A equipe econômica do governo
Dilma Rousseff acredita que o rebaixamento da nota de crédito do país,
determinada na manhã desta quarta-feira (24) pela agência de
classificação de risco Moody’s, será temporária e o Brasil poderá
recuperar sua avaliação assim que as medidas de ajuste das contas
públicas, em discussão, sejam implementadas e comecem a gerar
resultados.
O rebaixamento da nota brasileira nesta
manhã pela Moody’s fez com o que o país perdesse o último selo de bom
pagador que detinha entre as três maiores agências de classificação de
risco do mundo.
A nota do país foi cortada em dois
degraus, de Baa3 -último nível de grau de investimento- para Ba2. A
perspectiva é negativa, o que indica que novo rebaixamento pode ocorrer
nos próximos meses.
Em dezembro, a Moody’s já havia
sinalizado que poderia cortar a nota brasileira, ao colocá-la em
observação, revisando a perspectiva de “estável” para “negativa”.
De acordo com nota divulgada pelo
Ministério da Fazenda, o governo Dilma afirma que a posição das agências
de rating não altera o comprometimento com o ajuste fiscal necessário
para estabilizar a trajetória da dívida pública e na perspectiva de
recuperação da economia brasileira no médio prazo.
Jogo do Rating
A Fazenda destaca que “iniciativas
importantes para o controle dos gastos e aumento das receitas” já foram
encaminhadas ao Congresso, como os projetos da DRU (mecanismo que dá
maior flexibilidade ao governo para usar parte das receitas da União) e
da recriação da CPMF, o imposto do cheque.
“Até o fim de março, o governo
encaminhará propostas adicionais de reequilíbrio fiscal, com a previsão
de limite para a expansão das despesas públicas (…) Além disso, está em
análise pelos Estados proposta do governo de implementação de uma Lei de
Responsabilidade Fiscal estadual que contempla uma série de medidas de
ajuste para os entes federados em troca do alongamento do prazo de suas
dívidas”, cita a Fazenda.
A equipe do ministro Nelson Barbosa
lembra ainda que o governo enviará ao Congresso, até abril, uma proposta
de reforma do sistema previdenciário com o objetivo de assegurar sua
sustentabilidade no longo prazo.
“Todas essas iniciativas favorecerão a
reversão das incertezas quanto à trajetória fiscal e a retomada da
confiança dos agentes, condição importante para a retomada dos
investimentos.”
A Fazenda cita ainda que o governo
também tem adotado uma agenda voltada para o crescimento por meio de
medidas para o aperfeiçoamento das regras dos programas que aperfeiçoam a
infraestrutura e a logística do país, além de medidas de fomento do
mercado de crédito.
“Diante desse esforço conjunto, o
Ministério da Fazenda reafirma a expectativa de que o rebaixamento da
nota do Brasil seja temporário, com sua reversão tão logo se
materializem os resultados das medidas em discussão, o que trará o
reequilíbrio fiscal e a recuperação do crescimento.”
Folha Press
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