Pacientes renais crônicos de Pau dos Ferros têm enfrentado problemas recorrentes de transporte após sessões de hemodiálise, denunciou o paciente João Paulino em sua página no Instagram, repercutindo nas últimas semanas na imprensa local. As falhas logísticas da Prefeitura colocam em risco a saúde e o bem-estar de cidadãos que dependem de um tratamento contínuo e fisicamente desgastante.
O tratamento de hemodiálise provoca fraqueza, estresse e desconforto, tornando essencial o retorno seguro para casa. A interrupção ou atraso no transporte aumenta a vulnerabilidade desses pacientes, comprometendo a eficácia do tratamento e a qualidade de vida.
De acordo com a legislação brasileira, é obrigação do Poder Público Municipal garantir o transporte sanitário de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) que realizam tratamentos essenciais, como a hemodiálise. Embora clínicas possam firmar parcerias para auxiliar na logística, a responsabilidade legal pelo transporte seguro e contínuo é do Município.
Especialistas e defensores dos direitos dos pacientes apontam que a solução imediata depende de planejamento e priorização por parte da Prefeitura, assegurando a disponibilidade da frota e a coordenação logística adequada. Persistindo as falhas, os pacientes podem recorrer ao Ministério Público, que pode investigar a omissão e ajuizar Ação Civil Pública, ou à Defensoria Pública, para garantir, judicialmente, a regularização do serviço.
Garantir transporte adequado para pacientes renais é, acima de tudo, uma questão de dignidade e de compromisso com a vida, alertam especialistas e representantes da área da saúde.