terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Mais um preso morre em cela da Papuda, em Brasília, após ataque cardíaco Casos aconteceram em intervalo de cerca de 30 horas. Segurança Pública confirma que os dois detentos 'passaram mal'; 30ª Delegacia de Polícia investiga casos.

Prédio do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília (Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília)
Prédio do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília (Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília)

m um intervalo de pouco mais de um dia, mais um preso morreu por problemas cardíacos após passar mal em uma cela do Centro de Detenção Provisória da Papuda, em Brasília. As mortes foram confirmadas pela Secretaria de Segurança Pública e são investigadas pela 30ª Delegacia de Polícia.
Segundo a pasta, o primeiro homem passou mal dentro da cela na noite de réveillon, no domingo (31), e recebeu primeiros socorros dos agentes penitenciários até a chegada do Corpo de Bombeiros. "Todos os procedimentos de intervenção foram tomados, mas a vítima não resistiu à parada cardíaca", diz o governo.
O interno tinha 24 anos, estava preso há três meses por tráfico de drogas e aguardava julgamento. Ele teria solicitado atendimento médico na unidade prisional no dia 29 de dezembro e se queixava de dores lombares. Após atendimento da equipe médica, a Segurança Pública afirma que o detento recebeu medicação para cessar as dores e "não solicitou mais atendimento".
Já a segunda vítima foi atendida pelo Samu, que, segundo a secretaria, fez os procedimentos de reanimação, "mas o interno não resistiu à parada cardíaca e faleceu". O detento estava preso desde o dia 15 de dezembro por embriaguez ao volante.
Ainda de acordo com a secretaria, ele já tinha sido condenado anteriormente por porte ilegal de armas e não teria solicitado atendimento médico desde a chegada à unidade prisional.
G1 questionou à Secretaria de Segurança Pública as idades das vítimas e se elas tinham histórico médico de problemas cardíacos. Os questionamentos não foram respondidos até a última atualização desta reportagem.
Por meio de nota, a pasta apenas informou que o carro do Corpo de Bombeiros que atendeu ao homem que morreu durante a noite de réveillon na Papuda contava com equipamento de reanimação e equipe especializada.

"Todos os procedimentos de intervenção foram tomados, mas a vítima não resistiu à parada cardíaca. [...] A unidade se prontificou a prestar todo amparo social que o fato necessita."
A secretaria também nega a informação – dada por agentes penitenciários – de que o veículo do Corpo de Bombeiros estaria sem desfibrilador (equipamento de pulsos elétricos usado para reanimação de pacientes).
"A viatura da corporação contava com equipamento de reanimação e com equipe especializada."
Questionada pela reportagem, a Polícia Civil afirma que os casos estão sendo tratados como "morte aparentemente natural". A intituição diz, ainda, que "todas as diligências investigativas estão sendo tomadas para confirmar os fatos".


Por Marília Marques, G1 DF


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