quarta-feira, 19 de julho de 2017

Filha de Eduardo Cunha pede devolução de passaporte entregue à Justiça durante a Lava Jato Danielle Dytz da Cunha Doctorovich entrou documento em março de 2016 e afirma que pretende fazer viagem internacional a trabalho.

Na foto, Danielle, Camila, Felipe e Bárbara, filhos de Eduardo Cunha,  em visita ao pai na carceragem da PF em Curitiba (Foto: Rodrigo Félix Leal/Futura Press/Estadão Conteúdo) Na foto, Danielle, Camila, Felipe e Bárbara, filhos de Eduardo Cunha,  em visita ao pai na carceragem da PF em Curitiba (Foto: Rodrigo Félix Leal/Futura Press/Estadão Conteúdo)
Na foto, Danielle, Camila, Felipe e Bárbara, filhos de Eduardo Cunha, em visita ao pai na carceragem da PF em Curitiba (Foto: Rodrigo Félix Leal/Futura Press/Estadão Conteúdo)
A filha do ex-presidente da Câmara de Deputados Eduardo Cunha, Danielle Dytz da Cunha Doctorovich, pediu ao juiz Sérgio Moro a devolução do passaporte dela que foi entregue à Justiça Federal em meio à Operação Lava Jato em março de 2016. A solicitação foi feita na segunda-feira (17) - até esta tarde de quarta-feira (19) não havia uma resposta de Moro.
O nome de Danielle Cunha apareceu nas investigações sobre o pagamento de propina a Eduardo Cunha, a partir de contratos da Petrobras em Benin, na África, no valor aproximado de US$ 1,5 milhão. De acordo com a força-tarefa da Lava Jato, Cláudia Cruz, esposa de Eduardo Cunha, foi favorecida, por meio de contas na Suíça, com parte deste dinheiro.
Ainda conforme a acusação, o recurso foi usado para pagar despesas de cartão de crédito de Claudia Cruz. Danielle aparecia como dependente deste cartão, mas ela não chegou a ser denunciada pelo Ministério Público Federal (MPF).
Segundo os advogados, a filha do ex-deputado necessita do passaporte, que é brasileiro e italiano, para uma viagem profissional.
“A peticionária pretende realizar, ainda neste ano, viagem ao exterior para fins profissionais, razão pela qual necessita reaver seus passaportes, acautelados neste Juízo”, dizem os advogados. Ainda conforme os advogados, Danielle compromete-se, caso a viagem se concretize, a apresentar as passagens.

Processos

Em ações penais distintas sobre esta investigação de irrregularidades nos contratos da Petrobras em Benin, Eduardo Cunha e Claudia Cruz viraram réus.
Cunha foi condenado a 15 anos de reclusão por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Atualmente, ele está detido no Complexo Médico-Penal, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Claudia Cruz foi absolvida pelo juiz Sérgio Moro. 



 Por G1 PR, Curitiba
 

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