mostram casos em que apreensões de pouca quantidade de drogas se reverteram em penas de mais de 5 anos.
Tráfico de drogas nos estados (Foto: Arte/G1)
Em muitos casos, o preso alegou ser usuário, mas foi enquadrado como traficante sem provas. Aquele que vende para sustentar o vício, por sua vez, se vê diante de uma pena mínima de 5 anos que, se é diminuída, chega no patamar de 1 ano e 8 meses em regime de reclusão.
“O resultado prático é que pessoas pobres são presas como traficantes e os ricos acabam sendo classificados como usuários. Um sistema assim não é bom para ninguém”, afirmou ao G1 o ex-secretário nacional de Justiça Pedro Abramovay, que foi demitido do governo Dilma Rousseff após defender publicamente a extinção de penas para pequenos traficantes.
Para ele, “as prisões por drogas hoje são uma fonte perversa de criminalização da pobreza”. “A política criminal brasileira nos últimos anos reforçou a lógica do ‘pega ladrão’. A grande maioria dos presos está lá porque foi preso em flagrante, sem investigação prévia”, complementa.
Maria Tereza Uille Gomes, que presidiu o Conselho Nacional de Secretários de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Administração Penitenciária (Consej), aponta uma “lacuna” a ser preenchida na lei. “Falta um critério de regulamentação, requisitos objetivos. Não tem como saber se tal quantidade de drogas é muito ou é pouco. A polícia não tem um critério de quem é usuário, quem é traficante”, avalia.
Segundo ela, o Conselho Nacional de Políticas Sobre Drogas (Conad) poderia fazer essa regulamentação. “A prisão acaba funcionando como um substitutivo da ausência de políticas públicas de internação, facilitando a inserção em organizações criminosas. Essas pessoas que não têm periculosidade se misturam com latrocidas, homicidas, e, quando saem, acabam se transformando em traficantes”, afirma.

A droga nos presídios
A grande proporção de presos por tráfico se reflete na presença de drogas dentro das penitenciárias. No Maranhão, onde está a Penitenciária de Pedrinhas, palco de uma guerra interna de facções de traficantes que culminou em dezenas de decapitações, o número de presos por tráfico mais que dobrou em seis anos. O novo panorama dentro das prisões é apontado como uma das causas de aumento das rebeliões, o que fez com que alguns estados adotassem medidas de controle interno para contê-las.
Para Eugênio Coutinho Ricas, secretário de Justiça do Espírito Santo, um dos poucos estados que conseguiu reverter um histórico de guerra entre facções em seus presídios, o controle passa por investimento em segurança e ressocialização dos presos. “Ele precisa ter um trabalho, condições de estudar, para que saia um ser humano melhor, que não vai voltar ao tráfico e outro tipo de crime”, diz.
“Às vezes, um pequeno tráfico, dependendo da legislação que o país tivesse, poderia ser considerado como uso. Esse é o crime que aparece com maior número de presos aqui no estado”, complementa.
Em Fortaleza, a população carcerária do presídio feminino dobrou devido ao aumento vertiginoso de presas por tráfico, em proporção que chega ao triplo da dos homens. Atualmente, são 719 presas para 374 vagas no Instituto Penal Feminino Auri Moura Costa. "Era um presídio modelo, dava para trabalhar a ressocialização. Por conta dessa questão do tráfico, está superlotado", relata a promotora de Justiça Camila Gomes Barbosa, titular da 3ª Promotoria de Execuções Penais e presidente do Conselho Penitenciário do Ceará.
Epidemia de flagrantes
Na capital paulista, a Defensoria Pública do Dipo (Departamento de Inquéritos Policiais e Polícia Judiciária), que concentra os flagrantes da cidade, recebe diariamente familiares dos presos em busca de informações e auxílio sobre essas prisões.
Ligaram falando que ele tinha sido enquadrado. Não falaram quanto de droga. Ele é usuário de maconha. Eu já vi, já briguei. Ele chorou, pediu desculpas para mim e para minha mãe."
T., irmã de jovem de 18 anos preso por tráfico em SP
T. é irmã de um jovem de 18 anos preso na terça-feira (16) por tráfico em Cidade Tiradentes, extremo leste da cidade. "Ligaram falando que ele tinha sido enquadrado. Não falaram quanto de droga. Ele é usuário de maconha. Eu já vi, já briguei", disse ela no Fórum Criminal da Barra Funda, onde aguardava notícias do irmão. "Ele chorou, pediu desculpas para mim e para minha mãe", relata.
O irmão teve a prisão em flagrante convertida em preventiva em razão da gravidade do crime de tráfico. "Ele andava com um pessoal, usuário. Mas com traficante ele nunca andou não. É que ali no bairro, tem muito. Mas a gente sabe quem são", diz a irmã.
Ao lado, M., 22, tem uma história parecida. O marido foi preso em 2013 por tráfico, junto com seu irmão, em Sapopemba, Zona Leste. "Eles estavam sentados, comendo. A polícia chegou, encontrou cocaína e maconha. Já enquadraram por tráfico. O policial falou que meu marido era patrão [traficante]. Acho que é porque ele era alemão, tinha olho azul. Ele ficou seis meses esperando a audiência", conta.
Segundo M., o marido trabalhava em uma obra do monotrilho. Começaram a namorar quando ela tinha 15. Aos 16, engravidou. O marido foi condenado. Ficou preso 1 ano e 8 meses, sem direito a progressão de regime. "Até venceu a pena", afirma.
M. também foi presa no último dia 28 e responde em liberdade pelo crime de suborno. "Tinha um amigo nosso metido com tráfico, que falou que precisava de um dinheiro urgente. Mas a gente não sabia que era para tráfico. Levantamos e fomos ajudar. Quando chegamos, a polícia prendeu", diz ela, que ficou no CDP de Franco da Rocha. "Meu Deus. Aquilo mais parece uma cracolândia", diz ela, comparando o presídio feminino à região onde se consome crack na capital paulista.
Pouca droga, muita pena
Um estudo da Defensoria Pública de São Paulo tentou mostrar um retrato de como se realizam as prisões de traficantes no estado. “Os dados são de 2010, mas acredito que estejam bem atuais, porque a política é a mesma”, explica a autora Gorete Marques, do Núcleo de Estudos de Violência da USP. Veja a seguir os principais resultados:
Estudo do NEV mostra panorama das prisões por tráfico em flagrante na cidade de SP (Foto: Arte/G1)
O que o STF pode decidir
Hoje o usuário é um criminoso, mesmo não estando sujeito à prisão. Essa conduta está no artigo 28 da Lei de Drogas. Se o STF julgar esse artigo inconstitucional, o porte de drogas para uso próprio deixa de ser crime. O relator é o ministro Gilmar Mendes.
O que diz o art. 28
- Quem adquirir, guardar, tiver em depósito, transportar ou trouxer consigo, para consumo pessoal, drogas sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar será submetido às seguintes penas:
I - advertência sobre os efeitos das drogas;
II - prestação de serviços à comunidade;
III - medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo.
§ 1o  Às mesmas medidas submete-se quem, para seu consumo pessoal, semeia, cultiva ou colhe plantas destinadas à preparação de pequena quantidade de substância ou produto capaz de causar dependência física ou psíquica.

O caso julgado é o de um presidiário que cumpria penas que somavam mais de dez anos de prisão no CDP de Diadema e foi solto em janeiro deste ano. A polícia encontrou 3 gramas de maconha em um marmitex em sua cela. O preso foi condenado como usuário de drogas à prestação de serviços à comunidade, mas sua defesa não se conformou. O recurso defende que ninguém pode ser punido por ser usuário, pois o que se faz na vida privada não afeta terceiros.
“A maioria dos casos é assim. Quantidade muito baixa, sempre em locais pobres, pessoas jovens, geralmente primárias. Daria para fixar a pena de 1 ano a 8 meses. A gente está enxugando gelo”, diz o defensor público Leandro de Castro Gomes, que apresentou o recurso extraordinário do preso ao STF.
Na verdade, essa decisão tem um caráter simbólico, para mostrar que a gente precisa repensar a política pública em relação as drogas"
Leandro de Castro Gomes, autor do recurso extraordinário no STF
Os ministros do Supremo devem responder à seguinte questão: o usuário de drogas afeta terceiros com sua conduta? Se sim, deve ser punido, em nome da saúde pública. É o argumento dos que acreditam que o usuário alimenta o tráfico. Se não, sua vida privada não deve ser invadida pelo estado, portanto, usar drogas não é crime.
Segundo o defensor, uma decisão do STF não significa a liberação das drogas. "Se o STF entender que é inconstitucional, o tráfico continua sendo crime", explica. "O que pode acontecer são alguns efeitos reflexos. A rigor, uma pessoa poderia fazer um pequeno cultivo para o seu próprio uso. Mas vai haver uma insegurança jurídica. Porque sempre vai ficar na valoração de um policial, porque a lei não tem critérios objetivos. Então se eu tiver uma hortinha, o PM pode entender que é para o tráfico", avalia.
"Na verdade, essa decisão tem um caráter simbólico, para mostrar que a gente precisa repensar a política pública em relação as drogas", complementa Gomes. "Países como os EUA, onde se iniciou esse proibicionismo, já estão tendo essa modificação."
O STF já forçou mudanças na Lei de Drogas. A liberdade provisória a presos por tráfico só foi permitida em 2012, quando a Corte, por maioria de votos, derrubou um dispositivo da lei que impedia a concessão. “A regra é a liberdade e a privação da liberdade é a exceção à regra”, disse o então ministro Ayres Britto.
O crime continua sendo inafiançável e insuscetível de sursis, graça, indulto e anistia, o que se aplica tanto ao usuário preso como ao traficante.
Critérios objetivos
A preocupação com o superencarceramento fez com que autoridades se reunissem na sede da Faculdade de Direito da USP, em São Paulo, na semana passada. O Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP) e a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), órgãos do Ministério da Justiça, coletaram as opiniões de membros do Judiciário, Ministério Público, polícia, administração penitenciária e saúde.
O conselho concluiu que a Lei de Drogas não cumpriu seu papel, lotando os presídios brasileiros em razão dos critérios subjetivos de distinção entre o usuário e os pequenos traficantes, e deve editar uma resolução que defina esses critérios.
“Essa distinção hoje é feita sem qualquer critério com um sem número de injustiças”, frisou Vitore André Zilio Maximiniano, secretário nacional de Política sobre Drogas. “O aumento elevadíssimo do número de presos tem impactado nas políticas públicas.”
Não adianta fazer um limite irrisório que não diga a realidade das ruas."
Cristiano Maronna, vice-presidente do IBCCRIM (Instituto Brasileiro de Ciências Criminais)
Para o presidente do CNPCP, Luiz Antonio Silva Bressane, “algo precisa efetivamente ser feito”. “O CNPCP vai trabalhar para trazer essa regulamentação, oferecer um instrumento de interpretação normativo”, disse.
Uma das propostas que deve fazer parte da resolução é a de que o artigo 33 da Lei de Drogas, aquele que define o crime de tráfico, seja interpretado conforme a Constituição Federal. Assim, para condenar um traficante, seria necessária a comprovação de que sua conduta tinha intenção de lucro. Não bastaria mais a simples presença da droga no flagrante.
Já a quantidade limite de droga apreendida não teve consenso e ainda deve ser objeto de estudo. “Não adianta fazer um limite irrisório que não diga a realidade das ruas", defendeu Cristiano Maronna, vice-presidente do IBCCRIM (Instituto Brasileiro de Ciências Criminais), que faz parte da Plataforma Brasileira de Política Contra as Drogas, união de 18 entidades que pedem mudanças na política de drogas no país.
Isso é muito mais profundo. Temos que fortalecer a autonomia de cada instituição. O usuário que coloca uma faca no seu pescoço para conseguir dinheiro para comprar droga merece ser preso? Não subestimemos a violência do tráfico."
Alexandre de Moraes, secretário de Segurança Pública de SP
Para Renato de Vitto, diretor do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), “hoje quem faz a gestão da política penal é a Polícia Militar”. “A PM decide na hora, muitas vezes num juízo preconceituoso, quem vai preso. Não vou demonizar a PM, mas isso mostra que o sistema deve ser melhorado. Há uma aplicação disfuncional da lei”, defendeu.
A promotora Camila Gomes destacou que falta estrutura para investigação. "No interior [do Ceará], é difícil de pegar o traficante porque eles se espalham. A gente pega aquela pessoa com pouca droga, porque eles são organizados, não guardam tudo em um lugar só", afirma.
O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Alexandre de Moraes, rebateu o argumento e afirmou que a ligação entre o tráfico de drogas e o tráfico de armas tornou o mercado mais violento. “Segurança pública não se faz só com polícia. No caso do tráfico, há a necessidade de uma definição da Justiça. Em várias condutas são feitos termos circunstanciados, mas há casos em que ainda há dúvidas. Nossas fronteiras são um queijo suíço. Nos últimos dois dias, foram apreendidos 4,5t de drogas”, destacou.
No interior [do Ceará], é difícil de pegar o traficante porque eles se espalham. A gente pega aquela pessoa com pouca droga, porque eles são organizados, não guardam tudo em um lugar só"
Camila Gomes Barbosa, promotora de Justiça em Fortaleza
“Isso não pode ser uma discussão maniqueísta. Tente arrumar uma testemunha contra um traficante. Primeiro para ver se ela vem. Depois para ver quanto tempo ela dura. O traficante mata, coloca terror onde mora, mexe com a mulher dos outros e mata o marido. A polícia é 100%? A culpa é da polícia que prende? 91% dos presos foram condenados. Então, estão errados o promotor que denunciou, o juiz que condenou e os três desembargadores que mantiveram a condenação? Podem estar todos errados? Pode. Agora, isso é muito mais profundo. Temos que fortalecer a autonomia de cada instituição. O usuário que coloca uma faca no seu pescoço para conseguir dinheiro para comprar droga merece ser preso? Não subestimemos a violência do tráfico”, disse.
Enquanto isso, algumas iniciativas tentam diminuir distorções. No Tribunal de Justiça de São Paulo, teve início o projeto da audiência de custódia, parceria com o CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Agora, o preso em flagrante é apresentado ao juiz em 24 horas. Segundo o presidente do TJ-SP, José Renato Nalini, a intenção não é desafogar o sistema prisional, mas esta pode ser uma consequência.
"Não que ela vá resolver, porque nós temos uma cultura da prisão enfatizada, de enxergar a prisão como única resposta à delinquência, porém, a tendência a longo prazo será mostrar que a liberdade deverá ser preservada, que grande parte desses presos não deveria entrar no sistema prisional", completa. "Já está impactando, porque nós percebemos que praticamente metade das prisões em flagrante não são convertidas em prisão preventiva. Mas a cultura jurídica é centenária. A gente precisa é convencer a sociedade. Estamos tentando."



Rosanne D'Agostino Do G1, em São Paulo

Correção: extradição de Pizzolato

O G1 errou ao informar às 6h45 que o governo da Itália havia decidido extraditar para o Brasil o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato. Na verdade, naquele momento a decisão não havia sido divulgada. O erro foi corrigido às 7h22. Posteriormente, foi anunciado que a extradição foi suspensa. Leia mais.


 Do G1, em São Paulo

Conselho de Estado da Itália decide suspender extradição de Pizzolato Conselho pediu mais documentos e determinou suspensão até setembro. Justiça suspendeu extradição no dia 12 de junho, após pedido da defesa.

O Conselho de Estado da Itália, última instância da justiça administrativa do país europeu, anunciou nesta quarta-feira (24) que decidiu suspender a extradição do ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado no processo do mensalão do PT a 12 anos e 7 meses de prisão. O Conselho de Estado pediu ao Ministério da Justiça italiano que forneça mais documentos e vai continuar analisando o pedido da defesa, de que ele cumpra a pena na Itália. A suspensão vale até dia 22 de setembro.Enquanto isso, Pizzolato continua preso na Penitenciária de Modena.
Em 2012, Pizzolato foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro. No ano seguinte, antes de ser expedido o mandado de prisão, ele fugiu para a Itália. Pizzolato tem cidadania brasileira e italiana.

No último dia 12 de junho, a Justiça da Itália suspendeu o envio do ex-dirigente do banco público ao Brasil, após acolher recurso da defesa que questiona as condições do presídio onde o executivo condenando no julgamento do mensalão do PT ficará se for extraditado.
O principal argumento da defesa de Pizzolato é que a ala do presídio da Papuda, em Brasília, na qual as autoridades brasileiras dizem que ele ficará preso, é "vulnerável". Nos julgamentos na Itália sobre a extradição, o Brasil argumentava que essa ala da Papuda tem condições de preservar os direitos do preso.
Declarado foragido em 2014, ele foi encontrado e preso pela Interpol em Maranello, município do norte da Itália. Após Pizzolato ser detido, o governo brasileiro pediu sua extradição à Justiça italiana.

A solicitação do Brasil foi negada na primeira instância pela Corte de Apelação de Bolonha, mas a Procuradoria-Geral da República recorreu e a Corte de Cassação de Roma decidiu, em fevereiro deste ano, conceder a extradição. Em 24 de abril, o governo da Itália autorizou que ele fosse enviado ao Brasil para cumprir a pena do mensalão.
O tratado de extradição, que foi suspenso no dia 12 de junho, prevê que a Itália deverá informar ao Brasil o lugar e a data a partir da qual a entrega do ex-diretor poderá ser realizada. A norma também permite que o Brasil envie à Itália, com prévia concordância, agentes devidamente autorizados para conduzirem Pizzolato de volta, segundo informou a PGR.
O tempo de pena que o ex-diretor cumpriu na Itália – quase 11 meses – pode ser descontado da pena total de 12 anos e 7 meses.



 Do G1, em Brasília, com informações do Bom Dia Brasil

Cantor Cristiano Araújo morre após acidente de carro em GO, diz hospital Cantor sofreu um acidente na BR-153,em Morrinhos, nesta madrugada. Namorada dele também não resistiu e morreu; outros dois ficaram feridos.

Cristiano Araújo (Foto: Divulgação) 
Cristiano Araújo (Foto: Divulgação)
 O cantor Cristiano Araújo morreu na manhã desta quarta-feira (24) após sofrer um acidente de carro na BR-153, no km 614, entre Morrinhos e o trevo de Pontalina, em Goiás. A informação foi confirmada pelo Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), para onde ele foi transferido, e pela assessoria de imprensa do cantor.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o sertanejo voltava de um show em Itumbiara, no sul do estado, por volta das 3h30, quando veículo em que ele estava, um Range Rover, saiu da pista e capotou. O cantor chegou a ser socorrido (veja vídeo abaixo) ao Hospital Municipal de Morrinhos e depois transferido em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Móvel até a capital. Em seguida, seguiu de helicóptero até o Hugo, mas não resistiu.

Empresário do cantor, Antônio Pereira dos Santos já havia confirmado que a namorada de Cristiano, identificada como Allana Moraes, 19 anos, que estava com ele no veículo, morreu no local. "O corpo dela foi levada ao IML [Instituto Médico Legal] de Morrinhos e os familiares foram ao local para a liberação", disse ao G1.

Além do cantor e da namorada, outras duas pessoas estavam no carro. Segundo os bombeiros, elas sofreram ferimentos leves e também foram encaminhadas a um hospital na capital.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que as causas do acidente ainda são apuradas. “Fizemos um levantamento no veículo, que é do ano de 2015, e ele estava em perfeitas condições. A suspeita inicial é que o motorista tenha dormido ao volante, mas tudo isso ainda é devidamente apurado”, afirmou o inspetor Newton Moraes.
Segundo o empresário, o cantor costumava viajar com um motorista particular para que "pudesse dormir após o show" e não precisasse dirigir. Ele ressaltou, ainda, que o condutor "é experiente e acostumado a guiar de madrugada".

Shows
Na última terça-feira (23), o cantor publicou em sua página no Instagram uma mensagem dizendo que estava partindo da Bahia, ao lado na namorada, com destino a Itumbiara. Após o acidente, muitos fãs comentaram na imagem sobre o ocorrido e mandam mensagens de solidariedade ao cantor.

O próximo show de Cristiano Araújo estava marcadado para acontecer na noite desta quarta-feira em Caruaru, em Pernambuco.
Cristiano Araújo postou foto com a namorada antes se seguir para Itumbiara, Goiás (Foto: Reprodução/Instagram)Cristiano Araújo postou foto com a namorada antes se seguir para Itumbiara (Foto: Reprodução/Instagram)
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Capotamento aconteceu na BR-153, entre Goiatuba e Morrinhos, em Goiás (Foto: Divulgação/PRF)Capotamento aconteceu na BR-153, entre Goiatuba e Morrinhos, em Goiás (Foto: Divulgação/PRF)
Bombeiros dizem que cantor e outras três pessoas estavam no carro; mulher morreu. (Foto: Divulgação/PRF)Bombeiros dizem que cantor e outras três pessoas estavam no carro; mulher morreu. (Foto: Divulgação/PRF)
 
 
 
Fernanda Borges e Sílvio Túlio Do G1 GO

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Na Comissão de Turismo, Rafael Motta destaca resultado positivo do seminário que debateu o crescimento do setor.


O deputado federal Rafael Motta (PROS) destacou, na tarde desta quarta-feira (17), durante reunião da Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados, o resultado positivo do Seminário "Turismo Como Fator de Desenvolvimento do RN", que foi realizado na última semana na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte com a presença do ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, do presidente da Comissão de Turismo, Alex Manente (PPS-SP), e do presidente da Embratur, Vinicius Lummertz.

Na ocasião, o parlamentar afirmou que no encontro ficou clara a intenção de todos que compõem o turismo brasileiro em trabalhar para melhorar o poder de competitividade do setor, eliminando barreiras que dificultam o seu crescimento, sua diversificação e sua interiorização.

"O turismo é responsável por quase 10% do PIB nacional, gera três milhões de empregos e interage com 52 atividades econômicas, mas mesmo assim ainda é possível crescer e melhorar ainda mais, inclusive, incentivando o turismo no interior do Rio Grande do Norte, permitindo investimentos e garantindo recursos para obras", destacou Rafael Motta.

Juíza e Promotor da Comarca de Apodi vão ganhar Título de cidadão norte-rio-grandense.


O vice-presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, deputado Gustavo Carvalho (Pros), em forma de reconhecimento ao trabalho prestado pela juíza Kátia Guedes Dias e pelo promotor Silvio Ricardo Brito Gonçalves ao Judiciário e Ministério Publico do estado, apresentou Projeto de Resolução à Mesa Diretora do Legislativo Potiguar objetivando conceder o título de cidadão norte-rio-grandense aos representantes da justiça.

A juíza Kátia Guedes Dias e o Promotor Silvio Brito respondem, atualmente, pela Comarca de Apodi, onde estão realizando um excelente trabalho. 


Inclusive, foi graças ao trabalho dos magistrados e do agente penitenciário Marcio Morais que hoje a Comarca de Apodi conta com um Centro de Detenção considerado modelo para o Sistema Penitenciário do RN. A unidade fora construída com recursos oriundos de Penas Pecuniárias e doações da comunidade, além de empresas da região, contando com cerca de 70 vagas.

Na Comarca de Apodi, a juíza e o promotor já foram reconhecidos pelo trabalho realizado, especialmente pelas Câmaras Municipais de Apodi e Felipe Guerra, que lhes concederam Títulos de Cidadão daqueles municípios. A juíza Kátia Guedes Dias é paulista e o promotor Silvio Brito é pernambucano.

Após ser interditado a pedido do Ministério Público, abatedouro de Pau dos Ferros volta a funcionar.


A assessoria de comunicação do município de Pau dos Ferros informa que a prefeitura retomou os serviços do Abatedouro Público, após realizar alguns investimentos necessários para o funcionamento do local.

O abatedouro havia sido interditado a pedido do Ministério Público depois que um laudo de fiscalização emitido pelo Instituto de Defesa e Inspeção Agropecuária do Rio Grande do Norte (IDIARN) constatou as suas condições inadequadas de funcionamento.

Passado o sufoco, a nota da prefeitura informa que o município é consciente da necessidade de um novo Abatedouro Público e tem mobilizado recursos para tal finalidade.

Funcionamento

O Abatedouro Público de Pau dos Ferros está funcionando nas segundas-feiras, quartas-feiras e sextas-feiras. A média de abate é de 70 animais por semana.

Veja os citados na pesquisa Exatus para deputado federal no RN

  Faltando pouco mais de cinco meses para a eleição, seis em cada dez eleitores do Rio Grande do Norte ainda não decidiram em quem votar par...