Da redação com Agência Brasil
Edição: Luana Lourenço
O Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário anunciou hoje (3) a convocação de 13 mil beneficiários do Bolsa Família que tiveram o pagamento suspenso em outubro após cruzamento de dados do Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que identificou doações eleitorais incompatíveis com a renda declarada por eles.
O
levantamento revelou indícios de contradição em doações de campanha
feitas por 16 mil beneficiários. Desse total, o ministério identificou 3
mil pessoas que já haviam sido excluídas do programa por não se
enquadrarem mais nas regras. Os demais 13 mil terão agora que atualizar
os dados cadastrais para ter o benefício desbloqueado.
Os
beneficiários do Bolsa Família não são proibidos de fazer doações de
campanha, mas, segundo o ministério, o repasse tem que ser coerente
com a renda declarada pelas famílias no Cadastro Único. De acordo com a
pasta, há indícios de uso indevido dos CPFs dos cadastrados no programa
por terceiros.
As
famílias que tiveram o benefício do Bolsa Família suspenso foram
notificadas por mensagem no extrato de pagamento e terão seis meses para
fazer a atualização cadastral no setor responsável pelo programa nos
municípios. É necessário apresentar documentação de toda a família e o
comprovante da doação eleitoral, se for o caso.
Quem
não apresentar justificativa nesse prazo terá o benefício cancelado e
quem não se enquadrar mais nos critérios do programa será desligado. Nos
casos de pessoas que não fizeram doação de campanha, mas tiveram o CPF
incluído entre os doadores, é preciso comunicar o erro à gestão do Bolsa
Família no município em que reside.
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