De
acordo com a comissão, o Contran agiu de forma unilateral, causando
transtornos aos proprietários de veículos que já haviam adquirido os
extintores do tipo ABC e aos fabricantes e vendedores do equipamento,
que passaram a sofrer com o encalhe dos produtos.
Em
Natal, o anúncio animou comerciantes que viram seus estoques acumularem
nas prateleiras após a decisão de tornar o uso do equipamento optativo
no Brasil. É o caso de Péricles Mateus, proprietários de uma loja de
peças automotivas, localizada na Avenida Interventor Mário Câmara, no
bairro de Dix-Sept Rosado, zona Oeste de Natal.
Segundo
ele, o estoque de extintores ficou encalhado na loja e o prejuízo
chegou aos 20% no numero de vendas do equipamento. “Teve muita gente que
apostou tudo o que tinha e acabou ficando no prejuízo. Espero realmente
que tenha havido essa suspensão, será nossa chance de reverter o
quadro”, disse.
Uso optativo
Em
setembro, o Contran anunciou que o uso de extintores de incêndio em
veículos de passeio passaria a ser optativo no Brasil. A decisão foi
tomada com base em uma série fatores, mas o que mais pesou foi que os
fabricantes de extintores disseram que seria necessário de 3 a 4 anos
para atender a demanda pelo dispositivo do tipo ABC.
Após
reunião com os fabricantes automotivos, o Departamento Nacional de
Trânsito também informou que uma série de evoluções nos últimos anos
resultaram em maior segurança contra incêndios, entre eles o corte
automático de combustível em caso de colisão, o posicionamento do tanque
fora do habitáculo e a capacidade de combustão dos materiais
utilizados.
Prejuízos
Na
capital potiguar, o prejuízo atingiu desde lojas especializadas no
produto até comércios de autopeças, que haviam comprado os extintores em
grande quantidade para poderem atender as demandas sem problemas.
Além
dos prejuízos, os comerciantes alegaram que a decisão foi equivocada. O
dono de uma loja de produtos de segurança e combate a incêndio,
Blidenor Costa, disse que uso do extintor nos veículos particulares é
uma questão de educação e segurança.
“De
fato não havia a necessidade de manter a obrigatoriedade do uso de
extintores. Nos Estados Unidos e na Europa não é preciso ter esse
equipamento no carro.
Apesar
disso, essas pessoas se previnem constantemente. Elas foram educadas
para isso e aqui no Brasil muitas pessoas não tem o conhecimento correto
da educação preventiva. Vendo por esse lado, essa exigência não deveria
ser retirada”, ponderou.
Prorrogações
Em
15 de dezembro de 2014, o Contran divulgou uma nota dizendo que os
novos extintores do tipo ABC seriam obrigatórios em todos os veículos a
partir de 1º de janeiro de 2015, substituindo o do tipo BC. A norma,
contudo, estava valendo para veículos zero-km desde novembro de 2009.
No
dia 5 de janeiro, pela falta de extintores no mercado para
substituição, o governo divulgou uma nova nota, que adiou a exigência
para março. Em 25 de março, uma nova prorrogação ocorreu, levando a
obrigatoriedade para julho.
Antes da data – em junho – houve nova postergação do uso para outubro, período em que a nova decisão foi tomada.
Fonte: Cidade News via Portal noar
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