sexta-feira, 26 de setembro de 2025

Ministério da Saúde realiza webinário sobre vigilância epidemiológica do sarampo em hospitais

 O Ministério da Saúde promoveu, no dia 23 de setembro, um webinário nacional voltado para a vigilância epidemiológica do sarampo no âmbito hospitalar, reunindo mais de mil participantes, entre profissionais de saúde que atuam em Núcleos Hospitalares de Epidemiologia (NHE) em todos os estados brasileiros.

O objetivo do evento foi discutir o papel estratégico dos NHE na detecção e investigação rápida de casos suspeitos de sarampo, reforçando a importância de uma resposta imediata para evitar surtos. O encontro foi promovido pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA/MS) e recebeu o título “Vigilância Epidemiológica do Sarampo no Âmbito dos Núcleos Hospitalares de Epidemiologia”.

A abertura foi conduzida por Júlia Chaves, consultora técnica da Rede Nacional de Vigilância Epidemiológica Hospitalar (RENAVEH), e a palestra principal ficou por conta de Rebeca Porto, consultora técnica do Programa Nacional de Imunizações (PNI), com o tema: “Sarampo: Eliminado no Brasil, mas ainda uma ameaça global. Como agir diante de um caso suspeito?”.

Durante a apresentação, Rebeca Porto destacou a necessidade de notificação imediata, em até 24 horas, de qualquer caso suspeito, conforme previsto na Portaria GM/MS nº 6.734, de 18 de março de 2025, que estabelece a obrigatoriedade de comunicação imediata de sarampo e rubéola por profissionais de saúde ou responsáveis pelo atendimento inicial.

O Brasil conquistou, em novembro de 2024, o certificado de eliminação do sarampo, o que significa ausência de circulação endêmica no país. No entanto, casos continuam surgindo, geralmente importados ou relacionados à importação, com surtos ativos nos estados do Tocantins, Maranhão e Mato Grosso. Atualmente, o país registra 2.068 casos suspeitos, 31 confirmados, 1.680 descartados e 360 em investigação. Dados da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) indicam circulação da doença em países como Bolívia, Paraguai, México, Canadá e Estados Unidos.

O webinário também abordou o cenário epidemiológico global, conceitos gerais de vigilância, medidas de prevenção e controle, além de estratégias de atuação rápida diante de novos casos. Segundo Rebeca, “o que devemos fazer diante de qualquer suspeita é responder rapidamente, garantindo a comunicação às três esferas de gestão e evitando a disseminação da doença”.

O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida por secreções respiratórias e aerossóis em ambientes fechados, como escolas e creches. Apesar do avanço da vacinação, ainda representa um desafio para a saúde pública, especialmente em regiões com baixa cobertura vacinal. Uma pessoa infectada pode transmitir a doença para até 90% dos contatos próximos não imunizados, reforçando a importância da vacinação como principal medida de prevenção.


Suellen Siqueira
Ministério da Saúde

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