terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Coronavírus derruba mercado chinês em reabertura após Ano-Novo

Em seu primeiro dia de operação desde o dia 23 de janeiro, os mercados chineses sofreram uma queda de 8% no índice que reúne todas as ações negociadas na Bolsa de Xangai. Isso significa, de acordo com cálculos da Reuters, uma perda de US$ 370 bilhões de valor de mercado.
Investidores já esperavam um dia muito volátil nos mercados chineses depois de uma pausa pelo Ano-Novo Lunar, que acabou estendida pelo governo em função da epidemia. Os mercados de ações, moedas e títulos da dívida na China deveriam ter sido reabertos na sexta-feira (31).
O impacto afetou negociações da moeda (iuan), além de ferro, petróleo e cobre em Xangai. Em uma tentativa de amenizar os efeitos do coronavírus, o Banco Central da China afirmou no sábado (1º) que vai injetar na segunda-feira (3) 1,2 trilhão de iuans (US$ 174 bilhões ou R$ 742,9 bilhões) de liquidez nos mercados em forma de operações de recompra (repos) reversa.
Além disso, baixou as taxas de juros para essas operações, de 2,50% para 2,40%, para as de sete dias, e de 2,65% para 2,55%, nas negociações de 14 dias.
Apesar da reabertura dos mercados, diversas províncias ainda estão isoladas para contenção do vírus, como Hubei, que não tem previsão de voltar ao trabalho antes do dia 13 de fevereiro. Pequim quer estabelecer prioridade no retorno da produção de bens essenciais
Lian Weiliang, da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma chinesa, disse em uma coletiva de imprensa que o impacto será de curto prazo e que a China é totalmente capaz de minimizar o impacto econômico do surto.
FOLHAPRESS

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