A empresa Dismed, investigada no âmbito da Operação Mederi, passou a ser comparada nos bastidores políticos do Rio Grande do Norte ao escândalo do Banco Master, apontado como uma das maiores fraudes já investigadas no Sistema Financeiro Nacional. A analogia ganhou força após o avanço das apurações conduzidas pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União sobre supostos desvios de recursos públicos na área da saúde em Mossoró.
No caso potiguar, o foco da investigação não envolve uma instituição financeira, mas contratos públicos ligados ao fornecimento de medicamentos. A Dismed, pertencente ao empresário Oseas Monthalggan, é apontada pela Polícia Federal como peça central de um suposto esquema de fraudes em licitações, pagamento de propinas e desvios de recursos na saúde pública municipal.
Segundo as investigações, entre 2021 e 2025, durante a gestão do ex-prefeito de Mossoró e pré-candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra, a empresa recebeu cerca de R$ 13,5 milhões da Prefeitura Municipal de Mossoró.
A apuração, batizada de “Matemática de Mossoró”, aponta ainda, conforme relatório da PF citado na investigação, que o esquema teria como núcleo político Allyson Bezerra e o atual prefeito de Mossoró, Marcos Medeiros. Ambos, até o momento, têm direito à ampla defesa e ao contraditório.
Nos bastidores da política potiguar, analistas avaliam que o avanço das investigações pode provocar forte impacto institucional e eleitoral no estado, sobretudo diante da proximidade do calendário político de 2026. A comparação com o caso do Banco Master ocorre pelo potencial de repercussão política e financeira que o escândalo pode alcançar no Rio Grande do Norte.
Nenhum comentário:
Postar um comentário