terça-feira, 25 de agosto de 2026

Eleitorado jovem diminui no Ceará para 2026, e Ibiapaba acompanha tendência

 

Número de eleitores de 16 e 17 anos caiu em relação às eleições gerais de 2022; na Serra da Ibiapaba, 6.538 jovens estão aptos a votar

O eleitorado jovem do Ceará registrou redução para as eleições de 2026. Dados apresentados pelo Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) mostram que o número de eleitores com 16 e 17 anos — faixa em que o voto é facultativo — caiu em relação às últimas eleições gerais, realizadas em 2022.

Segundo a secretária de Eleições do TRE-CE, Lorena Morais, o Ceará tinha 131.463 eleitores entre 16 e 17 anos em 2022. Para as eleições deste ano, o número caiu para 119.327, uma redução de 12.136 eleitores nessa faixa etária.

Na Serra da Ibiapaba, a tendência também aparece nos dados eleitorais. De acordo com informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 6.538 jovens de 16 e 17 anos estão aptos a votar nas nove cidades da região.

O cenário chama atenção porque essa faixa etária representa uma parcela de eleitores que, em muitos casos, terá uma das primeiras experiências de participação no processo eleitoral.

Viçosa do Ceará lidera entre os municípios

Entre os nove municípios da Ibiapaba, Viçosa do Ceará concentra o maior número de eleitores de 16 e 17 anos, com 1.211 inscritos. Na sequência aparecem Tianguá, com 1.101, e São Benedito, com 971.

No outro extremo está Carnaubal, que registra 292 eleitores nessa faixa etária, o menor número entre os municípios da região.

Lorena Morais explica que, quando comparados os números das eleições gerais de 2022 com os das eleições municipais de 2024, há municípios onde o eleitorado jovem apresentou estabilidade ou crescimento. Ainda assim, os números para 2026 permanecem abaixo do registrado entre os jovens aptos a votar nas eleições municipais de 2024.

Voto facultativo pode explicar parte da redução

Um dos fatores apontados para a menor participação dos adolescentes é justamente o caráter facultativo do voto para quem tem 16 e 17 anos. Sem a obrigatoriedade, a decisão de tirar o título eleitoral e participar das eleições depende, em grande medida, do interesse e da mobilização desse público.

Para o sociólogo Clésio Arruda, campanhas de conscientização e incentivo ao alistamento eleitoral também podem influenciar diretamente a participação dos jovens.

Na avaliação do especialista, campanhas realizadas em eleições anteriores, com participação da Justiça Eleitoral e dos meios de comunicação, tiveram papel importante na mobilização desse segmento. Para ele, uma menor articulação dessas iniciativas pode ter contribuído para a redução observada em 2026.

A queda no número de jovens eleitores coloca em debate a necessidade de ampliar as ações de conscientização política e de incentivo à participação eleitoral, especialmente entre aqueles que estão entrando pela primeira vez no processo democrático.

Fonte: A Notícia do Ceará

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Anvisa cancela registro condicional do Elevidys, terapia genética para distrofia muscular de Duchenne

  Decisão ocorreu a pedido da Roche após avaliação de que os dados disponíveis ainda não atendiam aos requisitos regulatórios para manutençã...