Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva minimizaram os resultados da nova pesquisa Quaest e classificaram o levantamento como um retrato defasado do cenário eleitoral. Segundo integrantes do entorno petista, o levantamento teria captado um momento específico da crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF), sem refletir uma possível mudança ocorrida nos dias seguintes.
A avaliação dentro do grupo político de Lula é de que o tracking interno do PT já teria registrado uma reversão do quadro desde o último sábado. Com isso, a pesquisa divulgada nesta segunda-feira (14) teria sido considerada “velha” por setores do governo antes mesmo de seus números perderem força no debate político.
O episódio reforça uma estratégia recorrente das campanhas: acompanhar pesquisas internas de forma contínua para identificar movimentos do eleitorado antes que eles apareçam nos levantamentos públicos.
A nova Quaest mostrou Flávio Bolsonaro numericamente à frente de Lula no segundo turno, por 42% a 40%, embora o resultado esteja dentro da margem de erro. No primeiro turno, Lula aparece com 36%, contra 31% de Flávio.
Nos bastidores do Palácio do Planalto, porém, a leitura é outra: o governo prefere medir a temperatura da disputa pelo próprio monitoramento diário, e não necessariamente pelo “relógio” dos institutos de pesquisa.
Fonte: Metrópoles, reportagem de Matheus Leitão
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