A articulação política em torno de um eventual governo de Flávio Bolsonaro inclui, segundo apuração da CNN, um entendimento que reservaria ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, a indicação de dois dos quatro ministros que poderão ser nomeados para o Supremo Tribunal Federal (STF) ao longo do próximo mandato presidencial.
De acordo com interlocutores próximos à campanha ouvidos pela emissora, o entendimento estaria relacionado ao apoio de Tarcísio à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.
Uma das quatro cadeiras já está disponível após a aposentadoria de Luís Roberto Barroso. Até o fim de 2030, outros três ministros — Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes — também deverão atingir a idade-limite de 75 anos, quando ocorre a aposentadoria compulsória.
Entre os nomes apontados pela apuração da CNN está Natália Resende, secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística de São Paulo. Procuradora federal, ela trabalhou com Tarcísio durante sua passagem pelo Ministério da Infraestrutura e pelo Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). Em 2026, passou a coordenar o programa de governo da campanha de reeleição do governador.
O segundo nome citado é Jorge Oliveira, ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) indicado em 2020. Oliveira ocupou cargos no governo de Jair Bolsonaro, foi assessor parlamentar do ex-presidente e chefiou o gabinete de Eduardo Bolsonaro na Câmara dos Deputados. Ele também estudou com Tarcísio no Colégio Militar de Brasília.
Caso o entendimento relatado pela CNN se confirme e seja mantido em um eventual governo Flávio Bolsonaro, Tarcísio teria participação na escolha de metade dos quatro ministros que poderão ser indicados ao STF até 2030.
A composição do Supremo, portanto, aparece como um dos elementos mencionados nas articulações políticas relacionadas à disputa presidencial e às alianças entre grupos da direita.
Fonte: CNN Brasil
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