domingo, 13 de abril de 2025

Moro reage a Gilmar e diz que decano do STF tem de explicar relações com CBF.

Durante a 11ª edição da Brazil Conference, realizada em Harvard, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, saiu em defesa de seu colega Alexandre de Moraes, criticado por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. Mendes afirmou que não há razão jurídica para afastar Moraes das investigações que conduz, negando qualquer irregularidade ou suspeição em sua atuação nos inquéritos ligados aos atos antidemocráticos.

Em sua fala, Gilmar Mendes comparou Moraes com o ex-juiz Sérgio Moro, atualmente senador, afirmando que, ao contrário de Moraes, Moro teria agido politicamente ao se aproximar de Bolsonaro ainda antes das eleições de 2018 e aceitar ser seu ministro da Justiça. Segundo o decano do STF, essa postura comprometeria a imparcialidade de Moro, o que não seria o caso de Moraes.

Em resposta, Sérgio Moro rebateu as críticas e partiu para o ataque, questionando as relações de Gilmar Mendes com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O senador sugeriu que o ministro do STF deveria primeiro explicar esses vínculos antes de criticá-lo publicamente, insinuando um possível conflito de interesses envolvendo a atuação de Gilmar em favor da entidade esportiva.

A polêmica envolve a decisão do próprio Gilmar Mendes, que em janeiro de 2023 devolveu Ednaldo Rodrigues à presidência da CBF, após o dirigente ter sido afastado por determinação judicial. Essa medida reacendeu questionamentos sobre o envolvimento do ministro com a confederação, especialmente diante de contratos entre o Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), fundado por Gilmar, e a CBF.

O IDP tem parceria com a entidade esportiva para administrar a CBF Academy, o braço educacional da confederação, o que alimenta especulações sobre possíveis conflitos de interesse. A troca de acusações entre Moro e Gilmar, durante um evento de destaque internacional, evidencia o clima de tensão entre figuras centrais do Judiciário e da política brasileira, reacendendo debates sobre ética, imparcialidade e relações institucionais.


FONTE REVISTA ISTOÉ

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