terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Polícia confirma que carro estava parado quando menina foi morta por PMs De acordo com o delegado Francisco Costa, o Baretta, cinco testemunhas confirmaram versão apresentada pela mãe da menina Emile Caetano, morta por tiros disparados por policiais militares.

Delegado Francisco Costa, o Baretta, titular da Delegacia de Homicídios. (Foto: Andrê Nascimento)
Delegado Francisco Costa, o Baretta, titular da Delegacia de Homicídios. (Foto: Andrê Nascimento)
titular da Delegacia de Homicídios, o delegado Francisco Costa, o Baretta, afirmou que pelo menos cinco testemunhas confirmaram a versão de Daiane Caetano, mãe da menina Emile Caetano, de que o carro da família estava parado no momento em que foi alvejado por policiais militares, no dia 26 de dezembro. A menina de 9 anos morreu após ser socorrida. O pai, o cantor Evandro Costa, foi atingido na cabeça e perdeu a audição do ouvido esquerdo.
“O que é mais grave é que o carro estava parado no momento dos tiros. Essa versão foi apresentada pela dona Daiane e por nós confirmada através dos depoimentos de cinco ou seis pessoas”, afirma o delegado Baretta.
Baretta explica que o correto seria os policiais se posicionarem atrás do veículo e dar ordem para que o motorista saísse do carro. “Qual a primeira regra que a gente aprende nos manuais da polícia? Preservar a vida e depois aplicar a lei. Até o pior criminoso, se for possível ele fugir eu vou deixar fugir e depois eu prendo ele. Mas não vou matar”, comentou o delegado.
O pai de Emile Caetano, o músico Evandro Costa, e as duas irmãs da menina que também estavam no carro, uma de oito anos e outra de oito meses, foram levadas ao Instituto Médico Legal para passar por exames de corpo de delito nesta terça-feira (2).
Daiane Caetano, a mãe da menina Emile, morta em abordagem policial. (Foto: Andrê Nascimento)
Daiane Caetano, a mãe da menina Emile, morta em abordagem policial. (Foto: Andrê Nascimento)
A mãe, Daiane Caetano, foi chamada na Delegacia de Homicídios para levar alguns documentos que devem ser juntados ao inquérito.
Segundo o delegado, as evidências mostram que dois crimes foram cometidos pelos policiais militares que abordaram o carro da família: homicídio doloso qualificado por ter sido a vítima uma menor de 14 anos e fraude processual.
A fraude ficou caracterizada, segundo Baretta, porque os policiais ocultaram estojos de balas do local da ocorrência, adulterando a cena do crime antes da chegada dos peritos criminais. O inquérito policial deve ser finalizado até o fim desta semana e remetido à Justiça.

Por Andrê Nascimento, G1 PI

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