quinta-feira, 3 de junho de 2021

Cerca de 10.000 voluntários desistem de trabalhar nos Jogos de Tóquio

 Causa seria avanço da covid-19

Caso de sexismo também pesa

Comitê descarta novo adiamento

Evento previsto para 23 de julho

Olimpíadas estão marcadas para 23 de julho de 2021

Cerca de 10.000 voluntários que iriam trabalhar nos Jogos Olímpicos de Tóquio desistiram da ideia. A informação foi divulgada pela emissora japonesa NHK e depois confirmada pelo diretor do comitê organizador do evento, Toshiro Muto, na 4ª feira (2.jun.2021).

O medo da pandemia e motivos pessoais seriam as razões para as desistências, segundo Muto. Ele também afirmou que o calendário foi citado por algumas das pessoas que desistiram de participar do evento esportivo.

Outro motivo seria o episódio sexista envolvendo a diretoria das Olimpíadas, em fevereiro. O ex-presidente do Comitê, Yoshiro Mori, renunciou depois de críticas por proferir falas contra mulheres.

Ele disse, por exemplo, que as mulheres falam demais e que reuniões com várias delas podem levar muito tempo, o que era “irritante”. As desistências teriam começado nessa época.

No total, Tóquio 2020 iria contar com 80.000 voluntários. Muto afirmou que o evento não será afetado com 10.000 voluntários a menos. Os Jogos continuam confirmados para o dia 23 de julho, daqui a pouco mais de um mês.

Seiko Hashimoto, presidente do evento, afirmou ao jornal local Nikkan Sports que não é possível novo adiamento. As Olimpíadas eram previstas para junho de 2020, mas foram adiadas por causa da pandemia de covid-19.

Eu acredito que a possibilidade desses Jogos acontecerem é 100%, nós iremos fazer isso“, disse ela. Hashimoto também afirmou que o comitê está pronto para proteger a saúde dos atletas participantes.

A realização do evento tem sido colocada em dúvida pela situação da pandemia no Japão. A cidade de Tóquio, sede dos Jogos, está sob estado de emergência por causa da covid-19.

A piora da pandemia no país e a insistência em manter os Jogos fez com que a aprovação do primeiro-ministro do Japão, Yoshihide Suga, tivesse uma forte queda em 2021.

Em maio, a Associação de Praticantes Médicos de Tóquio –grupo com cerca de 6.000 médicos– pediu o cancelamento do evento. O grupo afirma que o sistema de saúde não é capaz de acomodar as possíveis necessidades médicas das equipes internacionais.

O líder do sindicato de médicos do Japão, Naoto Ueyama, também alertou para o risco de uma possível “cepa olímpica” do novo coronavírus. “Todas as diferentes cepas mutantes do vírus que existem em diferentes lugares serão concentradas e reunidas aqui em Tóquio. Não podemos negar a possibilidade de que uma nova cepa do vírus pode surgir após as Olimpíadas”, disse.


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