quarta-feira, 24 de junho de 2015

Líderes da UE querem acordo sobre Grécia nesta quarta Há desacordo sobre reformas do sistema previdenciário grego. Não houve avanço nas negociações em troca de recursos na terça.

Líderes da União Europeia não vão negociar reformas em troca de financiamento com a Grécia em sua cúpula na quinta-feira (25) e querem que Atenas alcance um acordo com os ministros de Finanças da zona do euro nesta quarta-feira (24), mesmo que as conversas levem a noite toda, disse uma autoridade sênior da UE.
"Os chefes de Estado e governos da zona do euro não esperam negociar", disse a autoridade próxima dos preparativos para a cúpula.

"A expectativa deles é receber o acordo alcançado no Eurogrupo, mesmo que para alcançar esse acordo os ministros de Finanças tenham que trabalhar também na noite de quarta para quinta-feira", completou.
Os credores da Grécia apresentaram novas contrapropostas em uma tentativa de reduzir as diferenças nas negociações sobre um acordo de reformas para destravar ajuda para Atenas, disseram à Reuters nesta quarta-feira fontes próximas às conversas.

A nova oferta foi feita depois de credores terem rejeitado algumas das propostas da Grécia, que incluíam uma série de aumentos de impostos e contribuições mais altas para elevar a receita.

O presidente do grupo de ministros das Finanças da zona do euro, Jeroen Dijsselbloem, disse nesta quarta-feira que a Grécia e seus credores ainda têm muito trabalho a fazer antes de fecharem o acordo sobre financiamento em troca de reformas para Atenas, que permitiria que a Grécia evite o default (suspensão de pagamentos) no dia 30. "Ainda não chegamos lá, ainda há muito trabalho a ser feito", disse Dijsselbloem a repórteres na chegada para uma reunião com os chefes do Banco Central Europeu (BCE), da Comissão Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre a Grécia.
Divergências
A Grécia e seus credores internacionais ainda estão em desacordo sobre reformas do sistema previdenciário grego, imposto sobre valor agregado e tributação sobre empresas, e não houve muito avanço nas negociações de reformas em troca de recursos na terça-feira (23), afirmaram autoridades da UE.
Os chefes da Comissão Europeia, do Eurogrupo, do Fundo Monetário Internacional, do fundo de resgate da zona do euro ESM e do Banco Central Europeu vão se reunir para discutir a Grécia nesta quarta-feira em Bruxelas, antes que o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, se junte a eles uma hora depois.
"As posições antes da reunião com Tsipras ainda são diferentes sobre muitos pontos", disse uma autoridade da UE próxima às conversas, listando aposentadorias, imposto sobre valor agregado e tributação corporativa. "Não houve muito progresso ontem."
O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, criticou a postura de "certos" credores como "estranha" porque eles rejeitaram as propostas apresentadas por Atenas para reduzir o déficit orçamentário, afirmou nesta quarta-feira uma autoridade do governo.
Tsipras deu as declarações antes de viajar a Bruxelas para se reunir com os chefes de três instituições credoras da Grécia --a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional--, disse a autoridade em comunicado.
O comunicado não diz a quais propostas Tsipras estava se referindo, e quais das três instituições ele estava culpando pelo impasse.
"A não aceitação de medidas de compensação nunca aconteceu antes. Nem na Irlanda nem em Portugal. Em nenhum lugar!", disse Tsipras segundo a autoridade. "Essa atitude estranha só pode significar uma de duas coisas: ou eles não querem um acordo ou estão servido a interesses específicos na Grécia."
Limite de crédito
O Banco Central Europeu (BCE) voltou a aumentar nesta quarta-feira, pela quinta vez em oito dias, o limite dos créditos de emergência (ELA) aos bancos gregos, informou uma fonte de Atenas à AFP.
Além disso, o BCE está disposto a intervir a qualquer momento para ajudar os bancos, que registram um fluxo intenso de saques provocado pelo temor a respeito do futuro da Grécia dentro da Eurozona, segundo a mesma fonte, que não revelou a quantia do aumento decidido pela instituição.


 Da Reuters

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