Documentos internos revelados pela Daily Caller News Foundation indicam que a Johnson & Johnson, então responsável pela comercialização do Tylenol, já admitia em 2018 preocupações sobre uma possível ligação entre o uso do medicamento durante a gravidez e distúrbios como o autismo em crianças.
Em uma comunicação interna, Rachel Weinstein, diretora de epidemiologia da Janssen nos Estados Unidos — braço farmacêutico da J&J — escreveu: “O peso das evidências está começando a me parecer pesado”. A frase sugere que, à época, executivos da companhia reconheciam a gravidade dos indícios levantados por estudos científicos.
O Tylenol, à base de paracetamol, é amplamente utilizado em todo o mundo como analgésico e antitérmico, inclusive por gestantes. A Johnson & Johnson manteve a sua fabricação até 2023, quando desmembrou a divisão de produtos de consumo e criou a Kenvue, atual responsável pela marca.
As revelações reacendem o debate sobre a segurança do medicamento e o grau de transparência da indústria farmacêutica diante de potenciais riscos à saúde pública.
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