sábado, 2 de fevereiro de 2019

Ao vivo: Simone Tebet surpreende e lança candidatura avulsa à presidência do Senado

A senadora Simone Tebet (MDB-MS) anunciou que vai disputar como candidata avulsa a presidência do Senado. O lançamento da candidatura de Simone representa a entrada de um terceiro nome forte na corrida presidencial e alternativo aos senadores Davi Alcolumbre (DEM-AP) e Renan Calheiros (MDB-AL), que polarizaram as discussões ontem.
Líder do MDB até o início da semana, Simone abriu mão da disputa após ser vencida por Renan em votação da bancada, por sete votos a cinco. Alguns senadores haviam declarado que poderiam desistir da candidatura para apoiá-la se ela fosse o nome do partido. Derrotada, ela negou a intenção de se candidatar à revelia do MDB, mas surpreendeu seus colegas neste sábado (2).
Com isso, chega a nove o número de candidatos. Além de Simone, Renan e Alcolumbre, também registraram candidatura Fernando Collor (Pros-AL), Reguffe (sem partido-DF), Ângelo Coronel (PSD-BA), Alvaro Dias (Podemos-PR), Major Olimpio (PSL-MS) e Espiridião Amin (PP-SC). O vencedor sairá da disputa em segundo turno caso nenhum dos candidatos obtenha a maioria absoluta (41 votos) na primeira rodada de votação.
Em um raro momento de entendimento, os senadores resolveram escolher o novo presidente da Casa por meio do voto em cédula, em vez da votação eletrônica. O pedido foi feito pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e aceito pelo senador José Maranhão ( MDB-PB), que preside a sessão por determinação do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli.
Principal adversário de Alcolumbre, Renan concordou com a proposta. A única exceção será o voto da senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP), que será eletrônico, já que ela é tetraplégica.
Maranhão abriu às 11h46 deste sábado (2) a sessão destinada à eleição do novo presidente do Senado. A sessão havia sido suspensa na noite dessa sexta-feira em meio a protestos de parlamentares que defendem que a escolha se dê por voto secreto. O plenário aprovou, por 50 votos a 2, a abertura do voto.
Na madrugada, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, acolheu pedido do MDB e do Solidariedade, que apoiam a candidatura de Renan Calheiros (MDB-AL), e ordenou que o voto seja secreto e que o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), que comandou a sessão de ontem e também concorre ao cargo, cedesse a vaga a Maranhão, o mais idoso da Casa.

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