Auditoria independente realizada pelo escritório Machado Meyer, com suporte técnico da Kroll, aponta que o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, teria atuado para fragilizar mecanismos de controle interno da instituição durante as operações envolvendo ativos do Banco Master.
Segundo o relatório, Costa teria exercido influência sobre estruturas internas de governança e criado um ambiente marcado por “intimidação e retaliação” contra manifestações técnicas divergentes relacionadas às operações.
A investigação também aponta que as transações teriam sido fragmentadas em operações de até R$ 750 milhões, limite relacionado à necessidade de submissão ao Conselho de Administração do BRB. O relatório afirma ainda que as aquisições de ativos vinculados ao Master ultrapassaram R$ 20 bilhões.
De acordo com a auditoria, Paulo Henrique Costa teria estruturado um grupo de pessoas de confiança dentro do banco, que teria atuado na condução das operações e na superação de mecanismos internos de controle.
O relatório faz parte da investigação independente contratada pela atual administração do BRB para apurar as operações realizadas com o Banco Master. O documento final foi encaminhado à Polícia Federal em abril de 2026.
A defesa de Paulo Henrique Costa já contestou parte das conclusões apresentadas em versões anteriores da auditoria e afirmou que as aquisições estavam inseridas no planejamento estratégico do banco.
Fonte: Correio Braziliense
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