sexta-feira, 26 de setembro de 2025

Decisão judicial expõe contradições do Sindicato dos Médicos em defesa da Coopmed

 


Uma decisão judicial publicada na noite desta quarta-feira (25) lançou luz sobre um dos embates mais polêmicos envolvendo o Sindicato dos Médicos do RN (Sinmed), presidido por Geraldo Ferreira. O que até então era apenas suspeita foi confirmado pela Justiça: ao se posicionar contra a “quarteirização” na saúde, o sindicato não estaria defendendo diretamente a categoria médica, mas, na prática, atuando em favor da Coopmed.

O despacho questiona de forma expressa a legitimidade do Sinmed em representar os interesses da cooperativa. Segundo a decisão, trata-se de atuação “em direito alheio”, fora das hipóteses legais de representação sindical. Em outras palavras, o sindicato teria extrapolado seu papel institucional ao assumir uma defesa que não lhe competia.

A Justiça também destacou que a tentativa do sindicato de impedir a quarteirização — prática que envolve a terceirização de serviços já terceirizados — afronta princípios constitucionais da liberdade econômica e da livre iniciativa. O entendimento reforça a posição consolidada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que já reconheceu a legalidade da terceirização em todas as atividades, inclusive as consideradas atividades-fim.

O episódio coloca em xeque o discurso que o Sinmed vinha sustentando há meses, segundo o qual estaria agindo em defesa da “dignidade médica”. Para a Justiça, a narrativa serviu, na verdade, para blindar interesses de um grupo específico, revelando uma atuação mais próxima de lobby corporativo do que de representação de classe.

A decisão judicial, portanto, marca um ponto de inflexão no embate entre entidades médicas e cooperativas, ao expor publicamente as estratégias adotadas pelo sindicato e levantar dúvidas sobre até que ponto sua atuação se alinha, de fato, às demandas da categoria que representa.

Fonte: Blog do BG
Foto: Sinmed/divulgação


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