Um grupo de índios da etnia Nhambiquara mantém nesta segunda-feira (15)
a cobrança de pedágio dos motoristas que passam na BR-174, entre os
municípios de Comodoro,
a 677 km de Cuiabá, e Vilhena (RO). De acordo com a Polícia Rodoviária
Federal (PRF), quem não concorda em pagar o valor cobrado pelos índios
tem sido tratado com violência.
Segundo o presidente da Associação Manduka Haiyô, Mané Manduka
Nhambiquara, pelo menos 250 índios, entre homens, mulheres, crianças e
até idosos, bloqueiam trecho da rodovia.
O líder da etnia afirma que a volta do bloqueio ocorreu após a
prefeitura de Comodoro ter negado ajuda ao grupo. “Ficamos zangados
porque a prefeita veio até o bloqueio e negou ajuda com a plantação,
além de nos tratar mal. Não voltamos para 'catar' dinheiro das pessoas.
Estamos cobrando porque ficamos bravos pela prefeita não ter cumprido
com o que prometeu”, alegou. O G1 tentou entrar em contato com a prefeitura, mas ninguém atendeu às ligações.
O líder ainda explica que houve acordo para o cascalhamento de uma
estrada vicinal de acesso às comunidades indígenas e que a obra deve
começar no próximo dia 26.
Os manifestantes cobram R$ 25 para a liberação da passagem de carros de
passeio e motocicletas e R$ 50 para caminhões e ônibus. O grupo que
bloqueou a rodovia no mês anterior continua com as mesmas
reivindicações: o cascalhamento de uma estrada que liga às aldeias
indígenas, a instalação de energia elétrica nas comunidades e a
liberação para o cultivo de grãos em 4 mil hectares de terra.
Segundo a PRF, os índios pedem o valor de acordo com o veículo e, se o
motorista se recusar a pagar, exigem qualquer quantia em dinheiro para
ser liberada a passagem. Se o condutor se negar novamente, os índios
usam pedaços de pau, chutam e até sujam os veículos.
Do G1 MT
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