terça-feira, 1 de outubro de 2019

Pobreza sobe na Argentina e atinge 35,4% da população e Presidente do Peru dissolve Congresso

A pobreza na Argentina aumentou de 32% para 35,4% no primeiro semestre, o nível mais alto desde o colapso da economia em 2001, informou o Instituto Nacional de Estatística e Censo (Indec) nesta segunda-feira (30).
O presidente Mauricio Macri, em campanha para seguir no cargo nas eleições de 27 de outubro, lamentou o resultado. “Infelizmente reflete a situação em que vivemos e, apesar de doer, devemos olhar para frente”, disse.
“Estão abaixo da linha da pobreza 10.015.728 pessoas”, mais de um terço das pessoas que vivem nos 31 grandes centros urbanos do país analisados pelo Indec, informou o instituto.
O pior indicador histórico foi após a crise de 2001, quando o Indec mediu uma pobreza de mais de 55%, após a queda do regime de câmbio fixo e privatização. Desde então, o índice, que segundo as autoridades abrange a população que não pode comprar alimentos ou outros produtos e serviços básicos, como roupas e transporte, caiu até 26% em 2013.
No segundo ano de Macri no poder, 2017, a pobreza era de 25,7% e, desde então, não parou de crescer, com uma recessão que se arrasta desde o ano passado, quando a economia caiu 2,5% e a taxa de desemprego subiu para 10,6%.
Macri prometeu “pobreza zero” durante a campanha eleitoral de 2015 que o levou à Casa Rosada, a sede da presidência.
PERU 
Após o Legislativo peruano se recusar a suspender a polêmica nomeação de novos membros do Tribunal Constitucional, o presidente Martín Vizcarra anunciou nesta segunda-feira (30) a dissolução constitucional do Congresso, de maioria oposicionista.
Em um pronunciamento transmitido na TV, o líder do Peru convocou novas eleições parlamentares, o que encerrou a possibilidade de um entendimento entre Executivo e Legislativo.
Após o anúncio, veio a reação. Em uma sessão que contou com a presença de apenas 86 dos 130 parlamentares, o Congresso aprovou a suspensão temporária de Vizcarra por “incapacidade moral” e nomeou como presidente interina a vice-presidente Mercedes Aráoz.
O movimento, que em teoria não tem efeito jurídico, porque o Congresso está dissolvido, deixa o país em um impasse institucional, com dois líderes —Araóz já fez o juramento do cargo de presidente.
Em resposta ao movimento do Legislativo, Vizcarra avançou em sua agenda e marcou o novo pleito para o dia 26 de janeiro próximo.
O presidente lançou um ultimato ao Legislativo do país no domingo (29), anunciando que o dissolveria caso lhe negassem um voto de confiança para reformar o método de nomeação de magistrados.
O movimento visava a impedir que o tribunal superior fosse dominado por juízes ligados à oposição fujimorista, que ignorou o pedido do presidente e iniciou de imediato a nomeação.
COM INFORMAÇÕES DA VEJA E FOLHAPRESS

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