O ex-senador e ex-presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, demonstrou incômodo com movimentações internas de setores da esquerda potiguar que tentam afastá-lo da composição majoritária governista para as eleições de 2026. Durante entrevista concedida nesta quinta-feira (21) à 96 FM Natal, o pedetista afirmou que, caso seja excluído da chapa encabeçada pelo ex-deputado federal Rafael Motta ao Senado, o Partido Democrático Trabalhista (PDT) poderá disputar o pleito de maneira independente.
Em conversa com o jornalista Diógenes Dantas, Jean Paul ressaltou que o PDT não integra oficialmente a federação formada por PT, PV e PCdoB e, portanto, possui autonomia para definir sua própria estratégia política no estado.
“O PT tem uma definição e o PDT é um partido autônomo, que não está na Federação [PT, PV e PCdoB]. O PDT é que está se juntando a essa aliança governista e colocando-se ao lado de Samanda Alves. Nós temos um candidato à Presidência que é o presidente Lula, temos aqui um candidato ao Governo do Estado que é Cadu Xavier e temos uma companheira de chapa ao Senado que é Samanda Alves, mas o PDT tem a sua chapa”, declarou.
A fala evidencia o clima de tensão nas articulações do campo governista para 2026, especialmente em torno da composição da disputa ao Senado Federal. Nos bastidores, aliados discutem a possibilidade de Rafael Motta disputar a vaga sem Jean Paul como primeiro suplente, cenário que provocou reação do ex-senador.
A declaração também reforça a intenção do PDT de manter protagonismo próprio dentro da aliança de esquerda no Rio Grande do Norte, mesmo apoiando a pré-candidatura presidencial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o projeto governista estadual liderado por Cadu Xavier.
Fonte: Entrevista de Jean Paul Prates à 96 FM Natal,
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