quarta-feira, 10 de junho de 2015

Após 24h, servidores desocupam a Câmara e projeto polêmico é aprovado Sessão foi realizada com homens da Tropa de Choque na porta do plenário. Grevistas dizem que só saíram porque foram vencidos pelo cansaço.

Polícia ficou na porta do plenário para impedir entrada dos grevistas (Foto: Amanda Dourado/G1)
Os servidores municipais que, em greve, ocuparam o plenário da Câmara Municipal de Teresina na manhã da terça-feira (9) deixaram o prédio nesta quarta-feira (10) após mais de 24h de ocupação. Logo após a saída dos manifestantes, os vereadores aprovaram o projeto que havia motivado a invasão do plenário.
O projeto enviado pelo prefeito Firmino Filho (PSDB) prevê um reajuste inicial de apenas 7% para os servidores. A sessão que votou a proposta teve policiais da tropa de choque na entrada do plenário e os manifestantes que ainda permaneciam na Câmara não puderam acompanhar a votação.
Na noite de ontem, uma liminar concedida pela juíza Maria Luíza de Moura Mello e Freitas determinou a saída imediata dos servidores da Câmara, mas os manifestantes não cumpriram a ordem e passaram a noite acampados no local. Eles afirmavam que só sairiam depois que uma negociação com o prefeito fosse aberta.
Presidente do Sindicato diz que servidores só saíram por causa do cansaço (Foto: Amanda Dourado/G1)Presidente do Sindicato diz que servidores saíram
por causa do cansaço (Foto: Amanda Dourado/G1)
Apesar da ordem judicial, a presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Teresina (Sindserm), Letícia Campos, disse que os manifestantes só saíram por que foram vencidos pelo cansaço. "Saímos porque estávamos cansados e porque lá dentro era muito quente", justificou.
Segundo ela, a greve vai continuar e a partir de agora o sindicato vai mobilizar os servidores nas escolas da rede municipal para fortalecer o movimento grevista. Uma nova assembleia está prevista e deve ser realizada na próxima sexta-feira (12).
Letícia sustenta que a prefeitura tem condições de conceder o aumento de 55,7% exigido pelos servidores. "Um estudo feito pelo nosso sindicato comprovou que é possível a prefeitura dar o aumento que os trabalhadores estão pedindo", afirmou.
O vereador José Ferreira (PSDB) falou sobre a presença da polícia e justificou porque a votação foi fechada. "A sessão foi fechada porque nós tentamos conversar com o sindicato, mas o sindicato se comportou de forma muito agressiva. Então para evitar tumulto na hora da votação preferimos buscar o aparato policial", falou.
Verador Dudu promete questionar a legalidade do projeto aprovado (Foto: Amanda Dourado/G1)Vereador Dudu promete questionar a legalidade do projeto aprovado (Foto: Amanda Dourado/G1)
Já o vereador petista Dudu classificou a decisão da mesa diretora de fechar a votação como 'arbitrária' e prometeu questionar a constitucionalidade do projeto.
"Essa decisão do presidente da Câmara de fechar a discussão foi muito arbitrária, pois tínhamos que negociar com o sindicato até o fim. Vou buscar uma forma de mostrar que esse projeto é inconstitucional", disparou o parlamentar que compõe o grupo de oposição ao prefeito Firmino Filho.


 Do G1 PI

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