Troca de telegramas da embaixada brasileira em Cuba, revelada pela Folha, mostrou que o Mais Médicos foi proposto pelo governo cubano.
Na última semana, o país caribenho decidiu deixar o programa depois de exigências feitas pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL).
Entre outras coisas, os documentos mostram que o programa já era negociado um ano antes de a então presidente Dilma (PT) apresentá-lo como resposta às ruas em 2013. As negociações com Cuba foram sigilosas para evitar reações e críticas por parte de entidades médicas.
Para não precisar de aval do Congresso, o Brasil decidiu na última hora triangular o acordo com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). Pelo contrato, o país paga à Opas, que repassa o dinheiro a Cuba, que contrata os médicos.
Do total que recebe, Havana paga uma parte ao médico (cerca de um quarto), e retém o restante dos recursos.
Abaixo, veja os telegramas na íntegra.

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Folha de São Paulo
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