Cerca de 2,1 toneladas de pescado irregular foram apreendidas de 1º de
janeiro a 12 de junho por equipes de fiscalização em Mato Grosso. As
equipes aplicaram cerca de R$ 130 mil em multas, a maioria na Baixada
Cuiabana, onde pescar exemplares abaixo da medida ou usar instrumentos
proibidos é frequente. O balanço foi divulgado pela Secretaria de Estado
de Meio Ambiente (Sema-MT).
Mesmo com a liberação da pesca a partir de 1º de março nos rios de Mato
Grosso (Bacias Araguaia-Tocantins, Paraguai e Amazonas), não são
permitidos apetrechos de pesca, como tarrafa, rede, espinhel, cercado,
covo, pari, fisga, gancho, garateia pelo processo de lambada e
substâncias explosivas ou tóxicas, e equipamento sonoro, elétrico ou
luminoso. As medidas mínimas dos peixes constam na carteira de pesca do
Estado, e algumas delas são: piraputanga (30 cm), curimbatá e piavuçu
(38 cm), pacu (45 cm), barbado (60 cm), cachara (80 cm), pintado (85 cm)
e jaú (95 cm).
As últimas apreensões aconteceram entre quinta-feira (11) e sexta (12).
Dez pessoas foram autuadas e tiveram seus veículos apreendidos durante
uma operação que percorreu 34 quilômetros, entre Cuiabá e Santo Antônio
do Leverger, totalizando 180 quilos de pescado irregular apreendido. A
maioria dos peixes eram das espécies pacu, piauçu, pacu-peva, piau e
piraputanga, que estavam fora da medida permitida ou sem documentação da
pesca e transporte.
Em outra ação, duas pessoas foram presas, um veículo e 149 quilos de
peixes foram apreendidos pelas equipes da Sema e por policiais do
Batalhão da Polícia Militar Ambiental. A apreensão aconteceu na rodovia
MT-370, região de Porto Cercado no município de Poconé, município
localizado a 104 quilômetros de Cuiabá. O pescado estava sendo
transportado por pescadores profissionais e apresentava sinais de que
foi capturado ilegalmente com gancho, um instrumento de uso proibido. As
duas apreensões totalizaram cerca de R$ 38 mil em autuações.
Conforme o superintendente de Fiscalização na Sema, major da PM Fagner
Augusto do Nascimento, as apreensões provenientes de pesca depredatória
foram descobertas durante abordagens de rotina. Embora esteja fora do
período de defeso da piracema, a Lei Estadual nº 9.096/2009 impõe regras
aos pescadores, proibindo determinados apetrechos de pesca, entre eles
o gancho, que machuca os peixes. Além disso, exige que haja licença
para pescar (carteirinha de amador ou profissional).
"Nós intensificamos as fiscalizações na região da Baixada Cuiabana e
[rodovia] Transpantaneira, para evitar não só a pesca ilegal, como
outros tipos de crimes ambientais", afirma o major.
Apreensões de maio
Em maio houve quatro apreensões. Nos dias 28 e 27, estavam sendo
transportados de Santo Antônio do Leverger para Cuiabá, 170 kg de
pescado irregular por exceder a cota permitida por lei (que é de 150
kg), além disso, também havia muitos exemplares fora da medida. Uma
pessoa foi presa e um veículo Fiorino apreendido pelas equipes de
fiscalização. No total do pescado, foram encontrados 66 peças de peixe,
dos quais 16 pintados e 50 pacus, que serão doados a uma instituição
filantrópica do município. A multa aplicada corresponde a R$ 33,4 mil.
No dia 22 de maio, foram apreendidos 271,8 kg de pescado que estavam
sendo transportados acima da quantidade permitida por lei na região de
Porto Cercado, na Rodovia Transpantaneira, em Poconé (92 km da capital).
Uma pessoa foi presa, um veículo e duas caixas térmicas foram
apreendidos. A multa aplicada corresponde a R$ 10,4 mil. Outros 11
pescadores na categoria amador estavam junto, porém um deles assumiu o
crime ambiental e os demais foram liberados. O pescado foi encaminhado
para a Delegacia de Poconé.
Logo no início de maio, dia 3, uma denúncia anônima gerou a prisão de
uma pessoa e a apreensão de 32 kg de pescado fora da medida, duas
tarrafas, espinheis, um veículo, um barco com motor, duas espingardas e
uma pistola no município de Paranatinga (342 km de Cuiabá). Nesta
operação, a equipe que precisou percorrer cerca de 200 km de estrada de
chão, entre a sede do município até o local onde era realizada a
pescaria, na extensão do Rio Botovi, no meio da mata fechada.
Além da prisão por pesca de peixes fora da medida, das espécies
cachara, pacu prata, trairão, chachorra, barbado e palmito. Os
pescadores amadores também não tinham a carteira de pesca. A operação
resultou em 9 autos de infração, com um total de multa de R$ 7,6 mil.
Outro agravante foi encontrar espinheis amarrados nas duas margens do
rio, o que é proibido pela legislação da pesca por representar uma
ameaça à fauna local.
A denúncia de pesca depredatória e outros crimes ambientais podem ser feitas por meio do telefone 0800-65-3838.
Do G1 MT
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