Políticos alinhados com o presidente Jair Bolsonaro e apoiadores bolsonaristas convocam atos pelo “voto impresso e auditável” para 1º de agosto pelas redes sociais. Usam a hastag “Dia01VaiSerGigante” e tentarão salvar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que permite a mudança mostrando que existe apoio popular à matéria.
Com a análise da proposta parada por conta do recesso do Congresso, apoiadores da ideia foram para as redes sociais organizar manifestações a favor do projeto. A deputada Carla Zambelli (PSL-SP) disse que a manifestação é pela “democracia e pela liberdade”.

O projeto do voto impresso é uma PEC, Projeto de Emenda Constituicional, o tipo de projeto mais difícil de ser aprovado. Depois de passar pela comissão especial, precisará de 3/5 dos votos dos deputados em 2 turnos de votação no plenário.
Caso o projeto seja votado na comissão e rejeitado, do ponto de vista técnico ele ainda pode ser levado para o plenário. Mas, nesse caso, as chances de aprovação são menores.
Se for aprovado, o projeto vai ao Senado onde também precisará passar por comissão e depois obter 3/5 de apoio em duas votações. Filipe Barros apresentou seu relatório em 28 de junho. O texto estipula a coexistência do voto eletrônico, vigente hoje em dia, com o voto impresso. E dá preferência para a contagem das cédulas de papel em vez dos votos digitais.
Leia neste link (987 KB) a íntegra da PEC e neste (56,8 MB) a íntegra do texto de Filipe Barros. Só irão valer em 2022 as alterações nas regras eleitorais aprovadas até 2 de outubro deste ano.
Além desse pleito, organizadores dos atos de 1º de agosto também dizem que as manifestações são em apoio ao presidente Jair Bolsonaro e à criação de seu partido, Aliança pelo Brasil -que foi lançado em novembro de 2019 e até hoje não conseguiu cumprir as regras para ser registrado. Algumas das publicações pedem que os manifestantes levem título de eleitor e fichas de apoio à nova sigla.

Poder360
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