terça-feira, 1 de outubro de 2019

Valeixo deve permanecer ao menos até o final do ano à frente da Polícia Federal

O diretor-geral da Polícia Federal, Mauricio Valeixo, deve permanecer no cargo ao menos até o final do ano, segundo informaram ao blog integrantes da cúpula do órgão. Valeixo foi orientado a "medir a temperatura” até dezembro para se organizar e, se realmente for necessária a saída, emplacar um sucessor.
Como informou a colunista do G1 Andréia Sadi, a manutenção por mais um tempo de Valeixo no cargo já havia sido decidida após uma reunião entre o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Justiça, Sergio Moro, em setembro. À época, Moro dava sinais de que, se Valeixo fosse demitido sem sua anuência, poderia deixar o cargo. Oficialmente, o ministro nega a informação.
A crise que quase precipitou a saída de Valeixo começou em meados de agosto, ocasião em que Bolsonaro declarou ser responsável por decidir quem ocupa o cargo de diretor-geral da PF, ameaçando substituir Valeixo. Nesta época, declarações do presidente já eram vistas como uma tentativa de interferir em outros postos, como a chefia da superintendência do Rio de Janeiro.

Durante o pior momento da crise, irritados com crescente ingerência de Bolsonaro no órgão, diretores e superintendentes ameaçaram entregar seus cargos. Dias depois, durante um seminário no ministério da Justiça, Moro se pronunciou em defesa de Valeixo, o que levou alento a integrantes da cúpula da PF.
No início de setembro, contudo, Bolsonaro disse, em entrevista, que precisava dar uma “arejada” no comando da Polícia Federal. O presidente ainda classificou a reação de integrantes da corporação como “babaquice”. As declarações voltaram o tencionar o ambiente na PF.

Por Matheus Leitão

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