Foto: Ricardo Botelho/MInfra / Agência Brasil
O Brasil deve perder ainda mais competitividade no mercado americano após ficar de fora da lista de isenções tarifárias adicionais concedidas pelos Estados Unidos a 13 países. Enquanto concorrentes receberam benefícios extras, os produtos brasileiros continuam sujeitos à tarifa de 12,5%, além da sobretaxa de 25% já aplicada ao país.
Entre os beneficiados estão Argentina, Reino Unido, Malásia, Indonésia e Equador, que ganharam isenções em diversos produtos, ampliando a vantagem sobre os exportadores brasileiros.
Segundo a MB Associados, cerca de 3,4% das exportações brasileiras afetadas pela tarifa — o equivalente a US$ 470 milhões — sofrerão impacto direto com a diferença de tratamento.
Os setores mais prejudicados incluem madeira processada, pedras preciosas, diamantes, esmeraldas, próteses médicas e leveduras, que passarão a enfrentar concorrência em condições mais favoráveis.
Para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a exclusão do Brasil das isenções reduz ainda mais a competitividade dos produtos nacionais no mercado dos Estados Unidos, especialmente diante das vantagens concedidas a países concorrentes.
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