segunda-feira, 21 de setembro de 2026

NTN-B 2033 recua de 8,05% para 7,64% com expectativa eleitoral; mercado vê espaço para ganho se houver ajuste fiscal

A NTN-B com vencimento em 2033 apresentou forte compressão da taxa real, passando de 8,05% para 7,64%, em um movimento associado à melhora das expectativas em relação ao cenário político e fiscal brasileiro.

A queda da taxa representa uma valorização relevante dos títulos prefixados em termos reais, especialmente para investidores que já estavam posicionados a taxas mais elevadas. Isso ocorre porque, na marcação a mercado, quando os juros de mercado recuam, o preço dos títulos que já foram adquiridos tende a subir.

A avaliação de instituições financeiras é que os títulos públicos de longo prazo podem estar entre os ativos mais sensíveis a uma eventual melhora das expectativas fiscais após as eleições. Em análise publicada pela Exame, o economista-chefe do Itaú, Diogo Guillen, afirmou que os juros longos seriam os primeiros ativos a reagir caso o país apresente um plano fiscal considerado crível.

O ponto central, portanto, permanece sendo o equilíbrio das contas públicas. Caso as expectativas de ajuste fiscal se consolidem, a percepção de risco pode diminuir e abrir espaço para uma nova queda dos juros reais. Sem uma melhora fiscal considerada consistente pelo mercado, porém, os juros podem permanecer elevados.

Em resumo: a movimentação da NTN-B 2033 mostra como os títulos longos podem reagir antecipadamente às expectativas econômicas. Agora, o foco do mercado está na capacidade do próximo governo de apresentar medidas capazes de melhorar a trajetória fiscal.

Fonte: Exame 

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NTN-B 2033 recua de 8,05% para 7,64% com expectativa eleitoral; mercado vê espaço para ganho se houver ajuste fiscal

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