A campanha eleitoral de Dilma Rousseff de 2014 arde nas páginas das novas denúncias enviadas
pela Lava jato à Justiça como acompanhante invisível do marqueteiro
João Santana. O Ministério Público Federal reafirma que o mago do
marketing petista, preso desde 22 de janeiro, foi remunerado com verbas
surrupiadas da Petrobras. Recebeu tal remuneração pelos serviços
eleitorais prestados ao petismo.
A Lava Jato não
se ocupa da investigação de crimes eleitorais. Apura delitos como
lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção ativa e passiva. Mas
correm no Tribunal Superior Eleitoral ações que acusam a campanha
petista de 2014 de usar verbas sujas. As novas denúncias estão apinhadas
de evidências que corroboram as suspeitas. Tais evidências já foram
remetidas ao TSE pelo doutor Sérgio Moro, juiz da Lava Jato e
destinatário das denúncias que incluem João Santana.
Hoje, o
brasileiro convive com a incômoda suspeita de que financiou
involutariamente uma campanha que é vista pela maioria do eleitorado
como um embuste eleitoral. Confirmando-se o logro, os mandatos de Dilma e
do seu vice, Michel Temer, deveriam ser passados na lâmina. Se a
cassação da chapa Dilma-Temer ocorresse em 2016, haveria a convocação de
nova eleição presidencial.
Torna-se cada
vez mais inconcebível a demora dos ministros do TSE em julgar esse caso.
Certos silêncios merecem barulhos intermitentes. A Lava Jato, por assim
dizer, intima a corte máxima da Justiça Eleitoral brasileira a cumprir
com suas obrigações. Alega-se que os julgamentos como esse são mesmo
demorados. Tolice. O país vive tempos extraordinários. Não se pode
reagir ao que se passa de forma ordinária.
Josias de Souza
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