
A governadora Fátima Bezerra foi escolhida para coordenar a campanha do presidente Lula no Rio Grande do Norte. A decisão, porém, produz uma ironia política difícil de ignorar: como alguém que enfrenta forte desgaste à frente do Governo do Estado poderá ser justamente a responsável por comandar a campanha de Lula entre os potiguares?
Em levantamentos nos quais a desaprovação da gestão Fátima aparece em patamares elevados — chegando a superar 70% em alguns cenários divulgados —, a escolha naturalmente provoca uma pergunta: a governadora vai transferir força para Lula ou Lula terá que emprestar sua própria popularidade para sustentar politicamente Fátima?
A ironia é inevitável: escolher uma governadora fortemente desaprovada para coordenar uma campanha presidencial é como entregar a missão de conquistar o eleitorado justamente a quem enfrenta dificuldades para convencer esse mesmo eleitorado sobre o próprio governo.
BLOG DO ROBSON PIRES
Nenhum comentário:
Postar um comentário